André Moura: o homem forte de Belivaldo

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Nos últimos dias, o desembarque da oposição no Governo de Belivaldo lembra um avião americano cheio de refugiados afegãos, todos desesperados por um cargo ou função pública. É tanta gente sendo nomeada que nem Felizola está dando conta de identificar quem é quem, apenas segue a orientação do sogrão: “ – Felizzzzzz… onde tiver AM mande Chico Dantas publicar e nomear!”. O interessante é que todos estes nomeados de agora falaram horrores de Belivaldo, Jackson Barreto, Fábio Mitidieri, Edvaldo Nogueira e até da vice-governadora Eliane Aquino. Essa miscigenação entre oposição e situação é algo que deixa o eleitor intranquilo e certamente será considerada nas próximas eleições.

André Moura entra no governo com tanta força que inunda de desconfiança os fiéis escudeiros de Belo, que sempre o tiveram como uma pessoa rancorosa, que não dava vez aos adversários. Será um novo Belivaldo? Isso não sabemos ao certo, mas há algo que precisa ser melhor explicado aos sergipanos. Não é possível que AM, de uma só vez, indique o secretário de agricultura, Zeca da Bomfim, articulador da campanha de Eduardo Amorim contra Belivaldo; preencha toda a diretoria do IPES e nomeie Carlos Batalha para a TV Aperipê, o autor intelectual de grande parte das maldades contra o “Belo”. E por aí vão os “afegãos” se espalhando e tomando conta do governo, como se da situação fossem.

Nesta semana pela manhã escutava o programa Impacto, do radialista Gilmar Carvalho que, em suas exclusivas, brincava que o candidato do Governo só sairá depois do carnaval e que não adianta Fábio Mitidieri percorrer o interior e Laércio Oliveira visitar prefeitos. Primeiro, que nenhum dos dois tem a preferência do Belo, segundo, que os dois tomam um baile de Edvaldo Nogueira, o preferido nas pesquisas de consumo interno, terceiro, que André Moura vem se fortalecendo como candidato e já passa Nogueira nas pesquisas. Uma coisa tenha certeza: Belivaldo não é bobo e analisa cada filigrana das intenções de voto à procura do candidato ideal para sucedê-lo.

A desarmonia e ciúmes nos corredores do Palácio é tamanha que, no final de semana passado, os irmãos gêmeos Fábio Mitidieri e André Moura não se encontraram nas andanças pelo interior. De outro lado, Edvaldo Nogueira tem inaugurado vários bairros da cidade e ensaia um drible em Fábio Henrique, tomando a sigla do PDT para si, fortalecendo-se para a disputa da governadoria.

André Moura conversa com lideranças e tem se fortalecido com o “toma lá dá cá” dos cargos do governo, solidificando-se na briga com FM, LO e EN. Enquanto isso, no planalto dos seus 80 anos, e com a lucidez, serenidade e maturidade política conquistada ao longo de toda sua vida pública o Rei… Reinaldo Moura manda o seguinte recado em um dos seus posts: “Gente, não tem nada definido. Não existe chapa de Fábio Metidieri com André Moura e nem com ninguém. Eles se encontram por acaso, porque André roda pelo interior e Fábio também. Belivaldo não decidiu nada, mas nada mesmo”, esclarece o Rei.

Rei é rei e não perde sua majestade, assim como processo é processo e não perde sua liturgia. Soube por uma figura que tem trânsito livre em Brasília que um processo foi retirado de pauta na última semana depois de um trabalho de campo de AM. Qual processo? Será que é aquele que tem a ver com o Governo do Estado? Não sei. Mas que AM veio para “resolver” a falta de cargos do grupo que lhe acompanha veio e não sabemos o porquê de tanto amor do Belo ao mais ferrenho dos adversários.

Agora AM, já em DF, começa a trabalhar a retirada de pauta do processo em que é réu sobre as improbidades do comando da prefeitura de Pirambu, que pode lhe deixar inelegível e acabar com todos os seus sonhos. Esse é o processo que mais saiu de pauta em toda história do STF. O pior, não para AM, é que a Suprema Corte vive hoje uma “guerra”. Fazendo trocadilho com Emílio Santiago “… nosso STF um pedaço de Saigon…”. E como a Guerra dos 100 anos, este processo de AM/Pirambu pode bater as “100 Retiradas da Pauta”. Tudo pode acontecer.

MIÚDAS
… o ex-deputado estadual e federal Jorge Alberto, depois de pelo menos uns 10 anos fora da política, apareceu do nada e disse que deseja sair candidato ao governo do Estado. Médico de profissão e um excelente gestor, não se tem dúvidas de que ele preencheria com louvor os requisitos para tornar-se um bom governador, mas seu time passou. Deveria ter ouvido as sábias palavras do seu companheiro do PMDB, Benedito Figueiredo, que se define hoje como apenas um consultor da política para os mais novos.

… a novela do PDT já está em seu capítulo final. O partido será entregue a Edvaldo Nogueira, que pretende ser candidato ao governo apadrinhado por Belivaldo. Fábio Henrique ciscou de lado para outro, trouxe Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, para convencer Edvaldo a apoiá-lo e nada. O “Zabumbeiro” riu, bateu foto, almoçou e até cantou um sambinha com Lupi, mas nada prometeu a FH. Outro ponto que pesa contra FH foi a falta de planejamento, apoio e formação de diretórios no interior do Estado. A agremiação partidária ficou solta e na política não se admite amadorismo quando se trata de partido político, principalmente de uma sigla da altura do PDT.

… o jornalista Carlos Batalha assumiu a direção da TV Aperipê que é subordinada à petista Conceição Vieira, atual presidente da Fundação de Cultura. Logo que notou a debandada da petizada do Governo, Conceição correu para o Galeguinho e disse: “Saiba que sou fiel ao seu projeto e estarei com você”. Isso lhe garantiu mais uns meses à frente da pasta.

… outro petista de carteirinha que não abandonou o barco governista foi Chiquinho Gualberto, que até procura uma nova agremiação partidária para filiar-se e ser candidato a deputado federal. Na verdade, é ruim a petizada largar o osso, mas com o Belo a coisa é bem diferente. Vale a máxima “escreveu não leu, a exoneração comeu”.

… com muita inteligência e pouca mídia, o deputado Valdevam Noventa vem construindo seu caminho para a senatória em 2022. Trabalha incansavelmente com uma agenda cheia de visitas a políticos, lideranças e bases eleitorais, sempre disposto a ouvir suas demandas. Seus posts são simples porém informativos e demonstram sua capacidade de trabalho, articulação e objetividade política, ao contrário de postagens jocosas que temos visto de outros pleiteantes ao senado. Tem um ditado que diz: “Roupa de adulto não cabe em criança”. Da mesma forma, o senado é para quem tem disposição e perspectiva real de trabalho em favor do Estado, não é para amadores ou aspirantes a uma carreira política de vaidade e de interesses pessoais.

DOS CONFRADES

Escreveu Habacuque Vilacorte: “Alessandro presidente? A turma do Cidadania ficou “afoita” com a história de que o senador Alessandro Vieira tanto pode disputar o cargo de vice-presidente da República, como também ser o escolhido pelo partido para concorrer à presidência em 22. O primeiro problema para ele será derrotar Lula e Bolsonaro em pleno território sergipano. E com aquele “carisma” e simpatia, sei não…”.

Comentou Adiberto Souza: “… Dinheiro a rodo. A Câmara de Vereadores aprovou autorização para a Prefeitura de Aracaju tomar um empréstimo de 84 milhões de dólares a um banco estrangeiro. Com essa pequena montanha de dinheiro, o prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) pretende construir 60 quilômetros de esgotamento sanitário, 23 quilômetros de drenagem de canais e 40 quilômetros de recapeamento asfáltico. Então, tá!…”.

Disse Diógenes Brayner: “Não aceita pecha de traidor. O governador admite que o PT esteja querendo, “mais uma vez, se sobrepor aos demais nomes do agrupamento ao tentar impor a candidatura majoritária ao Governo, sem uma ampla discussão”. *** Sobre isso o governador Belivaldo foi taxativo: “Não aceito a pecha de traidor”…”.

Redigiu Rita Oliveira: “…Ponto de vista. Para o ex-senador Antônio Carlos Valadares (PSB), ex-aliado do governador Belivaldo Chagas, na base aliada do governo existe um ambiente de “incertezas e indefinições que invade as hostes do poder”. “Existe o risco potencial de um racha na escolha do candidato ao governo no colégio eleitoral de Belivaldo”, ironiza…”.

Alertou Cláudio Nunes: “Bomba! Denúncia na Procuradoria Regional Eleitoral pode acabar com sonho de gestor de ser candidato na majoritária. Vários servidores de um município importante, inclusive da área da saúde, resolveram encaminhar à Procuradoria Regional Eleitoral uma denúncia com provas, inclusive gravações dos chefes. Eles denunciaram que estão sendo, semanalmente, coagidos a comparecer aos eventos de inauguração do senhor prefeito que tenta emplacar o nome dele numa chapa majoritária.. Os “gestores”, se assim podem ser chamados, chegaram a deixar claro que “já está na hora de começar a campanha”. Diante desse absurdo, os servidores resolveram denunciar para que a Justiça Eleitoral tome as devidas providências e ajuíze ação contra o prefeito. O chefe maior já foi informado, por isso o Rapaz já foi rifado…

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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