20 de maio: 32 anos da descoberta HIV

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Foi em 20 de maio de 1983 que o cientista Luc Montagnier, do Instituto Pasteur, na França, isolou pela primeira vez o HIV, vírus causador da AIDS. No ano de 2.008, o cientista francês e sua colega Françoise Barre-Sinoussi, receberam o prêmio do Nobel de Medicina, pela importante descoberta.

Trinta e dois anos depois, uma falsa notícia volta a se espalhar nas redes sociais: “O HIV é um vírus inofensivo e não transmite a AIDS”. A frase absurda teve como autor, o bioquímico Peter Duesberg, em uma entrevista à Revista Superinteressante do ano de 2.000. A própria revista esclareceu, no ano de 2.013, que “as teses de Duesberg caíram em descrédito e hoje temos muita clareza de que não deveríamos ter dado espaço a elas”.

Cada vez mais as redes sociais são invadidas com mensagens e imagens contendo informações falsas sobre os diversos temas de ordem individual, nacional e mundial. Algumas informações falsas que circulam na web não trazem qualquer prejuízo. Outras, no entanto, se muito difundidas, podem se tornar prejudiciais e até bastante perigosas para uma ou mais pessoas, e até para a população de um país.

No caso específico do HIV, divulgar que é um vírus inofensivo, é uma atitude irresponsável e pode levar uma parcela considerável do público a formar opiniões equivocadas ou distorcidas sobre a AIDS, abandonando completamente o uso do preservativo nas relações sexuais e, para aqueles que já tiveram o diagnóstico confirmado do HIV, o abandono do tratamento com os medicamentos antirretrovirais.

Enquanto algumas redes sociais divulgam notícias falsas sobre o HIV, em mais de três décadas depois da sua descoberta, o vírus continua se disseminando, e a AIDS continua a ser uma doença sem cura, que causou a morte de mais de 30 milhões de indivíduos.

Apesar dos avanços inegáveis no que se refere ao tratamento e na qualidade de vida dos pacientes, precisamos alertar que há 33 milhões de pessoas convivendo com a enfermidade no mundo. E que, em países em desenvolvimento, ainda há muita gente sem acesso aos medicamentos antirretrovirais. Os dados nacionais mostram que, quanto à forma de transmissão entre os maiores de 13 anos de idade, prevalece a sexual, pelo não uso da camisinha. A epidemia no nosso país é concentrada (em grupos populacionais com comportamentos que os expõem a um risco maior de infecção pelo HIV, como homossexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas).

Portanto, ajude a combater as notícias falsas sobre o HIV. Faça a sua parte, estimulando as pessoas a se prevenirem através do uso da camisinha e dos medicamentos específicos para prevenção, fazendo o teste de diagnóstico e, caso seja positivo, inicie imediatamente o tratamento.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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