ACORDO HISTÓRICO EM BALI

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Com um dia de atraso, no dia 15 de dezembro de 2007, terminou a reunião sobre mudança climática das Nações Unidas, depois de os Estados Unidos cederem à pressão internacional e aceitarem o acordo em Bali, na Indonésia.

 

Os pontos mais importantes do acordo na conferência são os seguintes:

 

Ajudas a países emergentes

 

Os signatários reconhecem que os países pobres e em vias de desenvolvimento precisam de financiamento das nações ricas para enfrentar os desastres naturais e efeitos negativos do aquecimento do planeta. Neste sentido, ficou garantido que o Fundo de Adaptação estabelecido pelo Protocolo de Kioto, que atualmente conta com US$ 53,7 milhões, comece a funcionar em 2008. O Fundo deve chegar a contar com pelo menos US$ 300 milhões.

 

Tecnologia

 

Os signatários se comprometem a impulsionar os programas de transferência de tecnologia para que os países emergentes possam se adaptar à mudança climática e minimizar seus efeitos.

 

Desmatamento

 

Pela primeira vez, serão concedidas ajudas às nações em vias de desenvolvimento para conservação e proteção de suas florestas. Além disso, reconhece a necessidade urgente de agir para reduzir as emissões de carbono provenientes do desmatamento e que são responsáveis por 20% dos gases do efeito estufa, segundo dados da ONU durante a conferência.

 

Reflorestamento

 

Fica aprovado que os países dupliquem até 16 quilotons de dióxido de carbono seus projetos de reflorestamento

 

Emissões

 

Os signatários reconhecem que o quarto e último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) da ONU é o estudo científico mais completo e o documento de referência sobre o aquecimento global.

A aceitação deste princípio significa que os Estados Unidos reconhecem a importância de que as emissões de gases poluentes dos países industrializados diminuam entre 25% e 40%, a respeito dos níveis de 1990, até 2020.

A inclusão do parágrafo anterior no acordo final foi um dos obstáculos mais difíceis de ultrapassar, devido à recusa de Washington em falar de números e compromissos pontuais, frente à posição da União Européia de incluir esse ponto. (Ambientebrasil)

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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