A mudança climática

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Desde o alvorecer da civilização humana, há cerca de 5.000 anos, foi ao longo das últimas décadas que as mudanças climáticas se mostraram mais pronunciadas, como revelam os trabalhos de pesquisadores americanos realizados no Ártico e no Atlântico Norte.

 

Se essas mudanças continuarem, no Ártico e no Atlântico Norte, as modificações na circulação das águas oceânicas podem acontecer em escala global, com conseqüências potenciais importantes no clima mundial e na biosfera, alertam os cientistas.

 

Nos últimos 50 anos, o derretimento dos bancos de gelo árticos e das geleiras precipitou, periodicamente, o escoamento de água fria e pouco salinizada do oceano Ártico no Atlântico Norte.

 

Esses pesquisadores analisaram os dados climáticos, com base em massas de gelo e camadas sedimentares dos últimos 65 milhões de anos. Nesse período, a Terra passou por vários episódios de aquecimento e resfriamento significativos, que foram bastante atenuados pela expansão e pela contração dos gelos árticos.

 

Atos corriqueiros – como beber uma xícara de chá, tomar uma ducha, comer um bife ­são colocados em questão pelos cientistas, que estudam novos sistemas de medida, nada menos que o dióxido de carbono (C02), um dos principais gases responsáveis pelo aquecimento do planeta.

 

“É urgente que as pessoas comecem a agir. Se dissermos que é preciso esperar até o sistema estar pronto, talvez seja muito tarde”, opina Hugo Kimber, que dirige o The Carbon Consultancy, com sede no Reino Unido.

 

A última polêmica a este respeito diz respeito ao impacto no meio ambiente provocado pela consulta na internet. Ao contrário do que se pode pensar, multiplicar as consultas na internet está longe de ser insignificante quanto às emissões de carbono.

 

O jornal britânico “Times” iniciou a controvérsia quando, em um artigo publicado afirmou que duas consultas ao Google geravam, em média, tanto dióxido de carbono quanto a fervura de uma chaleira, ou seja, sete gramas de C02 por consulta… ou por chaleira. O Google reagiu imediatamente, alegando que, segundo os cá1culos da empresa, cada visita a seu porta1 produziria apenas 0,2 grama de C02.

 

As tentativas e polêmicas, no entanto, não devem tirar de foco o principal objetivo dos novos cálculos: oferecer um elemento de comparação para orientar as condutas a um modo de vida que reduza as emissões de C02.

 

O derretimento acelerado do gelo do Himalaia ao Círculo Polar Ártico é um sinal de alerta para que os governos trabalhem por um novo e forte tratado climático sob a chancela da Organização das Nações Unidas a fim de combater a mudança climática, disse o ex vice-presidente dos EUA Al Gore.

 

“Esse é um fenômeno global refletindo o aquecimento global”, afirmou o ministro das Relações Exteriores norueguês, Jonas Gahr Stoere, em uma entrevista coletiva, referindo-se ao degelo em locais como o Himalaia, os Alpes, os Andes, Kilimanjaro, Groenlândia, Pólo Sul ou Pólo Norte”.

 

A mudança climática é a maior ameaça à saúde mundial no século 21, segundo um relatório feito pela revista médica “The Lancet” e por cientistas do University College de Londres, que aponta a necessidade de uma ação urgente.

 

“lsto não é um filme de catástrofes com final feliz, é algo real”, disse o professor Anthony Costello, diretor do relatório, acrescentando que “a mudança climática é uma questão de saúde que afeta bilhões de pessoas – e não só um problema ambiental que atinge os ursos polares e as florestas”.

 

“Não devemos pensar se a Groenlândia vai derreter, mas quando. Devemos pensar em quando Nova York e Londres se inundarão se a temperatura dos pólos subir 50C em média, o que fará subir o nível dos oceanos”, ressaltou Costello

 

Se não for feito nada para combater o problema, os países pobres registrarão o aumento da mortalidade devido a uma maior transmissão de malária e outras doenças infecciosas, ou por questões tão simples como diarréias por consumo de alimentos mal cozidos.

 

Os países ricos serão menos afetados, pois buscam construir sociedades com menos liberação de carbono, e, por conseqüência, teriam cidadãos mais saudáveis.

 

A comparação entre ricos e pobres é arrasadora, afirma a “Lancet”. “A perda de anos de vida saudável como conseqüência de uma mudança ambiental global será 500 vezes maior na África que nas nações européias, apesar de as nações africanas contribuírem pouco ao aquecimento global”, afirma a publicação.

 

O professor Hugh Montgomery destacou a gravidade da situação, mas assegurou que não há exagero nos prognósticos dos cientistas, porque o ritmo de aquecimento da Terra é o mais rápido do qual se tem notícia nos últimos 10 mil anos.

 

“Entre um terço e dois terços das espécies existentes hoje em dia no planeta estão em risco de extinção nos próximos 30 anos” se a tendência atual se mantiver, disse Montgomery. (Ambientebrasil)

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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