Alvo preferido

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Passada a fase de filiações, os pré-candidatos a prefeitos vão cuidar de fortalecer seus nomes junto ao eleitorado e, principalmente, aos partidos com vistas às convenções, que acontecerão ainda em junho de 2012. Nesse período, também se ocuparão de jogar pedras nas vidraças alheias visando desgastar os projetos políticos dos adversários. Neste quesito, o alvo preferido será o ex-governador João Alves Filho (DEM), que desde a derrota para o governo constrói a candidatura para prefeito de Aracaju. Caberá ao demista proteger seu favoritismo, sob pena de chegar à campanha eleitoral em pé de igualdade com os demais candidatos e, conseqüentemente, ver seriamente ameaçado o sonho de administrar a capital sergipana a partir de janeiro de 2013.

Corda bamba

Parece que terá pouca valia a promessa da cúpula petista de não tomar o mandato do vereador Robson Viana (PMDB). É que os suplentes petistas Chico Buchinho e Magal da Pastoral ameaçam ir à Justiça para cassar o parlamentar por infidelidade partidária, em função de ele ter trocado o PT pelo PMDB. Aliás, em 2008, Robson Viana teve cassado o mandato de vereador por ter trocado o PSB pelo PT fora do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.

Balanço petista

A Executiva do PT em Aracaju promove reunião nesta quinta-feira para anunciar os novos filiados e avaliar a situação política da legenda na capital sergipana. Também estará na pauta o jantar de adesão a ser promovido no próximo dia 21 visando angariar recursos para ajudar a pagar a sede própria do partido, localizada na avenida Gonçalo Prado.

Luto

Será sepultado daqui a pouco no cemitério Colina da Saudade, o ex-vereador aracajuano Genelício Barreto. Irmão do governador em exercício Jackson Barreto (PMDB), o ex-parlamentar morreu ontem, após ter passado vários dias internado com problemas no esôfago. Genelício, que foi vereador por três legislaturas, é o terceiro irmão de Jackson a morrer neste ano. Antes dele, faleceram Eleonor e Jugurta Barreto.

Cimento

A produção de cimento em Sergipe no mês de junho último manteve o resultado da produção similar ao verificado no mesmo período de 2010. A informação é do Boletim Econômico Fies/UFS com base em dados do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Conforme o levantamento, o volume produzido no sexto mês deste ano situou-se acima das 238 mil toneladas, mesma quantidade apurada o ano passado.

Denúncia séria

Vejam o que escreve a colega Rita Oliveira no Jornal do Dia: “Informações chegadas à coluna dão conta que um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, além de negociar apoio de partidos políticos, está usando servidores do órgão para trabalhar na campanha de um determinado pré-candidato a prefeito da região do Estado. E Pode?” Taí uma denúncia muito grave que precisa ser apurada por quem de direito.

Casa arrumada

A Secretaria de Estado do Turismo promoveu uma reunião visando alinhar ações para que tudo esteja pronto para a missão técnica do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que virá ao Estado. Segundo o secretário de Turismo, Elber Batalha, Sergipe precisa ter uma amostragem de pelo menos 25% de todos os projetos conveniados com o banco já prontos, para que não haja recusa nas ações sugeridas pelo Estado.

Pisou na bola

Assessores do governo de Sergipe garantem que o deputado Venâncio Fonseca (PP) escorregou na jaca ao insinuar que em 2010 o orçamento da Secretaria de Comunicação do Estado foi de R$ 12 milhões. Naquele ano, o orçamento aprovado pela Assembléia para a Comunicação foi de R$ 27 milhões, bem abaixo dos R$ 36 milhões gastos no setor em 2006, quando o governador era João Alves Filho (DEM), aliado político de Venâncio. A previsão orçamentária da Secom para o próximo ano é de R$ 34 milhões.

Não se mete

A Justiça Eleitoral decidiu não interferir na definição da quantidade de vereadores por município que poderá concorrer às eleições de 2012. Segundo o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, “a população está inquieta e, muitas vezes, contrária a esse aumento. Mas o Artigo 29, Inciso 4 [que contém a regra] é explícito e não cabe ao TSE ingressar em detalhes maiores”. Em Aracaju, o número de vereadores passará dos atuais 19 para 24 a partir das próximas eleições.

Do baú político

A primeira eleição de Genelício Barreto a vereador de Aracaju, em 1976, causou muita polêmica entre os grupos de esquerda. Na época, muitos disseram que o então deputado estadual Jackson Barreto teria imposto a candidatura do irmão em detrimento de outros nomes do MDB. Entrevistado pelo professor Jorge Carvalho do Nascimento, em outubro de 2008, o advogado Carlos Alberto Menezes desmente essa versão. Ele conta que a idéia de Jackson e do clandestino PCB era que o candidato a vereador deveria sair da Juventude do MDB. “Em 1975, ele me chamou em seu escritório, instalado no Edifício Mayara, para formalizar o convite. De bate pronto recusei com o argumento de que estava no último ano do curso de Direito”, revela Carlos Alberto. Com a recusa, Jackson convidou Elias Pinho, que aceitou disputar a eleição, porém foi preso durante a Operação Cajueiro, desencadeada pelo Exército. Sem outro nome e temendo também ser preso e ter o mandato cassado, Jackson optou pelo irmão. “Não há nenhuma razão para ninguém duvidar da posição honesta de Jackson naquele momento. O que mudou o quadro e impôs a candidatura de Genelício foi a Operação Cajueiro”, esclarece Carlos Alberto Menezes, pondo um fim à polêmica.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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