Ainda sobre o Augustus

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  O deputado estadual Fabiano Oliveira (PSDB), candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo governador João Alves Filho, enviou para este colunista nota esclarecendo o boato que circulou nos bastidores da política de Sergipe e que foi publicado na última segunda-feira nesta coluna. Para Fabiano “estes boatos fazem parte do ignóbil arsenal de medidas insana e desesperadamente sacadas com o objetivo de atingir e macular a minha imagem ante o eleitorado sergipano. E não consigo enxergar isso de outra forma, já que ditos boatos, embora plantados de forma covarde, por trás de artifícios de semântica, não conseguem ocultar as pegadas deixadas por seus criadores ou remetentes cuja lama em que se vêem atolados teima em escorrer-lhes pelas pernas”.

   Fabiano explica ainda que “nada disso, todavia, me surpreende. Tais mirabolantes invenções e os ataques de cunho pessoal apenas confirmam as realistas previsões dos abalizados analistas políticos e as sensatas percepções dos cidadãos de bem sergipanos, em relação ao tipo de campanha que seria promovida para as eleições do ano em curso, recheada de ódio, agressões gratuitas e ardilosas mentiras. Felizmente, a história das pessoas não é escrita a lápis e o exemplo que se dá fala mais alto que os discursos que se possa proferir”.

 O deputado lembrou que os problemas e as dificuldades enfrentadas pela família nunca foram resolvidos por meio de conchavos políticos. “Se assim quisesse agir, igualando-me a tantos que hoje tentam me acusar, certamente poderia tê-lo feito quando estive no cargo de Secretário de Turismo e Presidente da Emsetur. Ou ainda, quem sabe, poderia ter tentado usar tais circunstâncias como moeda de troca para me aliar ao Governo, no início do mandato em 2003. Não foi o que fiz!”, registrou.

  Ele ressaltou que os créditos ou débitos que porventura existam em relação aos empreendimentos vinculados ao seu pai e aos meus irmãos nunca foram objetos de barganha política e exatamente por isso é que foram e continuam submetidos à apreciação do Poder Judiciário, muito antes, aliás, da época em que participou do Governo ou fui eleito Deputado. “Será que existem outros empresários que possuem demandas no judiciário contra o Estado? E será que existem demandas do Estado contra outros empresários sergipanos? Isso não me interessa, não ouso fazer juízo de valor sobre as dificuldades alheias sem conhecer de perto a realidade daqueles que, muitas vezes, investiram suas vidas em empresas e negócios com coragem, com desprendimento e com absoluta boa-fé, sendo, quem sabe, tragados pelo infortúnio ou pelos equívocos de políticas fiscais ou tributárias empacotadas pelo Governo Federal”.

O fato que ora nos interessa é que – prossegue Fabiano – diante das dúvidas suscitadas acerca da idoneidade do comportamento de tantos parlamentares e agentes públicos que atuam na esfera Federal e, mais ainda, diante da desilusão e do esfacelamento da esperança impostas ao povo brasileiro pela omissão, pela inércia e pela covardia de determinadas lideranças políticas, certamente não será fácil para qualquer cidadão escolher em quem votar nestas eleições. “Talvez esse lamentável cenário justifique o uso de meios tão desprezíveis de enfrentamento político, cujo objetivo é tentar igualar a estatura moral de todos os candidatos ao baixo nível em que se encontram os promotores dessa maquiavélica estratégia, na expectativa de, pelo uso de uma retórica falaciosa, angariar votos entre os eleitores confusos”, entende.

  Por fim, Fabiano escreve que “está certo de que, como esses, outros boatos poderão ser lançados e transcritos em sites, revistas ou jornais de Sergipe. De igual modo, sei que os autores e os difusores de tais mentiras continuarão a ocultar sua identidade atrás de metáforas, pseudônimos e outras formas de expressão escrita ou falada, numa atitude lamentável, mas compreensível, pois somente quem nada tem a temer, enfrenta com coragem os desafios, sem se esconder nem usar outras pessoas para mandar recados”.

 

Ao leitor I

Na segunda-feira este jornalista publicou um artigo onde deixava claro que não acreditava no boato que corria nos bastidores da política sobre o acordo envolvendo o governo do estado e o Augustus. De concreto foi relatado o julgamento na 1ª Câmara Cível, na segunda-feira (10), que realmente ocorreu sobre o processo envolvendo o Banese e o Augustus, onde o banco pede a suspensão da liminar para a realização do leilão. A decisão não saiu por conta de um pedido de vistas de um desembargador.

 

Ao leitor II 

Esse espaço continuará aberto a todas as tendências políticas, como tem sido a prática em todo e qualquer espaço onde este jornalista exerça  a sua atividade profissional. A  coluna não deixará se envolver pelo clima eleitoral e continuará aberta para fazer repercutir a expressão de todas as tendências que compõem a política sergipana, agradando a uns e desagradando a outros de forma alternada. Primeiro em respeito ao exercício de cidadania

e segundo em respeito ao  leitor e a toda a sociedade sergipana que não pode ser obrigada a conviver com a informação de apenas um agrupamento, com as bajulações de apenas um agrupamento, com os boatos de apenas um agrupamento e muito menos com as críticas de apenas um agrupamento.

 

Ao leitor III

Que uma força superior continue dando vida e saúde a este jornalista para que possa manter o leitor sempre bem informado. Essa coluna se orgulha em noticiar todo e qualquer fato que chegue ao seu conhecimento, porque entende que nos dias de hoje a democracia está muito mais fortalecida e a conclusão final será feita pelo leitor, que sabe, interpretar e avaliar as possibilidades que uma informação tem de ser verdadeira ou falsa. Até porque o leitor é consciente e não aceitará textos elaborados para manipulá-lo.

 

Planejamento I

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ontem que à Secretaria de Estado do Planejamento e da Ciência e Tecnologia de Sergipe (Seplantec)  providencie junto à empresa Construtora Diretriz Industrial e Comércio Ltda. (Condic) o ressarcimento de R$ 65.382,50, referente a erro na concessão de reajuste contratual e a adoção de preços para serviços novos com data posterior à data-base do contrato.

 

Planejamento II

A empresa foi contratada com recursos do Programa de Desenvolvimento Sustentável de Recursos Hídricos para o Semi-árido Brasileiro para execução de obras do Sistema Integrado da Adutora do Piautinga. A Seplantec tem 60 dias para comprovar a devolução ou compensação do valor. O tribunal determinou, ainda, ao Governo  de Sergipe que abstenha-se de efetuar pagamento em contratos custeados, no todo ou em parte, com recursos federais, por meio de aceitação de boletins de medição e a liquidação das despesas sem a efetiva entrega do bem ou prestação do serviço.

 

Planejamento III

O ex-secretário de Estado, Marcos Antônio de Melo, e o secretário de Estado, Antônio Carlos Borges Freire, foram multados em R$ 15 mil e R$ 10 mil, respectivamente, por autorizar realização de serviços não previstos em contratos, não tomar providências para forçar a empresa contratada a cumprir os prazos ajustados para execução da obra e não reaver valores pagos a maior, devido a incorreções no reajustamento de contrato.  O TCU não recomenda a paralisação das obras. A cobrança judicial foi autorizada. Cabe recurso da decisão.

 

PSDB

A visita do candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) na próxima sexta-feira será o primeiro teste para os tucanos que ainda não “engoliram” o acordo com o PFL. Vão subir no palanque com o candidato à reeleição João Alves Filho (PFL), a senadora Maria do Carmo (PFL) e todos os pefelistas. Alckmin é o primeiro presidenciável que visita Sergipe após o início da campanha eleitoral. A chegada está prevista para as 13h30 no aeroporto Santa Maria e a festa será no Augustus.

 

 

Celetistas I 

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal se reúne pela manhã para votar uma pauta com 16 projetos, entre os quais o que institui gratificação de adicional por tempo de serviço aos empregados celetistas, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB). A proposta tem decisão terminativa na comissão e recebeu voto favorável do relator, senador Paulo Paim (PT-RS).Pelo projeto (PLS 267/05), todos os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que tenham remuneração mensal igual ou inferior ao teto máximo do salário-família (atualmente R$ 414,78) terão direito ao pagamento adicional por tempo de serviço.

 

Celetistas II

O benefício será devido na proporção de 5% da remuneração do empregado por cada três anos de serviço prestado à mesma empresa, passando a integrar, para todos os fins, a remuneração do trabalhador.O projeto também proíbe a dispensa do empregado nos seis meses anteriores à aquisição do direito ao adicional, ressalvadas as hipóteses de falta grave, reestruturação administrativa ou financeira da empresa devidamente comprovada e mútuo consentimento.

 

 

Educação

Hoje, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe – Síntese, realiza ato público em protesto pela falta de segurança nas escolas. A saída será às 15h30 em frente ao Colégio Atheneu Sergipense com destino à secretaria de Segurança Pública. Lá os educadores entregarão um ofício ao governador João Alves Filho e para o secretário de Segurança Flamarion D`Ávila.

 

 

Frase do Dia

“É de se esperar que tenha chegado o tempo em que não se faz necessária defesa alguma da liberdade de imprensa como uma das garantias contra os governos tirânicos e corruptos.” John Stuart Mill.

 

 

 

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