Albano, o guerreiro

Albano Franco tem uma virtude que poucos ou quase nenhum político tem, é apaziguador. Sabe que o silêncio vale ouro. Não há uma pessoa que se machuque que Albano não esteja ali para amparar, para ajudar. Com o seu jeito muito particular, às vezes é até incompreendido pelas pessoas mais próximas, mas ele não se deixa  envenenar. Sabe que na vida é um homem de sorte, extremamente vitorioso e muito querido. A palavra querido aqui não é um axioma, é querido mesmo, admirado. Nunca vi Albano levantar a voz para ninguém. Até quando reclama é plácido, elegante, cordato. Ele teve a sorte de ter um pai como Augusto Franco, muito diferente dele em alguns aspectos – mais duro, racional, mas nunca sectário e uma mãe maravilhosa, de alma linda que é Maria Virgínia Leite Franco. Toda a semana ele almoça com a mãe no prédio da esquina da Barão e nunca vi passar um anônimo que ele, Albano, não se dirigisse para cumprimentar. Este homem de nome Albano é uma espécie de ave rara na nossa política brasileira. Consegue atrair falas até do Presidente Lula dizendo que quando era sindicalista o chamou para mesa de negociações, quando Presidente da CNI. Mesmo que depois este mesmo presidente tenha pedido voto para o candidato da sua coligação. Albano nem respondeu ao insulto, manteve a classe e a nobreza, virtudes do seu caráter. Quando vejo Albano sempre me alegro e ele também. Prestigiador da cultura, sempre se fez presente em todos os movimentos culturais de Sergipe, quer em lançamentos de livros ou exposições, com o ar de contemplação e regozijo. Foi no governo dele que o Teatro Tobias Barreto foi inaugurado, além de ter sido um privilegiado sempre que Lily e Roberto Marinho abriam sua coleção de arte para convidados. Um dos nove filhos do político sergipano Augusto Franco, sua carreira política teve início com sua eleição em 1966 para deputado estadual pela ARENA, eu não era nem nascido.  Vice-presidente da executiva regional da ARENA (1971-1972) e secretário-geral da legenda (1979), foi eleito primeiro suplente do senador Lourival Batista em 1978 e chegou a exercer o mandato mediante convocação. Restaurado o pluripartidarismo, ingressou no PDS e foi eleito senador em 1982, sendo reeleito pelo PRN em 1990. Migrou para o PSDB e foi eleito governador de Sergipe em 1994, derrotando Jackson Barreto no 2o.turno e renunciando ao mandato de senador em favor do seu primeiro suplente, José Alves do Nascimento. Seria reeleito em 1998 derrotanto, desta vez, João Alves Filho em 2o.turno. Elege-se deputado federal em 2006. Mas a sua biografia ainda é obtusa perto da grandeza de pessoa que é Albano. Agora, nas eleições, ele saiu sozinho. Como um guerreiro, enfrentou lideranças fortes e mesmo tendo ganho todas eleições a  que concorreu, esta não é seguramente uma perda – é vitória de um homem que não tem medo de embates, de ir sozinho, como Daniel que enfrentou os leões. Albano Franco voltará triunfante em breve. Recebedor de muitas honrarias no Brasil e no exterior, homem de fé e naturalmente admirado, Albano começa a traçar um caminho mais independente. Quem viver, verá.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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