A CAPACIDADE DE CRIAR SUCESSO

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Sucesso é conseqüência de um trabalho especial. Se você faz o que todo o mundo faz, você chega aonde todo o mundo chega. Se você quer chegar há algum lugar aonde a maioria não chega, precisa fazer algo que a maioria não faz.

 

Ser um profissional especial é ser aquele que consegue definir o jogo a favor de seu time. Aquele que tem uma marca registrada de seu trabalho. Existem habilidades que garantem sua presença na partida e competências que o transformam em uma pessoa especial. É semelhante ao que acontece na vida de um atleta.

 

Preparo físico, garra e estado de alerta auxiliam um jogador a participar do jogo, mas não são suficientes para levá-lo ao pódio Quando um time ganha um titulo, você percebe que os campeões têm características fora do comum, que determinam o sucesso de sua trajetória.

 

Se somente a garra definisse uma partida, os times uruguaios seriam vencedores de todos os campeonatos que disputam. Infelizmente, para eles, é claro, a garra tem que ser acompanhada de habilidades que garantem vitória.

 

Sem dedicação, um profissional dificilmente vai ter emprego, mas, por outro lado, se só tiver garra, vai ficar patinando na carreira. No mundo moderno apenas trabalhar não é o bastante para criar o diferencial que um vencedor precisa. Já não se trata de uma questão de vestir a camisa da empresa.

 

Trabalhar numa empresa é como jogar num time de futebol. Nesse esporte, a equipe tem, basicamente, duas funções: evitar gols e marcar gols. Os jogadores imaginam que os atacantes marcam gols, os zagueiros e o goleiro evitam os gols e o técnico comanda o time, estabelecendo a estratégia para vencer o jogo.

 

Na verdade, o ideal é que os jogadores conheçam e participem das várias funções. Até o goleiro está colaborando para marcar gols, quando lança a bola rapidamente do atacante. A mesma coisa acontece quando a defesa ou o zagueiro sobe para fazer um gol de cabeça nos escanteios. O atacante sabe marcar os gols, mas também na marcação dos adversários.

 

Na empresa moderna a situação é parecida. Aquela postura de divisão de tarefas em que o vendedor vende e o departamento financeiro dá lucro, está ultrapassada. Todos devem colaborar para alcançar a vitória. Na posição de ataque estão os setores de venda e marketing. São os responsáveis por trazer dinheiro para a empresa. Mas todos devem ajudar a vender.

 

Ter visão estratégica e organizar o time não é só trabalho do técnico, mas de todos pensar como os diretores e empresários é fundamental para quem quer ocupar o podium. Cada um precisa saber integrar os setores e visualizar o momento de recuar ou seguir em frente, a hora exata de criar ou esperar. No mundo empresarial, um profissional de sucesso é aquele que tem visão estratégica.

 

É motivado a motivar, é líder e, ao mesmo tempo, sabe criar. Está totalmente sintonizado com as metas e os princípios da empresa. E, assim deve ser, do presidente ao faxineiro, todos absolutamente comprometidos. A frase “cumpri a minha parte” tão inofensiva em outros tempos, não funciona mais. Precisamos driblar o adversário.

 

Não podemos perder a bola do pé. Você sabe, bola na trave não vale nada. O que conta e aquele que passa no cantinho do gol: veloz e certeiro. Aquela que deixa o goleiro desconcertado e faz a torcida vibrar. Depois, é só correr para o abraço.

 

*Roberto Shinyashiki

 

O contador e a matemática atuarial

Uma questão que passou a ser objeto de debates é: por que o contador deve ter pleno domínio da área atuarial, já que existe um curso que forma atuários?

 

O Conselho Nacional de Educação, através da Câmara de Educação Superior, determinou, pela Resolução n°6, de 10.03.2004, que os cursos de Ciências Contábeis devem “ensejar condições para que o profissional contábil esteja capacitado a compreender as questões cientificas, técnicas, sociais, econômicas e financeiras em âmbito nacional e internacional, nos diferentes modelos de organização, assegurando o pleno domínio das responsabilidades funcionais envolvendo apurações, auditorias, perícias, arbitragens, domínio atuarial e de quantificações de informações financeiras, patrimoniais e governamentais, com a plena utilização de inovações tecnológicas, revelando capacidade crítico-analítica para avaliar as implicações organizacionais com o advento da tecnologia da informação” (grifos nossos).

 

Acontece que os conhecimentos na área de matemática atuarial, para o contador, não devem ser vistos como conhecimentos básicos, como aqueles que se adquirem quando ele estuda administração e economia, mas sim como conhecimentos específicos.

 

O art. 1.188 da Lei n° 10.406/2002, Código Civil Brasileiro, estabeleceu que o balanço patrimonial deverá exprimir, com fidelidade e clareza, a situação real da empresa. Assim, que responsabilidade terá o contador ao aprovar o balanço patrimonial das empresas que captam recursos com o objetivo de oferecer serviços no futuro ou retribuí-los, devolvendo-os a título de pensão ou aposentadorias e, ainda, repondo perdas por sinistros, se ele não possui conhecimentos em matemática atuarial para elaborar os cálculos necessários? Como se sabe, os valores arrecadados só se constituirão em receita se esta representar a contrapartida pela entrega de bens ou serviços, caso contrário, esse recebimento correspondera a um passivo.

 

Evidentemente, está contido nestas parcelas arrecadadas um percentual de taxa de administração que comportará a manutenção da empresa. Então, do total arrecadado, parte é passivo e parte é receita. Assim, os conhecimentos atuariais, para o contador, são indispensáveis para que ele possa calcular o quanto desses valores representa receita e quanto representa passivo.

 

Ora, se o contador tem responsabilidade pela elaboração do balanço patrimonial, pela expressão da real situação da entidade, como poderá divulgá-lo se não tiver conhecimentos plenos da matemática atuarial? De igual modo, ele não pode depender de alguém que faça os cálculos para ele. O contador deve ter domínio dessa disciplina porque ela faz parte de seus compromissos profissionais.

 

É por isso que devemos aplaudir a decisão do Conselho Nacional de Educação de exigir que, no curso de Ciências Contábeis, o contador deve dominar a matemática atuarial para que a sociedade saiba da real situação das empresas que captam recursos públicos para retribuí-lo a título de aposentadoria, pensão, seguro, etc., sem que, para isso, fique dependente do atuário.

 

*Salézio Dagostim

Contador CRC/RS 23.113

Presidente da Confederação Nacional dos Contadores

 

João Evangelista é jornalista, publicitário, assessor de Comunicação do CRC/SE, bacharel em Direito, pós-graduado em Jornalismo “Político/Econômico” e professor universitário. joaoevangelista@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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