A lei do caminhão do lixo

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Poucas são as ocorrências no trajeto de nossas vidas que não sejam uma resposta às ações que nós mesmos executamos. Ou seja, quase tudo o que acontece de bom ou de ruim são resultados de nossos procedimentos em relação àquelas realidades.

Vejamos abaixo uma historinha que recebi por e-mail que comprova o que estou querendo dizer. O nome da historinha é: “a lei do caminhão do lixo”. Nada a ver com os nossos valorosos condutores de caminhões que limpam as nossas cidades. Não. Este é um tipo de pessoas que conduzem, também, um tipo distinto de caminhão de lixo bem diferente daqueles que nos prestam um grande serviço público, levando para bem longe de nós os nossos descartes diários. A estes os nossos mais sinceros agradecimentos e respeito; àqueles a nossa paciência e a nossa compaixão.

A LEI DO CAMINHÃO DO LIXO

“Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O taxista pisou no freio, deslizou para o lado, escapou, por pouco de atingir o outro automóvel que transitava, também corretamente, na sua faixa.

 O inconveniente motorista que nos deu aquele tranco ainda teve o desplante de emparelhar conosco e esbravejar, sacudindo a cabeça,  batendo com as mãos no volante e gritando nervosamente.

Mas o taxista apenas sorriu, e amigavelmente acenou para ele, com o dedão levantado, fazendo um sinal de positivo, dizendo que estava tudo bem, que o desculpasse.

Indignado perguntei:

“Porque você fez isso? Este cara lhe deu um tranco, quase que você bate no carro ao lado e por pouco não arruinou a minha viagem e nos mandou para o hospital!”

Foi quando o motorista do taxi me deu a maior lição e me ensinou o que eu agora chamo de   “A Lei do Caminhão de Lixo. Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões cheios de lixo. Andam por aí  carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não  tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu! Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. Fique tranquilo… Respire e deixe o lixeiro passar. 

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo  estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo”.

É possível fazer o certo, manter a calma, ser tolerante e até pagar o mal com o bem, vencer o ódio e a vingança e promover a paz. Esta é que deveria ser a fórmula por todos nós adotada. Imaginemos que, diferentemente, o motorista do taxi resolvesse responder o insulto com outro insulto, – no caso, ainda maior, é claro, – pois é sempre assim: a resposta do agredido é, sempre exponencialmente, maior que a ação do agressor, o qual em tréplica aumenta mais ainda a sua ofensa, resultando, por fim, nas grandes tragédias que sustentam e justificam a violência que testemunhamos diariamente.

Chega a ser doloroso, por exemplo, assistir impassível e impotente a declaração de um rapaz, caseiro de uma fazenda, dizendo o motivo que o levou a ceifar as vidas de seu patrão e de sua esposa: apenas porque soube que seria demitido. Qual é mesmo o valor de uma vida, hem?  Ela tem preço mensurado em valores econômicos e financeiros? Pois se tem, o desditoso casal perdeu as dele por muito pouco. Quanto mesmo?

Vamos nos livrar dos lixos: sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Amemos as pessoas que nos tratam bem e tratemos bem as que, infelizmente, nos tratam mal.

A vida merece ser vivida com mais amor e mais bonança. Nós não necessitamos de mais lixo do que aqueles que para nós são gerados independentemente da nossa vontade.

PENSEMOS NISSO.

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O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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