A luta para salvar nosso planeta

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Apesar de não vermos uma atuação efetiva da humanidade, alguns fatos nos fazem sentir esperanças pela salvação do Planeta Terra.

 

Cientistas irlandeses estão utilizando a nanotecnologia para aprimorar um método de baixo custo para a desinfecção da água por meio da luz solar. 0 objetivo é minimizar os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde humana.

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1,8 milhão de pessoas – a maior parte crianças com menos de 5 anos – morrem anualmente em decorrência do consumo de água contaminada. Esse quadro deverá se agravar ainda mais com o aquecimento global, de acordo com os re1atórios do Painel Intergovemamenta1 de Mudanças Climáticas (IPCC).

 

Estudos coordenados por Patrick Dun1op, professor da Escola de Engenharia da Universidade de Ulster, na Irlanda do Norte, têm o objetivo de desenvolver foto catalisadores

nano estruturados para aplicação em um equipamento de baixo custo que utilize a energia solar para purificar a água em regiões carentes

 

“A idéia é aprimorar as estratégias de desinfecção solar, desenvolvendo uma tecnologia social com base no aumento do volume de água tratada pelo Sodis, ampliando a eficácia e a ve1ocidade do processo com uso de foto catalisadores nano estruturados”, disse.

 

O método, segundo Dun1op, é caracterizado por uma grande simplicidade: consiste em depositar água em garrafas PET, que são colocadas sob o sol por um período de cerca de 6 horas, normalmente sobre os telhados das casas, antes do consumo. Estudos anteriores mostraram, por exemplo, que crianças com menos de 6 anos que utilizaram água submetida à desinfecção solar tiveram sete vezes menos probabilidade de contrair cólera.

 

De acordo com Dunlop, o projeto é uma tentativa de contribuir para alcançar as Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas, que incluem a redução pela metade, até 2015, do número de pessoas sem acesso à água potável no mundo. “Atualmente há mais de 1,1 bilhão nessa condição. A cada ano ocorrem 4 bilhões de casos de diarréia, sendo 88% decorrentes de uso de água contaminada”, disse.

 

Segundo ele, os foto catalisadores são fabricados com nano poros auto-alinhados de dióxido de titânio, que têm tamanho controlável e diâmetro regular. “Estamos também desenvolvendo biossensores que indicarão quando a água estará pronta para o consumo seguro. 0 uso da nanotecnologia poderá aumentar a eficiência e a segurança do processo”, afirmou.

 

O professor da Universidade de Ulster conta que os equipamentos, que deverão custar o equivalente a cerca de 40 libras esterlinas, serão capazes de rea1izar a desinfecção de 2,5 mil litros de água por dia. E poderão também gerar atividade econômica nas comunidades carentes.

 

A combinação criativa de antigas e novas tecnologias pode melhorar um bocado a qualidade e a abundância da água potável no mundo, de acordo com um artigo científico publicado na edição da revista britânica “Nature”. No trabalho, pesquisadores das principais universidades americanas avaliam que áreas relativamente novas da ciência, como a nanotecnologia, têm potencial para eliminar o risco de doenças transmitidas pela água e fazer com que o mar se tome um imenso reservatório para consumo humano.

 

Para conseguir isso, regiões mais pobres poderiam criar estações de tratamento diretamente acessíveis à luz solar, ou então, em áreas com mais recursos, desenvolver redes de fibra óptica.

 

Um novo tijolo inventado pelo Inpa (Instituto Naciona1 de Pesquisas da Amazônia) não utiliza barro em sua composição. No lugar da argila, são usados restos de casca de coco, de castanha-do-pará e de tucumã, que costumam ser descartados no processamento dessas frutas.

 

Segundo o pesquisador Jadir Rocha, da área de recursos florestais do Inpa, o novo tijolo é mais resistente que o origina1, com a vantagem de oferecer mais proteção contra o ca1or amazônico. “Como as matérias-primas são de vegetais, proporcionam um ambiente muito agradável, faça chuva ou faça sol”, afirma.

 

Outra vantagem enumerada por Rocha é que o novo tijolo dispensa cimento, pois tem um encaixe que une as peças. Água e cupim, graças à resina utilizada para colagem, também não serão problema. “Utilizamos resina fenólica, uma cola irreversível. Ela é derivada de petróleo. 0 idea1 seria que tivéssemos resinas naturais, mas infelizmente as pesquisas ainda estão começando”, diz o pesquisador do Inpa.

 

Uma outra novidade apresentada pelo laboratório de Rocha é uma chapa resistente fabricada com folhas. Ela serve para fazer móveis e divisórias, substituindo as chapas de aglomerado, feitas de serragem.

 

“As folhas passam por um processo de trituração e depois são secas e juntadas com resina. Para dar mais sustentação, colocamos mantas de fibras de vidro. Futuramente, vamos substituí-las por um vegeta1, mas isso ainda é segredo industrial.”

 

À frente de uma coligação rara, que reúne os adversários federais PT e PSDB, além de seu partido, o PDT, e o PR do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, a prefeita de Alta Floresta (MT), Maria lsaura Dias Afonso, surpreendeu o presidente Luiz lnácio Lula da Silva, no lançamento do programa de regularização das posses de até 1,5 miI hectares na Amazônia.

 

Ela conseguiu reduzir a quase nada as queimadas no município depois que criou brigadas anti-incêndio. (Ambientebrasil)

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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