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(Foto: Arquivo Portal Infonet) |
(1) Saumíneo da Silva Nascimento
Para entender a promoção do desenvolvimento econômico de Sergipe, é importante avaliar a evolução do seu PIB, conforme os dados oficiais do IBGE, que aponta um crescimento contínuo e sustentável, o PIB de Sergipe em 2002 era de R$ 9.454 milhões, fechou 2010 com R$ 23.932 milhões, uma evolução nominal de 153,14%. A sua composição percentual (base de 2010) aponta uma predominância do setor de comércio/serviços representando 66,8% do PIB, seguida pela indústria com 28,6% do PIB estadual e a agropecuária com 4,6%.
Alguns dados recentes dos investimentos privados que chegam a Sergipe, revelam êxito na Política de Desenvolvimento Econômico do Governador Marcelo Déda que tem como missão fomentar o desenvolvimento econômico sustentável de todas as regiões do Estado, de forma participativa e integrada à política de governo, promovendo o aumento da competitividade do setor produtivo, mediante acesso à tecnologia e inovação e gerando emprego e renda para a sociedade sergipana.
Para citar alguns exemplos bem recentes, destaca-se que no município de Itabaiana um Distrito Industrial e de Serviços está em processo de implantação, serão 33 indústrias de diversos setores (fabricação de lentes, utensílios de alumínio, indústria alimentícia, fabricação de jóias, fabricação de artefatos de cimento, indústria de plásticos, etc.).
No município de Nossa Senhora do Socorro – mensalmente são aprovados projetos para o Distrito Industrial de Nossa Senhora do Socorro um dos mais dinâmicos do interior sergipano – setores beneficiados (têxtil, móveis, artigos de metais e plásticos, cerâmica, embalagens, produtos químicos, sucos, etc.), registrando-se também a chegada de uma montadora de motos e a uma fábrica japonesa de componentes elétricos da indústria automotiva.
O município tradicional da produção industrial sergipana é Estância, lá temos a sede de uma das Companhias de Energias do Estado e, na atualidade verifica-se uma expansão e consolidação do seu Distrito Industrial de Estância com projetos de médio e grande porte (complexo têxtil que já foi tradicional em Estância voltando a firma-se no município, uma das maiores fabricantes de vidros do Mundo (Saint Gobain) vai instalar uma fábrica em Estância e junto com ela outras empregas integradoras, como uma recicladora de vidros, o Grupo sergipano Maratá irá ampliar os seus investimentos existentes e implementar novas unidades industriais que irão ampliar a integração horizontal do grupo, contribuindo para o crescimento industrial sergipano.
Vivenciamos a consolidação da indústria de cimentos em Sergipe, especificamente em Laranjeiras, com investimentos de mais de R$ 500 milhões (Grupo Votoratim e Grupo Nassau com expansão de capacidade instalada e Grupo Brenand com implantação de uma nova fábrica de cimentos).
No campo da energia, insumo fundamental no crescimento das atividades econômicas, tem-se informações de novos investimentos por parte das empresas que atuam no estado e, foi inaugurado bem recentemente o primeiro parque eólico de Sergipe que está situado na Barra dos Coqueiros, ocasião em que o Governador Marcelo Déda anunciou juntamente com a Presidente Dilma, mais de R$ 1 bilhão em novos investimentos privados para o Estado a geração quase 10.000 empregos entre diretos e indiretos. Destaque-se que outras fontes alternativas de energia poderão surgir em breve no estado de Sergipe, garantindo a segurança energética para a expansão das atividades produtivas e do consumo das famílias e ainda, possibilitando a venda do excedente para os demais estados brasileiros.
O Parque calçadista também vivencia um momento de consolidação com fábricas em constante processo de expansão, a exemplo da Dakota que agora a partir de Simão Dias fez recente expansão para Poço Verde.
Neste breve ensaio seria impossível citar todos os municípios sergipanos, mas têm-se projetos industriais de pequeno porte em praticamente todos os municípios do estado. Além disso, também ficaria exaustiva a citação de todos os setores econômicos em suas especificidades, porém registramos a diversificação da economia de Sergipe com atividades importantes como indústria de transformação e a indústria extrativa; a construção civil; atividades imobiliárias; serviços de informação; transportes, armazenagem e correios; produção e distribuição de eletricidade, gás e água; serviços de informação; intermediação financeira; agropecuária e comércio, etc.
Mas para comentar os caminhos da economia sergipana um setor jamais poderá deixar de ser citado, o de Petróleo e Gás, que anualmente realiza diversos investimentos e contribui juntamente com outros setores para a formação bruta de capital fixo na economia sergipana. Ressaltamos que o estado possui uma Rede de Petróleo e Gás consolidada que tem buscando realizar diversas ações de fortalecimento do setor, a exemplo das rodadas de negócios. Esta é uma rede que conta com a competente coordenação de técnicos do SEBRAE-SE e da PETROBRÁS e que tem buscando desenvolver ações de fortalecimento das quase 200 empresas que fazem parte da referida rede.
Nestes novos caminhos da economia sergipana, o Governador Marcelo Déda tem buscado desde o inicio do seu governo em 2007 realizar medidas estruturantes que propiciem um ambiente para a realização de projetos que estão transformando e conduzindo a sociedade sergipana para patamares superiores de desenvolvimento. Ficando o Estado de Sergipe como um território estratégico de desenvolvimento de políticas modernas e que são referenciadas no desenvolvimento regional. Os desafios são constantes e a potencialização do processo de desenvolvimento é uma busca constante do estabelecimento de políticas que atinjam setores dinâmicos na busca de competividade moderna e geração de emprego e renda.
Um ponto a ser compreendido nos rumos da economia é a oportunidade surgida para os empresários locais já consolidados, na contribuição da construção da matriz-insumo produto do Estado de Sergipe.
A matriz insumo-produto foi idealizada por Wasily Leontief, economista russo, com a finalidade de construir uma fotografia econômica, demonstrando-se como os setores estão relacionados entre si, ou seja, quais setores suprem os outros de serviços e produtos e quais setores compram de quais. Esta visão possibilita a compreensão do funcionamento da economia, percebendo-se como cada setor se torna mais ou menos dependente dos outros. Esse sistema de interdependência é formalmente demonstrado em uma matriz (tabela) conhecida como matriz(tabela) de insumo-produto. Registre-se que a técnica da matriz-insumo produto apresenta limitações e nem sempre as hipóteses teóricas são perfeitamente aplicáveis no mundo real, pois os modelos de insumo-produto são modelos de equilíbrio parcial que assumem implicitamente oferta perfeitamente elástica e preços constantes, ao passo que mudanças são lógicas da realidade de projetos e em muitos casos derivam de alterações exógenas da demanda
O que julgo importante é construirmos a aproximação das novas empresas com as empresas locais já consolidadas, na busca da apresentação dos indicadores estruturais da oferta local de insumos, produtos e emprego que aumentam a eficiência no cronograma de implantação dos novos projetos e cria interconexões locais que possibilitam o aumento da atração de investimentos e, isto é possível construir conjuntamente, desde que conhecida a lógica da nova demanda surgida e a oferta existente a ser transformada e ampliada.
Acredito em um futuro promissor da economia do estado que passa por um processo recente de transformação socioeconômica, com uma dinamização envolvendo os principais setores econômicos do estado.
Economista e Secretário de Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia de Sergipe Saumíneo da Silva Nascimento
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