Reitor reafirma que sistema de cotas da UFS é justo

Alunos da rede privada levaram cartazes em protesto ao sistema de cotas (Foto: Márcio Santana/UFS)
O reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Josué Modesto Subrinho, reafirmou que nada convencerá o conselho da instituição de que o sistema de cotas não é justo. A declaração foi dada em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta, 3, que contou com a participação de alunos do ensino médio das redes privada e pública, que chegaram a ter uma discussão acalorada durante o evento.

O objetivo principal da direção da universidade era explicar a razão do percentual de vagas destinado aos alunos oriundos de escolas públicas (50%) e comentar a cassação da liminar judicial que autorizava uma candidata não-cotista excedente que teve pontuação maior que cotistas aprovados em Medicina a se matricular no curso. Para o procurador Paulo Celso Rego, isto deve se repetir com as demais ações.

“Desde o dia 1º de fevereiro a UFS foi alvo de 40 ações que questionavam o sistema de cotas. Estas ações foram distribuídas entre os juízes federais e apenas um deles entendeu que estes alunos tinham direito à reclamação e oito destes pedidos foram deferidos. Mas a tendência do Tribunal Regional Federal, que cassou esta liminar, é de se manter favorável à política de cotas nas universidades”, explicou.

Reitor Josué Modesto Subrinho (Foto: Márcio Santana/UFS)
Sistema debatido, discutido e estudado

Para o diretor do Núcleo de Estudos Afrobrasileiros (Neab-UFS), Frank Marcon, a implantação do sistema de cotas na UFS foi algo debatido, discutido e estudado durante anos e visa corrigir algumas distorções, como a aprovação de candidatos da rede pública para o curso de Direito em 2009, cujo percentual foi de 2%.

“O mérito de quem é aprovado prevalece sobre qualquer outra condição. O edital é claro e acredito que quem se inscreveu no último vestibular da universidade estava ciente da dinâmica de aprovação”, conta Frank. Outro ponto exposto foi o aumento no número de vagas. Na próxima seleção, que deve ocorrer no meio do ano no futuro campus de Lagarto, serão ofertadas mais 50 vagas para o curso de Medicina.

Rede particular X rede pública

Alunos tomaram conta do auditório onde ocorreu a coletiva (Foto: Márcio Santana/UFS)
Mesmo sendo uma coletiva de imprensa, alunos do ensino médio dos colégios Master, Ideal e Módulo compareceram ao prédio da reitoria da UFS e não foram impedidos de entrar. Os futuros vestibulandos manifestaram a indignação contra o sistema de cotas através de gritos, aplausos irônicos e cartazes com provocações do tipo “Cotas é exclusão” e “Mais Vagas ‘Não’, Mais Verba ‘Sim’”.

O reitor da universidade permitiu os questionamentos dos estudantes, mas logo o auditório da reitoria virou palco de um bate-boca quando alunos do Colégio de Aplicação da UFS (Codap) chegaram ao local com cartazes pró-cotas. Em maioria, os estudantes da rede particular passaram a gritar “Vão estudar, vão estudar’.

Tranqüilizado o ambiente, os alunos das escolas particulares deram início a uma série de perguntas, mas que não surpreenderam ninguém. Apenas questões do tipo ‘por que não melhorar a qualidade do ensino ao invés de criar cotas’ e coisas do gênero. O debate se prolongou por mais uma hora, aproximadamente, quando foi encerrada as coletivas de imprensa e do alunado da rede privada.

Por Glauco Vinícius

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