A Amazônia brasileira

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A Amazônia brasileira ocupa uma área de 4,1 quilômetros quadrados, incluindo os estados do Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Amapá e partes do Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

 

O desconhecimento da maioria pelas conseqüências de seus atos e a ganância de uns poucos podem causar fortes mudanças climáticas em todo o planeta, segundo estudos apresentados na III Conferência Científica do LBA (Sigla em inglês para Experimento de Grande Escala da Biosfera Atmosférica na Amazônia).

 

Segundo cifras oficiais, em 2002, a Amazônia perdeu cerca de 23.200 quilômetros quadrados de sua floresta. Esses números mostram a necessidade de ações e intervenções imediatas na região.

 

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, as principais causas do desmatamento são o avanço da pecuária, a expansão da soja mecanizada, a criação de assentamentos em áreas inadequadas, atuação ilegal dos madeireiros e a construção de estradas sem autorização. Mais de 80% do desmatamento é ilegal, ou seja, possível de fiscalização e punição.

 

De 2000 a 2001, os maiores percentuais de desflorestamento em relação à área de floresta remanescente da Amazônia legal estão em Mato Grosso, Maranhão e Rondônia. Em 1992 existiam 440 quilômetros quadrados de desflorestamento acumulado. Em 2002, a área chegou a 631 quilômetros quadrados.

 

Na Amazônia e, particularmente, no Acre, o ecossistema florestal possui maior condição de competir em um mundo globalizado do que a agropecuária. Isso é o que assegura o engenheiro florestal Ecio Rodrigues, em sua tese de Doutorado em Desenvolvimento Sustentável, aprovada na Universidade de Brasília.

 

Para chegar a conclusão de que o manejo dos recursos florestais é a atividade mais vantajosa que se pode desenvolver na Amazônia, Ecio Rodrigues também usou a experiência que acumulou nos últimos anos no Acre, convivendo com suas populações tradicionais e participando de projetos pioneiros de manejo florestal, como o da Floresta Estadual do Antimary e do Seringal Porto Dias.

 

Não podemos esquecer jamais que a conservação da Amazônia se torna cada vez mais necessária em função da destruição no passado de imensa massa florestal nos Estados Unidos e na Europa.

 

Considerando que a conservação da Amazônia é uma necessidade; que o Brasil, ainda, é um país em desenvolvimento; que muitos dos países do primeiro mundo destruíram imensas massas florestais para se desenvolverem, o Brasil deveria ser indenizado por esses países pela conservação da Amazônia. Isto não é sonho. O protocolo de Kyoto prevê este mecanismo. O país industrializado, que tiver meta concreta na redução de emissões de metano, que provoca o aquecimento do planeta, pode se compensar, deixando de tomar medidas em seu próprio território se financiar, em algum país, projeto de redução de emissões que provocam o aquecimento do planeta.

 

Edmir Pelli é aposentado da Eletrosul e articulista desde 2000
edmir@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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