A chapa majoritária dos governistas para as eleições deste ano está provocando uma grande confusão na cabeça do eleitorado sergipano. Muita gente ainda não entendeu o motivo que levou o delegado e senador Alessandro Vieira (MDB) a aceitar subir no palanque de braços dados com o ex-deputado federal André Moura (União), figura antes execrada pelo emedebista. Ora, qual será a narrativa de Vieira para justificar a aliança com quem era chamado por ele de criminoso e o diabo a quatro? Lembram quando Alessandro bradava que André era candidato a uma vaga no presídio após ter sido condenado a oito anos de cadeia por corrupção? Pois bem: depois que o governador Fábio Mitidieri (PSD) anunciou os dois antes desafetos como seus parceiros de chapa, o senador parece ter colocado um fecho ecler na boca, pois nunca mais deu um pio sequer sobre o novo aliado político. A questão é saber como a oposição vai explorar essa repentina amizade do senador com o ex-deputado, e se tal arrumação política levará o eleitor a enxergar Alessandro e André como farinha do mesmo saco. Por fim, vale lembrar a antológica frase do saudoso jogador Garrincha: será que o governador Mitidieri combinou com os russos antes de conceber essa chapa do barulho? Home vôte!
Falsos pais da criança
Muitos políticos têm propagado pelas esquinas de Sergipe que são os responsáveis pela retomada de produção da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) de Laranjeiras. A indústria iniciou a produção de amônia e, desde então, os falsos pais da criança distribuem notinhas com a imprensa e as publicam nas redes sociais jurando que foram os responsáveis pela decisão da Petrobras em reativar a Fafen. Diferente do que tem sido divulgado, o retorno da produção atendeu exclusivamente interesses econômicos. Portanto, antes de ter sido político, a decisão da petrolífera foi ditada pelas regras do mercado. No mais, é diálogo flácido para acalentar bovino. Marminino!
De olho na fraude
Como já ocorreu em 2024, nas eleições deste ano permanece valendo a súmula que padroniza a análise e o encaminhamento de casos de fraude à cota de gênero pela Justiça Eleitoral. A norma serve de orientação para partidos, federações e candidatos. Pela lei, as legendas devem lançar um mínimo de 30% de candidaturas femininas. Conforme a súmula, a fraude à cota de gênero ocorre quando houver elementos como votação zerada ou inexpressiva do candidato, prestações de contas padronizadas ou ausência de campanha eleitoral. Abra o olho!
Aula de jornalismo
Um dia desses, o jornalista Cristian Góes, editor do site Mangue Jornalismo, fez duras críticas aos coleguinhas que mamam nas tetas do poder. Segundo o comunicador, “jornalista que tem função, direta ou indireta, de assessor de governos, de agentes públicos e políticos, e dos financiadores deles não há como ser chamado de jornalista político. Muitas vezes, são só lobistas de 5ª categoria a usar da mídia para fazer serviço a quem lhe paga”. E Cristian foi além: “Para ser jornalista especializado em política, que compreende as regras da organização do estado e dos governos, é condição vital a rigorosa independência dele exatamente dos governos e dos seus agentes públicos e políticos”. Arre égua!
Fim de governo
Para tocar o último ano da gestão sem muitas surpresas desagradáveis, o governador Fábio Mitidieri (PSD) reuniu o secretariado visando “alinhar ações, planejar e definir prioridades”. Sabendo que 2026 será intercalado pela Copa do Mundo e as eleições, o pessedista quer pressa dos aliados na entrega das promessas feitas por ele em 2022. Mitidieri sabe que em fim de governo as cobranças da população são maiores, as críticas da oposição mais ácidas e o tempo parece ser mais curto. Portanto, caso a equipe não esteja afinada a gestão baterá cabeça, com sério risco de complicar o projeto de reeleição do governador. Misericórdia!
Zeros engolidos
Na nota que publicamos, ontem, sobre as despesas dos senadores e deputados federais de Sergipe “engolimos” os zeros dos R$ 532,000 gastos pelo senador Alessandro Vieira (MDB) no decorrer de 2025. O emedebista foi mais econômico do que os senadores Rogério Carvalho (R$ 585,000) e Laércio Oliveira (R$ 585,000). Tá feito o reparo!
Mato sem cachorro
Ao contrário do bloco da situação, que já se definiu pela reeleição do governador Fábio Mitidieri (PSD), a oposição procura um pré-candidato para chamar de seu. Desarticulado desde a derrota de 2022, o grupo oposicionista caminha para perder novamente em 2026. Os partidos mais à esquerda também estão na moita. Pode-se dizer mesmo que os oposicionistas sergipanos estão no mato sem cachorro, ou seja, não sabem a quem recorrer para evitar uma nova derrota nas eleições que se avizinham. Só Jesus na causa!
Mutirão populista
O governo estadual será transferido, na próxima sexta-feira, para o município de Pacatuba. Batizado de “Sergipe é Aqui”, esse mutirão governista oferece o que o Estado não garante no dia a dia dos sergipanos. Como sempre ocorre neste evento populista, enquanto os políticos distribuem tapinhas nas costas do eleitorado, servidores realizam atividades simples, como medição da pressão arterial e testes de glicemia. Estes mutirões custeados pelos cofres públicos nunca deram resultados duradouros. Esbanjam, porém, um forte cunho eleitoreiro, na medida em que oferecem serviços básicos às mesmas pessoas pobres que passam a vida inteirinha mendigando ao governo uma simples consulta ou um exame médico. Deus é mais!
Visita às igrejas
E os pré-candidatos têm feito romarias às igrejas evangélicas, todos interessados mais nos votos dos crentes do que nas pregações dos pastores. Os suplicantes estão corretos em bater às portas do templo religiosos, pois pesquisas apontam que cerca de 31% do eleitorado se identificavam como evangélicos. Ressalte-se que esse eleitor é mais alinhado as pautas da direita, o que tem causado dor de cabeça para marqueteiros dos pré-candidatos de esquerda e centro. Não por acaso, políticos historicamente avessos ao conservadorismo têm sido mais cautelosos ao abordar pautas de costumes. Aff Maria!
PT sem força
O jornalista Carlos Madeiro publicou reportagem no portal UOL mostrando que os rachas e disputas ameaçam base e desafiam poder de Lula no Nordeste, “região onde historicamente ele tem melhor desempenho eleitoral”. Segundo o articulista, em Sergipe “o PT não deve ter força para disputar o governo estadual, mas o atual governador Fábio Mitidieri (PSD) é eleitor de Lula”. Madeiro não se aprofunda muito sobre o racha do PT sergipano e, portanto, deixa de mencionar a disputa fratricida entre as tendências comandadas pelo senador Rogério Carvalho e pelo ex-ministro Márcio Macêdo. Creindeuspai!
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