1ª Parte: Alguns estados estão se erguendo. SE:preocupação e desânimo

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“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Não tem como não comparar Sergipe com outros estados. Apesar da crise, de um modo geral, vários estados estão avançando. É só acompanhar os números apresentados diariamente para perceber que há um clima de otimismo e de boas perspectivas em vários deles. Um bom exemplo é a vizinha Bahia. Lá as obras estão a todo vapor e o comércio também.

Aliás, tem vários empresários sergipanos (pequenos e médios) aportando na capital baiana. O novo e moderníssimo Centro de Convenções que está prestes a ser inaugurado pelo prefeito ACM Neto terá a capacidade para atender até 14 mil pessoas sentadas e 40 mil pessoas em pé, sendo 20 mil em área coberta e 20 mil em área descoberta. A capital baiana dará um salto enorme no mercado de feiras e congressos que movem vários segmentos da cadeia produtiva. Em Salvador se tem a certeza do futuro; já Aracaju, o médio Centro de Convenções continua parado cuja obra é do Governo do Estado.

O clima é de preocupação e desânimo em Sergipe. O atual governo perdido acha que todos os problemas da economia se resolverão com a termoelétrica e a oferta de gás. Esquece das demais cadeias produtivas, da atração de indústrias, do turismo, das micro e pequenas empresas, entre outros.

Não obstante a esperança para 2020, faltam homens capacitados para gerir o destino do povo sergipano, visto que os que estão de plantão se mostraram incompetentes e incapazes de fazer um simples dever de casa. Preferem a indolência e a preguiça administrativa como armas de gestão!

Sergipe se encontra no fundo do poço com um governo perdido e receando descobrir que ainda tem um alçapão no fundo.

 

E o mês de junho chegou… Finalmente chegou o mês mais nordestino do ano: junho. Além das festas, tradições, as comemorações em família serão vistas do Maranhão à Bahia. Em Sergipe o que veremos mesmo é um bando de político seguido por assessores e “amigos” tirando foto de festa em festa para jogar nas redes sociais e parecem populares. E cantarão tal qual Gonzaga: “Todo tempo quanto houver pra mim é pouco…”

Atenção Vigilância Sanitária: feira livre particular da Coroa do Meio sem lixeiras Em Aracaju tem destas: se você tem um terreno pode montar uma feira livre, chamar os feirantes, cobrar taxas e pular para a galera. Na Coroa do Meio foi montada uma feira num espaço privado. Até está organizada, mas não tem lixeira em parte alguma. Os moradores estão chateados. Um dos usuários procurou a administração para saber onde tinha uma lixeira para jogar algumas cascas de amendoim que estava na mão e não tinha encontrado nenhum ponto de lixo. O proprietário e o supervisor falaram que não tinha mesmo local para isso. Cadê a Vigilância Sanitária? Aliás, a Emsurb poderia responder se não precisa de licença para instalar uma feira livre? Tem algum tipo de proteção? Bem que o MPE poderia entrar em ação. Se não tem lixo imagine os outros itens básicos de segurança.

Bairro Garcia, AJU. Moradores denunciam: obra de hamburgueria joga restos em terreno que pode ser da Emurb. Duas irregularidades A foto ao lado é da esquina quase em frente a Churrascaria Fuego, no Bairro Garcia (esquinas das Ruas Cherobina de Carvalho Pinto e Engenheiro Hernan Centurion). Moradores da região estão preocupados porque a obra que está sendo concluída na esquina – uma hamburgueria – está colocando todos os restos da construção num terreno ao lado, através de uma passagem (como se percebe na foto) e tem até pneus que podem armazenar água neste período que aa dengue aumentou muito em Aracaju.

Terreno é da Emurb? Alguns moradores garantem que na Prefeitura – na Secretaria da Finanças e na Emsurb – o terreno onde o lixo está sendo jogado consta como da Emurb. E um detalhe: além do lixo, parece que tem gente morando no local. Será que tem alguém grande patrocinando a invasão? Alguém que fazer espertamente um direito de “usocapião”, no local?

Alambrado de quadra da Orla de Atalaia começa a ser reposto E o Governo do Estado, através da Secretaria de

Ao fundos os ferros que começam a ser colocados para a reposição do alambrado.

Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, começou a repor o alambrado da quadra da Orla de Atalaia que caiu há mais de dois meses por conta das chuvas e os fortes ventos. Na quinta-feira, 30, quando este blog cobrou foi iniciada a colocação dos ferros de sustentação do alambrado. Até o fim de semanaa já tinham colocado 15 ferros, conforme a foto ao lado. O blog acompanhará o serviço.

Esporte andando para trás Na área do esporte a situação é caótica. O Batistão abandonado com os muros pichados, a iluminação de led da parte de fora não acende mais, o contrato de manutenção do gramado foi encerrado e o placar eletrônico com uma parte queimada. Na Orla do Porto Dantas todos os equipamentos estão abandonados. O governo diz que passou a administração para a PMA, mas a Prefeitura nega que tenha recebido. Enquanto isso todo o dinheiro público investido está largado.

Medalha do Mérito da Comunicação Barrinhos No próximo dia 17 de junho, às 17h, a Assembleia Legislativa entregará a Medalha do Mérito da Comunicação jornalista e radialista João de Menezes Barros Filho, Barrinhos, a 17 profissionais da comunicação. Entre os homenageados – pela Alese através da Comissão de Cidadania e Diretos Humanos – o consagrado fotojornalista César de Oliveira através da iniciativa do deputado estadual Iran Barbosa.

André Moura no Rio de Janeiro O blog se soma à parte da imprensa que vangloria a nomeação de André Moura para ser o representante do Governo do Rio de Janeiro em Brasília. Sinceramente André não poderia estar em lugar mais adequado. Muito boa aquisição do Governo fluminense. Aplausos.

Cunha retorna para o Rio de Janeiro Por coincidência depois de um ano e meio preso no Paraná, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi transferido para o Rio de Janeiro. Diga-se coincidência porque quando deputado federal André Moura, hoje, secretário no Rio de Janeiro, era um dos braços direitos de Cunha. Agora ficará mais fácil para visitar o ex-chefe.

Ninguém é contra atividade física, mas é preciso respeitar o direito de ir e vir dos trabalhadores O blog não é contra atividades físicas e muito menos as corridas de rua, mas é preciso bom senso das autoridades para não permitirem fechar avenidas importantes como aconteceu no último sábado a tarde onde os comerciantes dos bares da Sarney foram prejudicados porque a Avenida da Passarela do Caranguejo até o Bar Mãe Gorda foi fechada para uma corrida. Os ônibus deixaram de circularem pela avenida prejudicando trabalhadores. E os clientes sumiram por conta das volta que tinham que fazer.

Pergunta que não quer calar Qual o critério para fechar um espaço público num dia de grande movimento como foi no sábado para uma corrida que é privada? Onde alguns poucos lucram cobrando para as pessoas correrem no espaço público. Melhor do que isso só negócio de pai para filho. Ou já é?

Faleceu Ivan Paixão E o blog presta solidariedade a família do médico e ex-deputado federal José Ivan de Carvalho Paixão, que faleceu na madrugada do último sábado, 01 de junho e foi sepultado no mesmo dia em Aracaju. Ivan estava internado no Hospital São Raphael em Salvador. Ivan faleceu aos 67 anos.

Nota de Pesar Nós integrantes do partido Cidadania, sucessor do PPS, lamentamos a morte do médico, ex-dirigente e ex-deputado federal Ivan Paixão, ao tempo que nos solidarizamos com a família e amigos deste grande sergipano, natural de Campo do Brito. Ivan Paixão foi deputado federal duas vezes por Sergipe (1999/2003 e 2003/2007) pelo PPS. Além disso, foi secretário Estadual de Saúde, vice-presidente do Instituto Parreiras Horta e secretário Estadual de Educação e do Desporto e Lazer, sempre trabalhando com altivez e grande desempenho em favor de Sergipe e do Brasil. Deixamos aqui os nossos sentimentos de conforto a todos os familiares. Senador Alessandro Vieira – Presidente do Cidadania-SE.

Ponto de vista 1 Deu no Política em Foco O presidente estadual do MDB, deputado federal Fábio Reis, se posicionou ontem sobre a vontade dos deputados estaduais emedebistas Zezinho Guimarães e Garibalde Mendonça deixarem o partido. Sobre Guimarães disse que só está esperando o parlamentar pedir a desfiliação que ele concederá sem qualquer problema.

Ponto de vista 2 Já com relação à Garibalde, o presidente foi mais maleável. Fábio disse que o considera “um grande parlamentar e amigo”. Revelou que só irá esperar a “poeira baixar” para ter uma conversa com ele. “Tenho consciência que Garibalde ficou chateado porque Jackson Barreto assumiu no lugar dele a presidência do Diretório Municipal, mas desejo, como presidente estadual, que Garibalde continue no MDB”, disse.

É fato Trocando em miúdos, o presidente estadual do MDB, Fábio Reis, não faz nenhuma questão que Zezinho Guimarães permaneça no partido. Quer apenas que Garibalde fique.

Cidadania será terceira via Deu no Fax Aju, Brayner: O coronel Rocha, do Cidadania, diz que a decisão do seu partido de se posicionar como terceira via em São Cristóvão foi construída junto ao diretório municipal com apoio do senador Alessandro Vieira. O Cidadania se apresenta como alternativa às mesmas figuras que estão há anos no poder e ao nepotismo que se instalou na cidade, diz Rocha. Do blog: é preciso uma alternativa de poder em São Cristóvão.

Salário bloqueado do presidente do Sintrase O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado (Sintrase), Diego Araujo, foi surpreendido com o bloqueio do seu salário. Segundo ele, a desculpa inicial foi que ele não tinha se recadastrado, depois afirmaram que foi em virtude de não terem localizado a sua lotação. Em 2017, ocorreu o mesmo erro e inclusive a questão está judicializada.
Sindicato cobra providências Tal fato é, judicialmente, considerado como conduta anti-sindical e viola completamente os direitos do presidente. Diego está a disposição do Sintrase desde 2012 e sua liberação vai até o final do mandato, em meados de 2020. (Portaria n° 0303/2016 de 15 de janeiro de 2016, publicada no Diário Oficial de 27/01/2016, Ediçao 27.384).

NOTA PMA – Prefeitura esclarece que faz fiscalização e realiza ações ambientais na Maré do Apicum, no Bairro Coroa do Meio.

A Prefeitura de Aracaju atua de maneira contínua na limpeza da cidade e, de maneira constante e planejada na proteção de áreas ambientais e no combate aos pontos de descarte de entulhos, por isso rechaça a informação de que não realiza fiscalização na área do mangue da Maré do Apicum, no bairro Coroa do Meio.
Tanto a Secretaria do Meio Ambiente realiza fiscalizações constantes na área quanto a Empresa Municipal de Serviços Urbanos mantém em dia uma agenda de limpeza da região. Além disso, a Prefeitura está construindo um ecoponto no bairro, que servirá para a correta destinação dos resíduos sólidos que são, atualmente, despejados na área do mangue.
A Estação de Entrega Voluntária de Resíduos Sólidos (Ecoponto) está sendo erguida na rua jornalista João Batista Santana, no bairro Coroa do Meio, em um terreno de 837 m². O ecoponto funcionará assim nas proximidades dos pontos irregulares de descarte, para que não haja mais o descarte de entulhos no mangue, nem em terrenos e ruas do bairro.
A área de mangue da Maré do Apicum, foz do rio Poxim, localizada na avenida Desembargador Antônio Góes, tem sido fiscalizada por equipes da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, através da Coordenadoria de Resíduos Sólidos da Diretoria de Controle Ambiental, para que não ocorra aterramento, devido ao grande fluxo de descarte de resíduos sólidos e lixos doméstico no local.
A partir dessas fiscalizações ambientais, são direcionadas equipes de limpeza pela Emsurb para retirada do material inapropriado. De segunda a sexta-feira, a empresa municipal realiza a coleta de entulhos e volumosos no bairro. Também faz a coleta seletiva às terças-feiras no turno da tarde, além de ter realizado o Cata-Treco na localidade nos últimos dias 16 e 17 de maio, com previsão de retorno em julho.
Desta maneira, em uma média mensal, a coleta domiciliar é responsável por retirar 695,39 toneladas de lixo; as equipes de limpeza geral por mais 57,80 toneladas; os resíduos de construção civil recolhidos correspondem a 219,12 toneladas e o trabalho com volumosos, como restos de poda, móveis, grandes embalagens, entre outras coisas, somam 707,10 toneladas.
No bairro, existem quatro caixas estacionárias para entulhos. A coleta domiciliar também é feita três dias na semana (terças, quintas e sábados). Há ainda em andamento um mutirão de limpeza, com serviços de capinação e varrição nas ruas e grandes corredores das avenidas Mário Jorge, Antônio Maia, ProfºJosé Freitas, Desembargador Antônio Góes, iniciado em 29 de maio e que continuará até 8 de junho.

PELO ZAP DO BLOG CLÁUDIO NUNES – (79) 99890 2018

A ciência censurada. Por Antônio Samarone: Eu recebi o relatório completo da pesquisa sobre drogas da Fiocruz, censurada pelo obscuro ministro osmar terra. Governos ditatoriais, costumam discordar das ciências quando os resultados contrariam os seus interesses.

A história registra um caso clássico: As ciências biológicas sofreram na União Soviética. O comissário para a ciência, camarada Trofim Lysenko, por razões ideológicas, negava as leis da hereditariedade, descobertas pelo monge agostiniano checo Gregor Mendel. As leis de Mendel não se enquadravam no materialismo dialético. O ministro osmar terra é o novo Lysenko.

O que incomodou ao ministro politiqueiro foi que a pesquisa apontou o álcool (droga lícita), que paga impostos, faz propaganda na TV e financia eventos, como o maior problema da saúde pública: “A prevalência do uso de bebidas alcoólica em 30 dias, na população brasileira entre 12 e 65 anos, foi de 30,1% – o que representa aproximadamente 46 milhões de habitantes.” É muita “cachaça” por mês… “Aproximadamente 2,3 milhões de pessoas entre 12 e 65 anos apresentaram dependência de álcool nos 12 meses anteriores à pesquisa. É importante ressaltar que 119 mil dependentes eram adolescentes de 12 a 17 anos.”

O que o ministro não esperava é a existência de mais alcoólatras que maconheiros. A pesquisa comparou as consequências (acidente de trânsito, violências e lesões acidentais) entre os que usam o álcool e os que usam as drogas ilícitas (maconha, cocaína, crack, LSD…). Os resultados apontaram o álcool como o principal vilão.

O ministro osmar terra não se conforma com os resultados da prevalência do uso de drogas ilícitas (conforme a tabela abaixo). O ministro acredita na existência de uma epidemia de usuários, o que não foi confirmado pela pesquisa.

Recentemente o próprio presidente Bolsonaro criticou os dados do IBGE sobre o desemprego.
Passa a valer a vontade dos poderosos.

DO BLOG ESPAÇO MILITAR

ESPAÇO MILITAR: SITUAÇÃO DO CORPO DE BOMBEIROS MILITARES DO ESTADO DE SERGIPE ESTÁ CADA VEZ PIOR, COM MAIS VIATURAS QUEBRADAS. A FROTA JÁ ULTRAPASSOU SUA VIDA ÚTIL E ATÉ AGORA O GOVERNO NÃO INVESTIU EM NOVAS VIATURAS. A SITUAÇÃO É CADA VEZ MAIS PREOCUPANTE, POIS “ESTÃO DESCOBRINDO UM SANTO PARA COBRIR OUTRO”
Infelizmente está cada vez pior a situação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe (CBMSE), no que diz respeito ao quantitativo de viaturas quebradas.

Desta feita, as únicas viaturas de Itabaiana e Lagarto, duas ABTs, estão quebradas, fazendo com que a viatura do grupamento da Orla de Atalaia, fosse deslocada para Itabaiana, ficando inoperantes os grupamentos de Lagarto e o da Orla de Atalaia, que fica em frente à delegacia de turismo, sem contar ainda que a viatura de Nossa Senhora do Socorro é um ABS-09, que não atende a incêndio. Como diz o ditado, “estão descobrindo um santo para cobrir outro”.

A grande maioria da frota do CBMSE está com sua vida útil ultrapassada, fazendo com que viaturas acabem quebrando e algumas não têm mais condições de voltar a operar. Portanto, é necessário que o Governo do Estado, possa adquirir, urgentemente, novas viaturas, pois com o passar dos anos o problema vem se agravando, sem que soluções sejam efetivamente adotadas, apesar das constantes denúncias feitas pelo blog Espaço Militar, de forma responsável.

Só Deus mesmo para ajudar nossa sociedade sergipana, porque os bombeiros pedem socorro, face a falta de condições de trabalho.

PELO E-MAIL E FACEBOOK

ARTIGO

O Jornalista João Batista de Lima e Silva

GILFRANCISCO: jornalista e professor
gilfrancisco.santos@gmail.com

“Não sei se há, entre nós, unanimidade sobre a convivência de se travar um debate assim, amplo e público. O passado e a rotina são uma força poderosa de inércia.”  João Batista.

Conheci o jornalista João Batista de Lima e Silva ligeiramente, numa de minhas idas à Redação do Jornal da Bahia, quando este ainda funcionava em sua sede própria na Rua J. J. Seabra – Barroquinha, em Salvador (1974), época em que eu trabalhava à noite como revisor. A vaga foi solicitada a Porquinho, responsável do setor, pelo jornalista José Agostinho Munir, assessor de imprensa Universidade Federal da Bahia. Sobre João Batista ouvi muitas histórias sobre o homem e seu profissionalismo, principalmente da boca de Ariovaldo Matos, que fez escola de jornalismo na Bahia.

Quando estudante secundarista, João Batista de Lima e Silva estava juntamente com o amigo Joel Silveira, Presidente do Grêmio Literário “Clodomir Silva”, do Atheneu Pedro II, na caravana (outubro de 1936) que teve destino Mangue Seco, a fim de prestar uma homenagem ao romancista baiano Jorge Amado (1912 -2001), que se encontrava em casa do coronel João Amado, seu pai. Em setembro de 1939, João Batista na qualidade de Presidente presidiu no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, uma reunião promovida pelo Centro Estudantino Sergipano, homenagem ao escritor Joel Silveira, que na época visita seus familiares em Aracaju. Neste evento, Lima e Silva disse eloquentemente de sua finalidade, decorreu dentro desse espírito de sinceridade, entusiasmo e falta de aparato que caracteriza a nova geração sergipana.

No tempo em que cursava a Faculdade de Filosofia da Bahia, João Batista de Lima e Silva, destacou-se como um dos líderes universitários naquele Estado, ocupando postos de direção nos organismos de classe, entre outros os de vice-presidente da União Nacional de Estudantes – UNE (1944) e Secretário-geral da União dos Estudantes da Bahia. Em 1951 passa a dirigir o jornal Voz Operária (RJ), órgão do PCB, onde escreve dezenas de artigos políticos. Dois anos depois visita Moscou e Leningrado, onde recebe homenagens de um grupo de pioneiros. Ao retornar ao Brasil publica na Voz Operária dois artigos sobre sua estada na Rússia: Pravda jornal da verdade e do povo e Os jornalistas soviéticos.

Centro de Estudos – Ainda estudante na Bahia João Batista de Lima e Silva foi eleito presidente do Centro de Estudos da Faculdade de Filosofia da Bahia, para efetivas pesquisas e promover debates de problemas culturais no mi universitário baiano, além de conferências, concursos de monografia, entre outros fins. Em maio de 1943, os jornais da Bahia, O Imparcial e o Diário de Notícias, registram a fundação do Centro de Estudos da Faculdade de Filosofia da Bahia:

Com presença de dezenas de alunos de todos os cursos da Faculdade, procedeu-se no sábado último à eleição da primeira diretoria cujo mandato terminará em 1944. Foram eleitos os seguintes alunos: João Batista de Lima e Silva (Presidente), Maria Thétis Nunes (Vice-Presidente), José Acácio Ferreira (secretário Geral), Marita Conde Risério (1º Secretário), José Maria Vargens (2º Secretário), Antonio Fernandes de Almeida (Bibliotecário-arquivista), J. C. Pinto (Secretário de Finanças). Comissão de Imprensa – Augusta Batalha, Ramakrishna Bagavam dos Santos e Mário Alves. Conselho Consultivo – Maria Luíza dos Santos Varjão, Lígia Vieira de Santana, Raimundo Luiz Fernandes, Lavínia Augusta Vilas Boas Machado e Flávio Magnavita.

Revista Cultura – João Batista de Lima e Silva foi responsável pela apresentação do nº1 da Revista Cultura, Editora Era Nova, 1945, organizada pelos acadêmicos da Faculdade contendo textos sobre filosofia, antropologia, sociologia, literatura, história e poesia. Foram colaboradores: Thales de Azevedo, Maria Thetis Nunes, Lavínia Augusta Vilas Boas Machado, Lígia Vieira de Santana, Maria Luigia Magnavita, Vitória Cerqueira Pinto, João Batista de Lima e Silva e outros. No texto de apresentação, João Batista justificava as razões de sua publicação:

Somos solicitados pela necessidade de defender a inteligência, a liberdade de pensar e investigar a verdade, sem temer as suas consequências, nem as arremetidas dos grupos interessados em escondê-la e falseá-la. Esta é a luta pela cultura, contra os que procuram substituí-la pelos dogmas, contra os que procuram impedir a pesquisa honesta dos fatos e a livre atividade da inteligência.

O crítico Literário Carlos Chiacchio que mantinha a coluna Homens & Obras, no Jornal A Tarde, em Salvador, registrou o lançamento da revista na edição de 20 de junho de 1945.

Aracaju – Após colação de grau dos trinta e nove bacharéis, das nove turmas pertencentes aos cursos de Matemática, Filosofia, Geografia, História, Ciências Sociais, Letras Clássicas, Letras Neo-Latinas, Letras Anglo-Germânicas e Pedagogia, ocorrida em 5 de dezembro de 1945, João Batista de Lima e Silva retorna a sua cidade natal. Em Aracaju trabalhou na Folha Popular, e como diretor do Jornal do Povo ligado ao Partido Comunista, redator-chefe do Jornal da Bahia e professor da Faculdade de Filosofia da UFBA. Em Sergipe ocupa as funções de Secretário de Educação e Propaganda do Comitê Estadual e diretor do Jornal do Povo. Em 1946 foi o representante do Comitê Estadual na III Conferência Nacional do P.C.B., realizada na capital federal. Sobre a Conferência disse João Batista:

A Terceira Conferência Nacional foi um espelho admirável do que é o glorioso Partido Comunista do Brasil – o mais brasileiro de todos os Partidos nacionais, o único Partido onde existe, realmente, democracia interna, a vanguarda organizada do proletariado e do povo na luta por melhores condições de vida, pelo progresso de nossa pátria e pela democracia.

Em 1947 João Batista candidata-se pela chapa popular do P.C.B., como candidato à uma cadeira na Assembleia Estadual de Sergipe, representando o Partido do Proletariado, aos intelectuais do povo, que, porém, toda a sua vida e toda a sua cultura a serviço da causa do proletariado e de todo povo. João Batista ingressou nas fileiras do P.C.B. ainda estudante de ginásio, participou da luta antifascista do povo em Sergipe e Bahia, dirigindo com outros companheiros o movimento de massa estudantil contra o nazi-fascismo. Vejamos o artigo do jovem jornalista João Batista de Lima e Silva publicado no Jornal do Povo, de Aracaju na edição de 31 de dezembro, 1947, sobre o assassinato do operário Anísio Dário pela força policial do Estado de Sergipe:

O Sangue do Povo – Aconteceu a 29 do mês passado: – mataram em Aracaju um operário preto. Era carpinteiro, chefe de família numerosa – tinha 12 filhos e chamava-se Anísio Dário.

Anísio, ao lado de centenas de trabalhadores, funcionários, estudantes e intelectuais sergipanos acorria ao apelo dos democratas daquele estado, que pretendiam realizar uma demonstração pública, de protesto contra a cassação dos mandatos do povo. O comício não foi, entretanto, realizado, porque os seus promotores, diante das provocações policiais, estúpidas e agressivas, resolveram adiá-lo a fim de impedir o banho de sangue que o vereador Rolemberg Leite e seu secretário geral – conhecido como João Primeiro de Abril de Araujo Monteiro – haviam planejado contra o povo.

As ordens transmitidas pelo Chefe do Executivo sergipano ao seu chefe de polícia era a de impedir – a qualquer preço – que os democratas, usando dos direitos assegurados na Constituição, expressassem o seu repúdio e protesto contra as constantes violações que vem sofrendo a Carta de 46. A Ordem era de prender, espancar, espingardear o povo: de fazer correr o sangue dos democratas da terra de Fausto Cardoso.
A decisão dos promotores do comício, não impediu, porém, que o Chefe de Polícia de seus capangas cumprisse, à risca, a ordem recebida – Fizeram – como se diz em seu linguajar – um trabalho bem feito. Tinha carta branca para agir contra o povo – e, por isso, espaldeirou trabalhadores, e agrediu inclusive parlamentares. E para dar o exemplo não deixaram passar a oportunidade de assassinar friamente, pelo menos um democrata, já que não era possível um massacre em regra.

Possivelmente, para os comandados do chefe de polícia sergipana – cujo pai, conhecido integralista, preso como quinta-coluna durante a guerra, ameaçava de revólver em punho os cidadãos presentes – mais interessante seria liquidar sob suas balas assassinas o deputado e os vereadores comunistas, presentes à concentração. Isso, porém, seria ir muito longe em vista de não se haver realizado o comício. Para dar exemplo escolheram por isso, um operário. Um operário preto. Que é, a final, um operário preto para um capanga da oligarquia de senhores de terra, que domina, hoje, o Estado de Sergipe. A morte desse operário preto teria – segundo os cálculos dos bandidos que o assassinaram – o mesmo significado dos suplícios exemplares que os avós do atual governador costumavam aplicar contra algum dos seus escravos, para que os demais aprendessem a lição.

O crime foi rápido. Enquanto o deputado Armando Domingues se dirigia à multidão pedindo para dispersar e protestando contra a violação do direito constitucional de reunião pacífica, um grupo de cavalerianos e tiras cercou Anísio Dário e levou-o para um canto longe do local onde se aglomeravam os que vieram à praça defender os mandatos populares. Aí desfecharam-lhe um golpe de espada na testa e alvejaram-lhe, depois uma bala no coração.

Morreu Anísio Dário – informam os jornais de Aracaju – dando vivas a democracia e à Constituição.

***

Era um operário humilde, estimado de seus camaradas e dos trabalhadores aracajuanos. Vivo Anísio Dário era apenas um homem, como milhares de outros companheiros seu neste país: – honesto pai de família, trabalhador escrúpulos, firme militante comunista, consciente dos interesses de sua classe. Hoje, seu nome é símbolo.
Símbolo da resistência ativa das massas populares ao terrorismo que se quer reimplantar entre nós, símbolo da firmeza com que nosso povo, tendo à frente a classe operária e a sua vanguarda política, à qual ele pertencia desde 1935 – e com que justo orgulho! – Enfrenta as investidas do imperialismo ianque e de seus “paus mandados” nacionais, contra as liberdades democráticas, o progresso e libertação de nossa terra.
A grande massa popular que compareceu ao enterramento de Anísio Dário, os discursos que operários intelectuais, de populares e vereadores pronunciaram junto ao seu túmulo e mais ainda, as palavras da filha mais velha: – “Prometo, meu pai, que serei mais comunista do que antes e que sua morte será vingada, pois haveremos de derrotar a reação” – tudo isso já é a transfiguração do nome do humilde operário sergipano para o sentido simbólico que lhe deu o frio e perverso assassino de que foi vítima. Seu nome hoje significa a determinação, a coragem, o patriotismo militante das forças populares brasileiras, que farão recuar a ditadura, em seus propósitos criminosos de tornar o nosso país um campo de concentração e o nosso povo um rebanho de servos, à disposição do cupidez e das aventuras guerreiras do imperialismo ianque.

***

Não é justo, porém que se veja no assassinato de Anísio Dário somente um símbolo e um exemplo de sacrifício honroso na luta de resistência democrática. Neste crime há, do outro lado, o banditismo que a ditadura está oficializando no país, e contra o qual é preciso protestar com violência e firmeza. Há o inominável atentado contra a vida de um cidadão patriota, que, usando de um legítimo direito constitucional, dirigia-se à praça pública para defender a Constituição Contra este atentado é preciso protestar com energia.
É preciso fazer sentir ao interventor de Dutra, em Sergipe, que suas mãos estão tintas de sangue: que seus auxiliares, mais imediatamente responsáveis pelo crime, – o secretário Araujo Monteiro e o chefe de polícia Djenal Tavares – precisam ser afastados de seus cargos e punidos pelo assassinato que planejaram.
É necessário que todos os democratas, de todos os Estados, demonstrem praticamente sua solidariedade à luta de defesa da Constituição e das liberdades democráticas, por que morreu lutando o trabalhador Anísio Dário. E que demonstrem essa solidariedade, também, amparando materialmente a família daquele combatente da Democracia.
Deste modo, levaremos ao conhecimento dos agentes da Ditadura terrorista que está ensanguentando a nossa terra, que as forças democráticas brasileiras estão ao lado de Anísio, dos objetivos que o levaram à praça pública onde encontrou os seus assassinos e têm da maioria os nomes criminosos que, cedo ou mai tarde, responderão pelo crime monstruoso. (Jornal do Povo. Aracaju, 31 de dezembro, 1947).

Órgãos do PCB – João Batista Lima e Silva foi também um dos fundadores em 1945 do jornal O Momento (BA), órgão oficial do PCB na Bahia, dirigido pelo militante comunista João Falcão. Outro grande jornal da imprensa baiana que teve sua colaboração foi o Jornal da Bahia que nasceu em 21 de setembro de 1958, sob o comando de João Falcão que circulou entre 1958 a 1994 e teve uma equipe formada por grandes nomes da intelectualidade baiana, como os jornalistas: José Gorender, Heron e Inácio Alencar, Almir Matos, Nelson Araújo, Luiz Henrique Tavares, Jair Gramacho, Arquimedes Gonzaga. Advogados: Guillardo Figueiredo, Milton Cayres, Zittelmann Oliva, Virgilio Leal, Marcelo Duarte, Alberto Castro Lima, Redator-chefe: João Batista Lima e Silva. Secretário: Flávio Costa. Copidesque: Alberto Vita. Chefe de Reportagem: Ariovaldo Matos. João Falcão, jornalista experiente que já havia dirigido a primeira revista comunista no Brasil em 1938, Seiva (BA), delegou o comando da Redação do JB ao talentoso João Batista, segundo depoimento do também jornalista baiano e companheiro de redação Muniz Sodré – um dos melhores profissionais que conheci em minha vida.

O artigo de João Batista Não se poderia adiar uma discussão que já se iniciou em todas as cabeças, publicado na Voz Operária de 6 de outubro de 1956, era uma resposta à carta do jornalista Maurício Pinto Ferreira, direcionada ao diretor da Voz Operária. Sobre J.B. esse sergipano ilustrado disse Carlos Marighella: “publicou opiniões inusuais no período comunista: em vez de bajular os mandachuvas, peitou-os”. Vejamos trecho da resposta às indagações do jornalista, explicadas por João Batista:

… o mesmo questionamento está sendo feito em toda parte e cada dia com maior insistência. Creio, por isto, chegado o momento de prestarmos atenção máxima a este assunto, que não diz respeito, apenas, aos comunistas, mas todas as forças da classe operária e de tendência socialista e democrática. A verdade é que já não pode mais adiar a discussão ampla e pública dessas questões sem graves prejuízos para a nossa política. Hoje sabemos, por uma série de fatos incontestáveis, que já não se pode por em dúvida a autenticidade da versão do chamado informe secreto de Kruschov.
A resolução do Comitê Central sobre o culto a personalidade e suas consequências reconhece taxativamente, todas as grosseiras violações da democracia partidária e da legalidade socialista denunciada por Kruschov no XX Congresso. Diante de tudo isso, qual patriota e particularmente, o comunista ou militante operário e socialista não tem problemas fundamentais a discutir? Creio que, principalmente os comunistas, devemos tomar em nossas mãos esse assunto. Nada impede que se inicie desde já, inclusive através da imprensa, a discussão responsável dos problemas que o XX Congresso do P.C.U.S colocou na ordem do dia.

João Batista de Lima e Silva colaborou em muitos jornais, alguns como: Mensagem e Símbolo da fase estudantil, e devido à experiência adquirida em Sergipe foi destaque nos movimentos estudantis nacionais. Outros na militância comunista: A Verdade (SE), Jornal do Povo (SE), Folha Popular (SE), Época (SE), Novos Rumos (RJ), O Momento (BA), Jornal da Bahia (BA), Voz Operária (RJ). O militante João Batista de Lima e Silva, além de sociólogo jornalista nasceu em 1923 em Sergipe e morreu a 13 de dezembro de 1979 na cidade Salvador.

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www.twitter.com/frednavarro O bom filho à casa torna. Eduardo Cunha já está no Rio, perto de seus eleitores.

www.twitter.com/RicMarques_RM Tome uma decisão hoje e não pense mais nela. Escolha irreversível.

www.twitter.com/jornalistacf “Ou a bancada de Sergipe engrossa com o Governo Federal ou a duplicação da BR 101 não sai nunca. Ou faz ou não vamos votar em nada do governo Federal”. Palavras do deputado estadual Zezinho Guimarães, agora no programa Espaço Livre, da 103 FM.

www.twitter.com/JosSoaresdeMel1 Em resposta a @jornalistacf @BlogClaudioNun Interessante que desde o governo de FHC essa duplicação se arrasta e a bancada sergipana nunca engrossou, mesmo pq é uma bancada desunida é fraquíssima.

www.twitter.com/ayres_britto Há sonhos que se emancipam de quem os teve, quando sentem que sozinhos têm mais chances de mudar o mundo.

www.twitter.com/Rconstantino Claro que o ministro do STF pode ser evangélico. O que ele não pode é ser escolhido POR SER evangélico, como não pode POR SER negro, gay, mulher etc. Por isso eu disse: basta que seja alguém que respeite a Constituição. Isso seria o suficiente. E anda em falta por lá…

 

Com a foto inspiradora do Samarone, segue uma pequena “ladainha” em homenagem ao prefeito Edvaldo Nogueira. Geninho (comentarista esportivo e jornalista)

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Frase do Dia
“O egoísmo é o vício radical do homem.” Francisco Rodrigues Lobo.

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