Amadorismo eleitoral

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 Desde que esta coluna eletrônica vem publicando algumas irregularidades que estão sendo cometidas por candidatos nas ruas e nos programas eleitorais, chegaram diversos e-mails alertando para mais aberrações. Antes das novas irregularidades um detalhe  vem chamando a atenção. O amadorismo eleitoral ou falta de responsabilidade de algumas assessorias de quase todas as coligações. Pois bem! Quem assistiu o primeiro programa eleitoral nas redes de televisão, notou que os presidenciáveis colocaram ou a linguagem de libras ou a legenda embaixo da tela, conforme a nova legislação. Mas os programas estaduais foram um desastre, apenas os candidatos Iran Barbosa e Ana Lúcia cumpriram a determinação.  Com isso o procurado regional federal, Eduardo Pelella fez o correto e aplicou multas para todas as coligações e partidos que variam de R$ 10 mil a R$ 20 mil, de acordo com o tempo partidário. 

  Uma pergunta. Uma campanha eleitoral custa caro? São pessoas que vêm de fora, marqueteiros que se acham “os donos do mundo “ (e em alguns casos do candidato), assessorias e mais assessorias. E ninguém lê a “p….” da nova legislação eleitoral. Ora, até este leigo jornalista já leu a legislação por várias vezes, que sempre está ao lado do computador. Ou seja, tem gente que ganha muito bem para tomar conta desta área e não faz. Até mesmo os marqueteiros senhores da razão, deveriam ter lido a nova legislação. Porém os candidatos são representados pela Justiça Eleitoral por pura incompetência de alguns. Parece que trabalham com receita de bolo, sempre com o mesmo papel.

  Outro caso mais recente envolvendo a candidatura de Deda. O procurador Pelella representou o mesmo por conta de exibição da propaganda majoritária no tempo da propaganda proporcional. Foram várias passagens com a intenção de promover as candidaturas de Deda e Dutra. Agora a coligação vai perder um tempo precioso. Que tal descontar dos salários dos responsáveis o tempo perdido? Quem deve também perder tempo é o candidato João Fontes que no programa proporcional de ontem fez a mesma coisa.

  Agora mais irregularidades que vêm sendo cometidas na campanha em Sergipe. É proibida propaganda afixada em bens particulares de uso comum (comércio, indústrias, cinemas, igrejas, clubes, lojas, centros comerciais, ginásios, estádios, escolas particulares, prestadoras de serviço, bancas de revista e assemelhados), que dependem de permissão (alvará) ou concessão do serviço público, mediante placas, faixas, cartazes, banners, etc. e pintura de muros se o mesmo protege prédio particular de uso comum ou cujo uso dependa de cessão, permissão ou concessão do poder público  (ou seja bares, lojas, supermercados, padarias, banca de revistas, etc, etc) indústrias, prestadores de serviços e outros que funcionem com Alvará da Prefeitura, licença da União, ou do Estado, fundações, sede de clubes, escolas particulares, revenda de automóveis, postos de gasolina, igrejas, cinemas e etc…, e todas enfim de uso comum.   É proibida também a colocação de adesivos ou cartazes em táxi, ônibus e veículos de aluguel pelo fato de os mesmo serem de uso comum.

   Tais proibições estão previstas no art. 37, da Lei 9.504/97, com a nova redação dada pela Lei nº. 11.300/06. O que se vê de um partido e de outro é uma esculhambação.  No caso dos táxis basta ficar parado na rodoviária velha, onde táxis e cooperativas de topics da região metropolitana circulam a todo momento. São vários veículos com placas vermelhas com adesivos de todos os tipos de candidatos.

 

 

Outdoor em São Cristóvão

Um leitor enviou um e-mail indignado.  A quatrocentos metros do fórum de Justiça de São Cristóvão na rodovia que vai até  o convento central, um outdoor de 30 metros de altura foi fixado no local. O outdoor tem a foto dos candidatos a deputado federal, Eduardo Amorim (PSC) e deputado estadual, Antônio dos Santos (PSC). Será que não tem promotor eleitoral na cidade?

 

 

Abuso policial em Canindé I

Ontem pela manhã um pelotão da PM sem mandato judicial derrubou barracos de 350 sem terras que estavam alojados na beira da estrada em Canindé há seis meses, em frente da Fazenda Quixadeira. Foram usados tratores para derrubar os barracos e destruir toda alimentação dos sem terra. Detalhe: na operação um trator quebrou, mas imediatamente apareceu outro. Já para consertar as estradas não existem máquinas.

 

Abuso policial em Canindé II

Quando da operação, a ex-prefeita de Canindé, Rosa Maria e o marido, Genilson Galindo, foram prestar solidariedade aos sem terra vestidos em camisas verdes do movimento 25. O deputado Jackson Barreto chegava ao local e ocorreu um bate boca. De Jackson: “O governador manda derrubar e depois manda vocês prestarem solidariedade”. Detalhe: a fazenda quixadeira pertence a um filho de Luis de Deus, deputado estadual do PFL da Bahia, amigo do governador João Alves e irmão de Paulo de Deus candidato derrotado a Prefeitura de Canindé.

 

Justiça eleitoral recorre contra Jackson

O Ministério Público Federal, através do Procurador Regional Eleitoral Eduardo Botão Pelella, recorreu da decisão do Tribunal Regional Eleitoral que deferiu o registro da candidatura do Sr. Jackson Barreto de Lima. O Tribunal Regional Eleitoral acatou a alegação do candidato de que o ajuizamento de ação desconstitutiva de julgamento administrativo para questionar o acórdão do Tribunal de Contas do Estado afastaria a inelegibilidade. Eduardo Pelella afirma ainda que “não há qualquer obstáculo de ordem constitucional ou legal a que o julgador afira, em cada situação particular as peculiaridades a ela inerentes e ante a constatação de manobra para burlar a Justiça Eleitoral, proclame a inelegibilidade do impugnado.

 

 

Ulices abre mão do horário eleitoral

Ontem, os tucanos Ulices Andrade, José Teles, Jorge Araújo e Luiz Mitidieri tiveram uma reunião com o ex-governador Albano Franco sobre o espaço deles no horário eleitoral. Albano, de maneira sóbria lembrou que o PSDB faz parte de uma coligação e fica difícil os candidatos aparecerem sem pelo menos os nomes dos candidatos ao governo e Senado, respectivamente João Alves e Maria do Carmo. Ulices deixou claro que o tempo destinado a ele pode ser redistribuído com os outros, já que não passará uma imagem de dubiedade para o eleitorado. Os outros três ficaram de analisar a proposta.

 

Será mesmo tudo diferente?

Na década de 80 Sergipe tinha no Governo Federal o presidente José Sarney, o ministro do Interior, João Alves e Jackson na Prefeitura e Sergipe nada… Na década de 90, o Estado tinha FHC e Albano no governo estadual, além de Gama na Prefeitura e Sergipe nada… No ano que vem Lula pode continuar lá, Deda poderá assumir o governo e Edvaldo estará na Prefeitura. Espera-se que tudo seja diferente se isso realmente ocorrer.

 

Desembarque para mudar quadro

Por falar em Brasília, um candidato ao Senado Federal recebe a partir do dia 28 de agosto um reforço pesado na sua campanha eleitoral. Explicasse: é que alguns amigos que ele fez ao longo dos anos fora de Sergipe desembarcarão de ‘mala e cuia”  prontos para fazer “barba, cabelo e bigode”. Segura Pedrão….

 

 

Almeida não viu o vento passar ao lado dele

O senador Almeida Lima está afastado do processo eleitoral, porém continua escrevendo seu ponto de vista e enviando para a imprensa sergipana. Na série de artigos que escreve “O Vento das Mudanças” ele está no trigésimo terceiro. Porém, enquanto está ocupado escrevendo ele não viu que o vento das mudanças passou ao lado dele e levou o fiel escudeiro, o ex-vereador Vovô Monteiro para a administração de Edvaldo Nogueira.

 

Sem lenço, sem espaço

Como ainda não apareceu no horário eleitoral gratuito, o deputado Jorge Araújo está divulgando a atuação parlamentar dele através da Internet. O candidato lançou um site (www.jorgearaujo45145.can.br) para divulgar o trabalho que realiza na Assembléia Legislativa.

 

 

Pergunta que não será respondida

Ontem, no programa eleitoral do rádio no espaço do deputado Jorge Alberto, candidato à reeleição pelo PMDB, um locutor informou aos ouvintes que um deputado federal ganha liquido R$ 9,5 mil e tem candidatos gastando mais de R$ 1 milhão na campanha eleitoral. A pergunta é:  o que leva uma pessoa a gastar mais de R$ 1 milhão para ser deputado se no decorrer de 4 anos de mandato não recuperará através dos salários estes recursos?

 

Deputado de Sergipe

Parentes e amigos do sergipano Otávio Leite se mobilizam para que eleitores do Rio de Janeiro votem nele para deputado federal.

O slogan da campanha é “Sergipe pode ter mais um deputado federal”. Otávio é vice-prefeito do Rio e candidato pelo PSDB. A mobilização acontece também pela Internet no site www.otavioleite.com.br“.

 

Leitor é contra campanha da banana

Ontem esta coluna publicou uma campanha com uma banana criada pelo publicitário Marcélio Couto contra a compra de voto. Um leitor enviou o seguinte e-mail. “Não é oportuna, a campanha publicitária proposta com tal “Slogan” pelo profissional da publicidade. Não se trata ou deve-se relacionar o voto com a fruta em questão. E se nós estivéssemos em um sistema parlamentarista? Lembra em 1990? O eleitorado brasileiro foi chamado para manifestar-se sobre qual sistema de governo queríamos. No parlamentarismo o voto de desconfiança derruba todo o gabinete do ministério.  O Povo Brasileiro tem interesse em saber  seu real modelo de funcionamento? Na democracia é assim, os orçamentos participativos não são uma exclusividade da esquerda e sim um mandamento constitucional. O prefeito, governador  e presidente, deve o povo acatar ruim ou bom ao menos na sua legislatura, ou porque não quiseram o parlamentarismo?”

 

Frase do Dia

Seja qual for o seu sonho – comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia.” Goethe.

 

 

 

 

 

 

 

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