Academia Sergipana de Medicina – 20 anos na História

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Em apenas oito meses de gestão, Paulo Amado Oliveira, empossado em 23 de abril de 2014 na presidência da Academia, deu seguimento às

Paulo Amado, à esquerda,  com ex-presidentes da ASM

ações empreendidas pelos seus antecessores e foi mais além, ao deslumbrar a possibilidade de realização de parcerias estratégicas. Prova disso foi estimular e colaborar decisivamente para o início das atividades da Sobrames – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional Sergipe, reativada na administração anterior. Para demonstrar que o apoio à Sobrames não era uma simples formalidade, fez questão de participar, ao nosso lado, do XXV Congresso Nacional da entidade, ocorrido na cidade de Recife, em outubro, onde manteve importantes contatos com lideranças médicas brasileiras.
  Visionário, liderou movimento pioneiro em todo o país, o de congregar as entidades culturais do Estado em torno de parcerias de cooperação mútua, conforme pôde se observar pela sessão ocorrida em novembro do ano passado e que colocou, numa mesma mesa, a Academia Sergipana de Letras, a Associação Sergipana de Imprensa e o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, fazendo renascer, em parceria com este último, o  Concurso de História da Medicina de Sergipe, em sua quarta edição, cuja ação ocorrerá ainda esse ano. Outra ação conjunta já definida pelas duas entidades será a realização do Colóquio de História da Medicina, em outubro vindouro, como parte da programação comemorativo do Dia do Médico.
   Outra ação marcante foi a Noite dos Anestesistas, dando sequencia à série iniciada na gestão anterior, com as homenagens aos cirurgiões, ginecologistas e obstetras e pediatras. Dessa vez, em parceria com a Cooperativa dos Anestesiologistas do Estado de Sergipe e da Sociedade de Anestesiologia, a Academia homenageou anestesistas sergipanos de todas as gerações. Foi uma noite esplendorosa para a Medicina sergipana. Em 2015, já posso adiantar, a Academia Sergipana de Medicina vai realizar a Noite dos Psiquiatras.
  Em setembro de 2014, ocorreu a posse do médico endocrinologista João Antonio Macedo Santana na Cadeira 39 – Patrono: João Gilvan Rocha. Ele sucedeu ao fundador da cadeira, o médico Marcos Aurélio Prado Dias. Com a posse de Macedo, o ano terminou com todas as quarenta cadeiras ocupadas.
  Novas ações começam agora a ser planejadas e trabalhadas visando a ampliação e preservação da memória médica. Gestões vêm sendo implementadas objetivando a fundação do Memorial da Medicina de Sergipe, em local apropriado para tal fim. Em 2016, quando a Academia Sergipana de Medicina terá a honra de receber, em Aracaju, as Academias de Medicina de todo o país para a realização de mais um Conclave nacional, quem sabe já não teremos o Memorial em funcionamento? Vale ressaltar o  trabalho habilidoso e diplomático do atual presidente Paulo Amado, no último encontro ocorrido em João Pessoa, para viabilizar a captação de tão importante evento, que foi alcançado com a aprovação unânime de todas as academias estaduais.
  Eis, pois, a trajetória vitoriosa da nossa Academia, no instante em que ela comemora o seu Jubileu de Porcelana, em 20 anos de muitas realizações. O presente é a construção da história, da tradição e da cultura. A história é o relato dos fatos que sejam dignos de menção e consideração. A Academia Sergipana de Medicina, a Casa de Gileno Lima, tem por missão preservar a história, a tradição e a cultura da medicina sergipana para, na sua perenidade, deixar esse legado cultural de hoje para o porvir do amanhã.
  A morte, companheira inseparável da vida, tirou do nosso convívio os médicos fundadores Álvaro Santana, Eduardo Vital Santos Melo, José Maria Rodrigues Santos, Antônio Fernando Dantas Maynard, Antônio Garcia Filho, Osvaldo Leite, Nestor Piva, José Leite Primo, Gileno Lima e Lauro Porto, a confreira Elizabete Tavares e por último, o acadêmico Marcos Aurélio Prado Dias, querido amigo, companheiro e irmão. Fizeram todos a grande viagem sem retorno, mas permanecem vivos, na memória afetiva de nossa saudade imorredoura.
  Tenho um carinho todo especial pela Academia Sergipana de Medicina, não somente porque nela adentrei ainda jovem, pelo beneplácito unânime da comissão organizadora comandada por Gileno Lima e outros insignes descendentes de Hipócrates, mas principalmente por ver nela um campo fértil para a preservação da memória médica  de Sergipe.
  Tomando por empréstimo as palavras de Thomaz Cruz, proferidas na sessão comemorativa ao decenário da nossa Academia, ocorrida em dezembro de 2004, lembro que “sonhos e feitos  se relacionam porque realizações costumam resultar de aspirações. Às vezes, os feitos se confundem ou se dissolvem em sonhos, mas quando anseios se cristalizam e se tornam história há que comemorar, sobretudo se o caminho é percorrido com afinco, dedicação, pujança”.
  Tal tem sido a trajetória da Academia Sergipana de Medicina. Vida longa, pois, para ela!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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