A situação do negro no Brasil

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No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que decretou o fim da escravidão no país. A partir daquela data, negro algum poderia ser escravizado pelo senhor branco.

20 de novembro, Dia da Consciência Negra. 120 anos da Abolição e 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

O dia 20 de novembro é reconhecido como o dia mais importante do calendário afro-brasileiro. Está inserido no calendário oficial nacional, e é considerado feriado em algumas cidades. A data simboliza a inclusão do líder quilombola Zumbi dos Palmares, no rol dos heróis brasileiros, ao lado de personalidades como Tiradentes. A histórica data da morte do Zumbi dos Palmares foi eleita pela militância negra pelo significativo exemplo da luta contra a exploração escravagista e em contraposição ao superado 13 de maio.

Pesquisas revelam que os negros ainda enfrentam uma barreira para ter acesso ao mercado de trabalho. E quando conseguem, os salários são bem menores, principalmente para as mulheres.

Dado alarmante é a persistência do trabalho doméstico infantil. Cerca de 3% das meninas negras com idade entre 10 e 17 anos trabalham como domésticas em Belo Horizonte, Recife e São Paulo. Em Salvador, a proporção é de 4%.

Os negros representam, atualmente, 49,5% da população brasileira. Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a condição do negro, apesar de alguns avanços, continua desfavorável em relação à população branca. Em indicadores como acesso ao ensino superior entre pessoas de 18 a 24 anos, a população preta e parda não havia atingido, em 2006, o patamar alcançado pelos brancos em 1995.

Na área do trabalho, estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostra que, em 2006, o rendimento médio mensal dos homens brancos equivalia a R$ 1.164. Esse valor, no mesmo ano, era 98,5% superior ao recebido pelos homens pretos e pardos (R$ 586,26) e 200% maior do que o obtido pelas mulheres pretas e pardas.

Especialistas afirmam que esses dados são apenas exemplos das dificuldades que os negros enfrentam em situações cotidianas marcadas pela falta de oportunidades, discriminação e desrespeito.

Outro ponto destacado pelo estudo foi o número muito superior de analfabetos negros e pardos em relação aos brancos. No ano de 2006, das 14,1 milhões de pessoas analfabetas, com 15 anos de idade ou mais, aproximadamente 2,6% desse total, 372 mil pessoas, que freqüentavam a escola, 73,2% eram negras e pardas.

A proporção de políticos negros e pardos em relação aos brancos também é destacada no relatório.

As mulheres negras formam 25% da população brasileira, mas não representam nem 1 % do total de parlamentares eleitas em 2006 para o Congresso Nacional.

Em 2006, dos 513 deputados federais eleitos, havia 11 negros, sendo 10 homens e uma mulher.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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