A importância da nuvem

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Não se engane, não estamos falando de previsão do tempo. Meu amigo (e agora pró-Reitor de graduação da Unit) Domingos sempre usou, nas suas aulas de redes, a figura de uma nuvem para representar a Internet. Cloud computing (computação em nuvem) é um termo que tenho escutado muito nos últimos meses. Mas, o que é e quais são os benefícios que ele vai trazer?

 

Quando comecei a ler sobre cloud computing acabei me deparando com algumas definições contraditórias. O Google encara de uma forma, a Amazon encara de outra, a IBM de outra, e assim por diante. Isto acontece porque cada empresa ter um serviço diferente a ser vendido no cloud. Entretanto, para simplificar podemos pensar no cloud computing como um ambiente de infra-estutura (hardware) e de serviços (software) que será acessado pela Internet. O Gartner definiu assim: como um estilo de computação onde recursos maciçamente escaláveis e ativados pela TI são entregues “como um serviço” para clientes externos usando as tecnologias da Internet. A minha definição está mais simples.

 

Alguns anos atras, quando a matricula pela Internet foi implantada na Unit, percebemos claramente que existiam picos processamento muito altos. Durante 6 meses tinhamos uma quantidade de acessos atendidos (folgadamente) por um único servidor, enquanto que em três dias de matricula tínhamos que ter cinco servidores fazendo a mesma função, ou seja, tínhamos que aumentar o poder computacional para conseguir atender a demanda de acessos. A Amazon, com seu serviço chamado de Elastic Compute Cloud (EC2) oferece exatamente uma solução para este problema de “elasticidade” (daí vem o nome Elastic do serviço). Pague exatamente pelo processamento que for usar, isto é, quando estiver na fase de pico é só solicitar mais alguns processadores e o “problema” está resolvido. Vale a pena? Talvez. Vai precisar fazer a conta.

 

A vantagem do cloud pelo lado do software é mais fácil de entender já que muitos serviços “básicos” (como webmail) já rodam hoje na Internet. Entretanto, acredito que aplicações mais robustas podem começar a migrar para o cloud computing em breve, como: ferramentas de colaboração, CRM (Customer Relationship Management, ERP (Enterprise Resourse Plannnig) e telefonia IP.

 

De qualquer forma, cloud computing precisa rapidamente resolver três problemas para se tornar realmente grande: disponibilidade, desempenho e segurança. Embora o EC2 garanta uma disponibilidade de 99,95% (altíssima com pouco menos de cinco horas no ano), este ano ficou quase que um dia inteiro fora do ar. O mais engraçado é que como o problema é “dos outros” vamos achar o serviço muito ruim, mas faça a conta de quanto tempo o seu ambiente ficou parado durante o ano e depois veja se vale a pena.

 

É preciso ficar atento também ao desempenho das aplicações. O acesso aos serviços pode variar dependendo da localização dos usuários e do local de hospedagem dos serviços (latência da rede, perdas de pacotes, entre outros). Isto vai fazer com que tenha que ser muito bem definido um SLA para o tempo de resposta. Se isto não for possível é melhor desistir. Acredito que o item segurança é o mais problemático de todos. Deixar que seus valiosos dados sejam gerenciados por terceiros é o pesadelo de 100% dos CIOs das empresas. Este artigo (http://www.infoworld.com/article/08/07/02/Gartner_Seven_cloudcomputing_security_risks_1.html) fala de sete riscos de segurança em utilizar cloud computing. É melhor ler antes de tomar qualquer decisão.


Saiu o primeiro sistema operacional que roda na nuvem

Estava realmente muita clara a intenção do Google ao criar o Chrome: competir com o Windows e com o Linux no segmento dos sistemas operacionais. O Google se adiantou (ou não??) e acaba de anunciar o Cloud, o seu sistema para rodar na nuvem.

 

O gOS (Good OS), baseado em Linux, foi a plataforma para o Cloud. O sistema será vendido no netbook com touchscreen Gigabyte e foi anunciado na Netbook World Summit, em Paris. Por enquanto, ele está como opcional, já que o usuário pode dar o boot tanto com o Cloud quanto com o Windows/Linux comum.

 

A interface do Cloud lembra bastante a do SO da Apple, o Mac OS/X, com os ícones grandes na parte inferior da tela. A novidade é que ela utiliza o Chrome para funcionar, integrando serviços como o Skype, YouTube e todos os aplicativos da família Google.

 

Isto ainda vai dar muito que falar.


Firefox passa dos 20%

A briga pelo controle de navegadores está cada vez melhor (para nós consumidores). Segundo o NetApplications, o browser Firefox  tem agora uma fatia de 20,78%, enquanto que o Internet Explorer ainda reina com 69,77%. O terceiro lugar ficou com o Safari (da Apple), com 7,13. O Chrome é que decepcionou com apenas 0,83%

 

Um ponto que merece análise é o fato do browser da Mozilla tem mais presença na navegação doméstica, enquanto que o navegador da M$ (alô…. isto é uma sátira!!) aparece mais no mundo corporativo, ou seja, as empresas ainda adotam o IE para a sua navegação. Isto se deve, provavelmente, a que as páginas dos sites se comportam de maneira diferente nos dois browsers.


Crise deve impulsionar profissôes de TI

Quem achou que ia ficar rico com o mercado financeiro e trocou a profissão de TI pelo mercado da economia e finanças pode estar se arrependendo duramente. Pelo menos é isso que pensa o Sr. William Dally, diretor do departamento de ciência da computação da Universidade Stanford.

Ele publicou um artigo que fala que a crise financeira mundial vai acabar atraindo mais gente para a área de TI do que para o mercado financeiro. Será? Pelo andar da carruagem é bem possível. Tudo o que ouvimos nos jornais é o fim da crise está cada dia mais longe. De qualquer forma, atrair um número maior de pessoas para a área de TI é bom para todo mundo, seja por causa da crise ou não.

 

Tempo de acesso a intenet 

Os dados do Ibope/NetRatings divulgados nesta segunda-feira mostram que 23,4% da população brasileira já acessou a Internet de algum ambiente –seja na própria casa ou locais como LAN house e trabalho. Ponto positivo pois cada dia temos mais gente na rede.

O tempo de navegação por pessoa em outubro foi de 24 horas e 41 minutos, um recorde mundial. A França (segunda colocada) passa 23 horas e 10 minutos. Parece ponto positivo, mas na realidade esconde a péssima qualidade das nossas conexões. Fazendo uma analogia com o trânsito numa cidade grande: como a velocidade é muito lenta por causa da quantidade de carros acabamos passando mais tempo presos nele.

Os gadgets mais procurados no eBay em 2008 (por Hugo Doria)

O natal está chegando e, junto com ele, a vontade de comprar aquele gadget que você tanto deseja. Mas se você ainda está indeciso sobre qual eletrônico comprar, então a lista abaixo pode te dar uma ajuda:

1.   Nintendo Wii: 2.056.866 itens relacionados vendidos

2.   Microsoft Xbox360: 1.297.903 itens relacionados vendidos

3.   Sony PSP: 350.591 itens relacionados vendidos

4.   iPod Touch: 281.361 itens relacionados vendidos

5.   Nintendo Wii Fit: 266.584 itens relacionados vendidos

6.   iPhone 3G: 212.837 itens relacionados vendidos

7.   BlackBerry Pearl: 207.688 itens relacionados vendidos

8.   BlackBerry Curve: 193.788 itens relacionados vendidos

9.   Sony Playstation 3: 103.333 itens relacionados vendidos

10.  Guitar Hero III: 98.159 itens relacionados vendidos


Esta lista mostra os itens mais vendidos no ebay. Sim, eu sei que ela não é um indicador totalmente confiável e que não reflete as necessidades mundiais, mas não deixa de ser uma boa referência. 🙂

Só uma pequena observação: Analisando a lista alguém também achou que as pessoas estão cada vez mais viciadas em games e vidradas em telefones, ou só eu?

 

Melhore a segurança da sua conexão sem fio (por Hugo Doria)
Está cada vez mais comum termos acesso à redes sem fio em casa e no trabalho. Sem dúvida isto torna nossa vida mais fácil e prática, mas também pode torná-la mais insegura. Uma das razões para que isso aconteça é o uso incorreto de uma chave de criptografia no acesso à rede sem fio.

Parece ser uma coisa boba, mas ainda é muito fácil encontramos empresas e/ou residências que possuem conexões sem fio com chave WEP ou sem nenhuma chave, o que é ainda pior. Esta semana fui no prédio de uma amiga e encontrei várias redes nesta situação, o que deveria ser crime inafiançável.

O problema das chaves WEPs é que elas são muito fáceis de serem quebradas. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento em computação e as ferramentas corretas (kismet e aircrack, por exemplo) podem roubar a senha da conexão sem fio da sua empresa e, com isso, ter acesso a sua rede e dados. Para melhorar a segurança o ideal é usar, no mínimo, uma chave de encriptação WPA, mas o recomendado mesmo é WPA2. O processo de mudança do tipo da chave é relativamente simples, desde que você tenha o devido acesso ao Access Point, claro.

Além de mudar o tipo da chave para WPA, ou WPA2, existem outras maneiras de melhorar a segurança da sua rede wireless:

·      Se possível, tente restringir o acesso a sua rede com base no endereço MAC da máquina cliente. Nos roteadores wireless mais recentes isto pode ser feito rapidamente atráves da opção “Controle de Acesso”. Fazendo esta restrição você impede que as máquinas que você não cadastrou consigam se conectar na sua rede, mesmo que elas descubram a sua chave de acesso.

·      Tente sempre colocar uma faixa de IP diferente para a rede wireless, permitindo apenas acesso a internet e negando a comportilhamentos, por exemplo. Assim, caso alguém não-autorizado consiga acesso, ele não poderá fazer muita coisa além de navegar.  


Hugo Doria
hugo ARROBA hugodoria.org

 

 

Esta semana fico devendo o resultado das operadoras 3G. Tambem, só 10 pessoas responderam. Vamos ajudar pessoal. Responda a pesquisa neste endereço: http://www.polldaddy.com/s/3648662C226D61A6/

 

 

Até a próxima semana!

 

em tempo: já que não posso falar do meu Mengão… ão, ão… segunda divisão

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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