A SITUAÇÃO ECONÔMICA DO BRASIL

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Graças à manutenção da política econômica implantada no país em 1993, o Brasil conseguiu construir os alicerces para um desenvolvimento econômico sustentado.

 

É bem verdade que alguns vícios e erros se mantêm ate hoje, por isto ajustes se fazem necessários para que possamos trilhar o caminho de um desenvolvimento mais significativo. Gastos elevados com o custeio do Poder Público, alta burocracia no serviço público e corrupção são problemas que o governo deveria atacar de imediato.

 

A principal conseqüência dos gastos elevados com o custeio do Poder Público é a alta taxa de impostos paga pelo brasileiro.

 

Se quisermos fazer com que o Brasil amplie o ritmo de crescimento econômico, o governo terá que adotar uma política de progressiva redução do gasto público. Caso contrário, o País continuará com desempenho inferior à média dos mercados emergentes.

 

O deputado Antonio Palocci defende a desoneração total dos investimentos, a simplificação do ICMS, com uso de nota fiscal eletrônica em todo o país e a criação do Imposto sobre Valor Agregado para entrar em vigor após um período de avaliação. Com a carga de tributo alcançando 38,8% do PIB, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, o ex-ministro da Fazenda considera que a reforma tributária subiu ao topo da agenda econômica do país.

 

Para Palocci, o sistema tributário brasileiro penaliza as empresas maiores e mais organizadas, além de ser um dos mais burocratizados e lentos do mundo.

 

Depois de ter controlado a inflação, reduzido a taxa de juros e resolvido o problema das contas externas, a prioridade agora é melhorar o ambiente de negócios, se quisermos garantir o crescimento, advertiu o ex-ministro.

 

O mercado de trabalho em nosso país sofre também com um alto custo de encargos por trabalhador e com a alta burocracia.

 

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o mercado de trabalho pede a desburocratização do mercado de trabalho como forma de combater o desemprego e, principalmente, tentar reverter a trajetória crescente da informalidade no mercado de trabalho. Conforme o estudo “Brasil, o estado de uma Nação”, faltaria flexibilidade à legislação atual.

 

Entre o conjunto das medidas necessárias para a adaptação, o estudo evidencia a necessidade de se alterar a legislação trabalhista brasileira. “Em particular, as leis e negociações coletivas muito abrangentes, em nível de indústrias ou setores, que estabelecem regras horizontais válidas para todas as empresas de todos os setores, reduzem a agilidade das empresas e, por vezes impõem custos que, se suportáveis para algumas, são severamente restritivos para muitas outras”, destaca o relatório.

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu ao Brasil que diminua a burocracia e os impostos pagos pelos empresários por cada empregado como forma de promover o crescimento. Recomendou também ao país a consolidação da estabilidade macroeconômica e a política econômica em nível institucional, o aumento da eficiência do setor público e melhorias nas contas do governo.

 

Ainda com referência à burocratização, o ambiente de negócios do Brasil ocupa a vigésima quinta colocação entre as 31 economias da América Latina e Caribe analisadas pelo Banco Mundial. Desconsiderando as nações do Caribe, fazer negócios por aqui só não é pior do que no Equador, Bolívia e Venezuela. Em primeiro lugar está o Chile, seguido do México e Uruguai. No ranking mundial, que lista 175 economias, o Brasil fica em 121º lugar.

 

O Brasil foi em 2005 o segundo país mais caro para se viver na América do Sul, quesito que só perde para o Chile. Argentina, Paraguai e Bolívia ficaram entre os mais baratos, segundo um estudo que comparou os preços e o Produto Interno Bruto (PIB) das nações do continente.

 

Em países muito desiguais como o Brasil, os preços dos produtos e a alta concentração de renda limitam o acesso da população à riqueza. Isso explica o sexto lugar ocupado pelo País no consumo das famílias, apesar de o Brasil ter a economia mais desenvolvida da região.

 

Os dados acima apresentados mostram que a Reforma Tributária e a Reforma Trabalhista são de prioridade total para um desenvolvimento maior. A pergunta que fica é: Os poderes executivo e legislativo também pensam assim?

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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