A HOMENAGEM A VALADARES

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Senador Valadares

Não é a primeira vez que entidades médicas nacionais homenageiam o senador Antonio Carlos Valadares. Inegavelmente, ele tem colocado, nesta condição, o seu mandato a serviço das causas da saúde. Quando foi governador de Sergipe, no entanto, ele não teve a mesma sensibilidade, talvez porque as luzes do estrelato não fossem tão resplandecentes. Faltou-lhe vontade para resolver o emergente problema do Hospital João Alves, tratou muito mal os profissionais de saúde, principalmente os médicos, sobre os quais colocou a polícia militar para dispersar uma manifestação com cassetetes. Mas pelo que se observa, infelizmente, isso não é uma ação somente de Valadares. Outros já tiveram essa mesma atitude.

Como senador, Antonio Carlos Valadares recebeu pela primeira vez a atenção da sociedade quando, acreditando nas boas intenções do ministro Adib Jatene, lutou firmemente e criou as condições para a chegada do CPMF, imposto que seria provisório para atender às necessidades do setor da saúde mas que os governos se apropriaram indevidamente para  outras demandas, menos as das saúde.

Nesse compasso, quando a sociedade estava dividida quanto à criação do imposto e Jatene fazia uma peregrinação nacional na sua defesa, fizemo-lhe um convite, na condição de presidente da Sociedade Médica de Sergipe, para que viesse ao estado receber o apoio dos médicos e ele, na primeira oportunidade que teve, incluiu a SOMESE no seu roteiro, apesar da enorme má-vontade do Secretário da Saúde à época, que fez de tudo para alterar a sua agenda. Feliamente, não conseguiu. Além de participar de alguns atos oficiais de assinatura de convênios e inaugurar obras, o encontro com os médicos sergipanos era parte de sua estratégia de convencimento da sociedade. Na hora marcada, o ministro da saúde adentrou os salões da SOMESE e  participou do debate. O CPMF terminou sendo aprovado, de provisório passou a definitivo, o ministro caiu, mas Valadares sobreviveu, ficando conhecido como o “pai do CPMF”

Ainda no seu primeiro quadriênio de mandato, veio a questão do PEC da Saúde, proposta do Ministério da Saúde que garantia o financiamento do SUS nos níveis municipal, estadual e federal. Valadares também se destacou na defesa de sua aprovação. Sua luta foi reconhecida pelas entidades médicas nacionais e chegou a recebeu uma comenda especial da Academia Nacional de Medicina. À época, estava em São Paulo participando de uma reunião da Associação Médica Brasileira, quando fui abordado por um telefonema de seu sobrinho Pedrinho Valadares, solicitando que eu fosse receber no seu lugar o diploma, na sede da entidade, no Rio de Janeiro, tendo em vista que o senador estava impossibilitado de comparecer a solenidade.

Mais recentemente, na condição de presidente de Comissão do Senado Federal, Valadares foi, ao lado da senadora Lúcia Vânia, peça fundamental para o avanço na negociação da Lei do Ato Médico, ao promover um amplo debate entre as áreas envolvidas, aparando arestas, contendo os excessos e avançando na redação final que obteve a aprovação de todas as profissões.

Pelo conjunto da obra, o senador Antonio Carlos Valadares faz jus, pois, à homenagem, que acontece nesta quinta-feira, dia 31 de maio, em Aracaju,  através das entidades médicas nacionais, Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina e Federação Nacional dos Médicos, em um jantar de confraternização.

Que a mesma disposição que o parlamentar mostrou nas grandes questões nacionais possa agora se repetir na busca da solução dos nossos graves problemas locais.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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