7 de maio, Dia Mundial da Criança Soropositiva

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Sergipe é um dos poucos estados  que realiza ações de solidariedade lembrando que existe o Dia da Criança Soropositiva. É uma ação de Solidariedade não apenas às crianças que possuem o HIV como também para as crianças expostas, que são aquelas filhas de mães soropositivas, mas que, devido às medidas preventivas durante a gravidez e parto, nascerem soronegativas.

O projeto de solidariedade vem contando com o grande apoio de voluntários de várias escolas da rede particular de ensino. Alunos, professores e coordenadores estão somando esforços na arrecadação de brinquedos, alimentos, roupas, kits escolares e de autoestima para as mães.

Este ano, a ação de solidariedade será realizada no dia 13 de maio, no Parque da Sementeira. O dia de lazer no parque contará com a presença de 45 crianças soropositivas e expostas e 40 mães soropositivas. Serão realizadas várias atividades recreativas e de integração social, com a participação de alunos e professores de várias escolas da rede particular.

Já foram notificados, em Sergipe, 106 casos de crianças com AIDS, sendo 14 em menores de 1 ano, 60 crianças na faixa etária de 1 a 4 anos, 23 na faixa etária de 5 a 9 anos e 9 na faixa etária de 10 a 14 anos. São 61 meninas e 45 meninos. Faleceram, em consequência das manifestações clínicas da AIDS, 22 crianças no nosso estado.

Cerca de 90% das crianças adquirem o HIV através da transmissão vertical, isto é, da mãe para o filho, que pode ocorrer durante a gestação, via transplacentária, por ocasião do parto ou pela amamentação, indicando que houve falha no pré-natal. O início tardio do pré-natal, a não realização do teste do HIV na gestante e no parceiro, a não realização da profilaxia que previne a transmissão vertical, o não uso da camisinha masculina ou feminina nas relações sexuais durante a gravidez, o diagnóstico do HIV sendo feito tardiamente na maternidade e não na atenção primária, são os fatores que estão contribuindo para o nascimento de crianças soropositivas.

Há uma necessidade de mudança de atitude das gestantes, das mulheres que desejam engravidar, dos seus parceiros e, principalmente, dos profissionais de saúde. Nossos colegas da área médica e de enfermagem precisam estar mais atentos na busca ativa das gestantes, bem como na solicitação dos testes de HIV e Sífilis na gravidez e na recomendação do uso do preservativo masculino ou feminino, mesmo quando a mulher estiver grávida.

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