A Ordem… a Ordem … do jeito que ela é!

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O bom dicionário nos ensina que Inácio é  “… um nome de origem incerta, que possivelmente surgiu através do grego Ignátios, que corresponde ao latim Gnatus, que quer dizer “filho”. Isso nos deixa apreensivo. Não pelo nosso presidente ser um personagem sem pulso, até porque conduz a Instituição de forma firme, honesta e em benefício dos advogados. Mas … deixa-nos um pouco inconclusivo sobre a influência dos B… que ainda é forte na atual administração.

Ser “filho” não significa seguir os passos do “pai”. E Kraus (IK) vem demonstrando de forma discreta que comandar quase oito mil advogados em exercício não é preciso estar nos holofotes. Ao contrário de HC, faz uma administração simples. Fala pouco. Aparece menos. Procura esconder-se do cargo. No quartel ele seria chamado de “moita”. Isso é bom para a advocacia que precisa de um líder que se mostre mais para os pares e menos para os demais. Sem “narcisismo”.

Isso é tão gritante que ABES – Aurélio Belém do Espírito Santo – tem se apresentado menos. Não disputa mais os holofotes da imprensa como fazia na antiga gestão. Ora era HC, ora era ABES falando da Ordem. Não vejo a associação dos magistrados, dos promotores, dos delegados, dos defensores, dos procuradores e outras disputarem a mídia como uma partida de futebol. Isso acabou na Ordem de Sergipe. Ontem, vi ABES duas vezes: a primeira levando os rebentos no colégio e a segunda na imprensa falando da sua labuta. Justo! Não devemos usar a Ordem para promoção própria. É Estatutário!

Nesse primeiro quadrimestre é difícil avaliar IK, até porque não vivo o cotidiano da Ordem. Sou omisso nesse aspecto, embora um crítico contumaz capaz de fazer discórdias e uniões. Entretanto depois de 16 anos fora da advocacia – em parte -, agora voltando à labuta da vida diária tenho tido outra visão.

Enxergo a advocacia como uma arte, ou seja, como uma atividade humana capaz de reunir um grupo de pessoas em benefício dos demais. O que me fez pensar nesta conjuntura foi a convivência cotidiana com o grupo (HC, CA e IK), situação esta que sempre me coloquei longe para evitar conflitos.

Hoje, vejo a Ordem como a Ordem é. Frequento um grupo que treina para a Copa das Ordens e noto uma harmonia – advogados – capaz de romper qualquer tendência política. Muitos dizem que essa semente foi plantada por Carlos Augusto que soube conduzir os causídicos ordeiramente. Muitos dizem que CA é um “mito”. Difícil ouvir de alguém algo que diminua sua figura.

Viver dentro da Ordem é observá-la de outra forma. Não vou mudar a minha característica como jornalista de criticar a minha Instituição, todavia vou trabalhar a minha escrita antes de registrá-la. Acredito que IK veio para o comando da Ordem para fazer a transição da Idade Antiga (leia-se B…) para a Idade Média. E depois…. e depois… Entregar para alguém sem laços com a Idade Antiga para tomar as rédeas e fazer da Ordem a Idade Moderna e Contemporânea. Vejam o quanto esta hegemonia de cunhado para amigo; de cunhado para cunhado; de cunhado para amigo; de amigo para cunhado e; agora de cunhado para amigo não tão submisso nos atrasou. Beijos! Deus seja Louvado!

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