24 de Março: Dia Mundial daTuberculose

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A tuberculose é uma das enfermidades mais antigas e conhecidas do mundo. Mas não é uma doença do passado como todos pensam. Continua sendo um importante e grave problema de saúde pública, essencialmente em função do aparecimento da AIDS, do aumento do processo migratório e da pobreza.

A Tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria denominada Bacilo de Koch que afeta principalmente os pulmões, mas, também pode ocorrer em outros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro). Na maioria dos infectados, os sinais e sintomas mais frequentemente descritos são tosse seca contínua no início, depois com presença de secreção por mais de quatro semanas, transformando-se, na maioria das vezes, em uma tosse com pus ou sangue, cansaço excessivo, febre, sudorese noturna, falta de apetite, palidez, emagrecimento acentuado, fraqueza, dificuldade de respirar e dor no tórax (“dor no peito”).

A transmissão da tuberculose é direta, de pessoa a pessoa, portanto, a aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. O doente expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso e podem ser aspiradas por outro indivíduo contaminando-o. Má alimentação, tabagismo, alcoolismo ou qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica, também favorece o estabelecimento da doença.

Milhões de pessoas em todo o mundo são coinfectadas pelo HIV e pela tuberculose. As pessoas HIV positivas são mais susceptíveis à infecção pelo bacilo da tuberculose, já que a infecção depende do estado do sistema imunológico que está suprimido nesses pacientes. A tuberculose clínica (com os sinais e sintomas da doença) está associada com uma menor sobrevivência das pessoas com AIDS. Por outro lado, o bacilo da tuberculose estimula a replicação do HIV, sendo considerada por muitos profissionais de saúde, como uma associação perigosa.

O tratamento da tuberculose é eficaz, no entanto, não pode haver abandono.  Para evitar o abandono do tratamento é importante que o paciente seja acompanhado por equipes com médicos, enfermeiros, assistentes sociais e agentes comunitários de saúde. O controle da disseminação de tuberculose entre pacientes HIV positivos ajuda na diminuição de casos de tuberculose na população em geral.

Considerando que a infecção pelo HIV enfraquece a capacidade do organismo em lutar contra a infecção e que, à medida que o número de pessoas infectadas pelo HIV aumenta ao redor do mundo, um crescimento rápido é esperado no número de pacientes com tuberculose, torna-se necessária a realização dos exames para diagnóstico do HIV em todas as pessoas que apresentam tuberculose.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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