Apelo de Deda funcionou

 

   Não há dúvida de que a eleição de Marcelo Deda (PT) no primeiro turno contribuiu decisivamente para a mudança do quadro em prol do candidato Lula (PT) no segundo turno. De uma diferença pouco significativa para Alckmin (PSDB) no primeiro turno, de apenas 29.945 votos, o petista passou para 206.440 votos.

   No primeiro turno Lula perdeu em 33 municípios e agora – no segundo turno – perdeu em apenas cinco: Barra dos Coqueiros, Carira, Divina Pastora, Muribeca e São Francisco. Dos mais de 611 mil votos que obteve em Sergipe, Lula conseguiu tirar 42 mil do próprio candidato tucano, que caiu dos 446 mil votos que obteve no primeiro turno para 404 mil.

  Em Aracaju, onde Lula perdeu no primeiro turno com a diferença de cerca de 13 mil votos, o petista virou o jogo ganhando com 37.220 votos. Interessante que esse número de votos é quase a mesma diferença que  Marcelo Deda colocou à frente de João Alves em Aracaju (37.249).Ou seja, na prática, o eleitor de Marcelo Deda em Aracaju atendeu ao apelo para eleger Lula, cujo slogan foi “Bom para o Brasil, melhor para Sergipe”. A virada em Aracaju, se contabilizados os 13 mil votos à frente de Alckmin no primeiro turno e a diferença pró Lula no segundo, chega a 50 mil votos.

  As maiores vitórias de Lula no segundo turno, acima de 70% dos votos foram por ordem percentual: Indiaroba com 83,51%, contra 75,45% no 1º turno; Tobias Barreto com 82,14%, contra 73,94% no 1º turno; Cristinápolis com 79,78%, contra 69,21% no 1º turno; Canindé do São Francisco com 78,94%, contra 65,84% no 1º turno; Umbaúba com 75,37%, contra  64,32% no 1º turno; Simão Dias, com 75,10%, contra 67,34%; Riachão do Dantas com 74,99%, contra 63,25% no 1º turno; Santa Luzia do Itanhy com 72,71%, contra 57,42% no 1º turno; Santo Amaro das Brotas, com 71,64%, contra 62,83% no 1º turno; Pedrinhas com 70,69%, contra 63,70% no 1º turno; Boquim com 70,55%, contra 61,92% no 1º turno e Salgado com 70,09%, contra 58,69% no 1º turno. Indiaroba ficou em primeiro lugar em termos percentuais para Lula, tanto no primeiro como no segundo turno.

   A responsabilidade de Marcelo Deda à frente do Governo do Estado aumenta com a virada de Lula em Aracaju e a diferença de mais de 200 mil votos em todo Estado. O eleitorado respondeu ao apelo que ele fez em todos os municípios no segundo turno – tanto pessoalmente, como nas gravações divulgadas por carros de som – para que ajudasse a eleger um presidente amigo do governador. Se à frente da Prefeitura de Aracaju, em cinco anos, Marcelo Deda fez muitas obras por conta dos recursos vindos do Governo Federal, agora, como governador do Estado, o petista tem tudo para realizar um excelente governo, contribuindo não só para resolver sérios problemas existentes em Aracaju, mas levando o desenvolvimento e uma melhor distribuição de renda para os sergipanos que necessitam de quase tudo no interior. Agora, não tem desculpas…

 

 

Edvaldo previu o percentual em Aracaju

Ainda ontem pela manhã o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, em conversa com este jornalista previu o percentual da virada em Aracaju, onde Lula tinha perdido no primeiro turno. “Nós vamos ganhar em Aracaju com aproximadamente 40 mil votos de diferença”. Não deu outra. Foram 37.220 votos.

 

Edvaldo: o eleitorado de Aracaju é muito crítico

Para Edvaldo Nogueira a derrota no primeiro turno foi por conta de dois temas: a transposição e o dossiê que levaram o eleitorado aracajuano, que é muito critico, a votar em Alckmin. “Já no segundo turno o eleitorado pode refletir as duas propostas e comparar a importância que tinha para Sergipe a vitória de um presidente aliado do governador eleito e do prefeito de Aracaju”, explicou. Para Edvaldo, a virada de cerca de 50 mil votos foi porque “Aracaju viu que Alckmin era o retrocesso, a volta ao passado”.

 

Deda de novo na coluna Painel  da FSP

Deu ontem na coluna Painel da Folha de São Paulo, no espaço Contraponto: Roma – Marco Aurélio Garcia conversava com outros petistas na Rede Globo, pouco antes do debate de sexta, quando foi chamado por Dilma Rousseff, que num lapso errou o nome do colega: -Marco Antônio! – O coordenador da campanha de Lula entrou no clima e respondeu à ministra: -Diga, Cleópatra. O governador eleito de Sergipe, Marcelo Déda, que acompanhava o diálogo, resolveu arrematar: -Bom, se é assim, eu sou Júlio César!

 

Hoje também tem Deda na coluna Painel da FSP

Já no mesmo espaço (Contraponto) da coluna Painel de hoje, o nome de Deda é citado numa conversa com Aécio Neves, leia o texto: “Galã – Os governadores eleitos Marcelo Déda (PT-SE) e Aécio Neves (PSDB-MG) encontraram-se na Globo durante o último debate. Os dois, que têm a mesma idade -46 anos- e fazem aniversário em dias consecutivos, são amigos desde os tempos em que eram deputados federais. Num intervalo, deixaram as “torcidas” de Lula e Alckmin para conversar na sala do lanche. Quando chamados a retornar, Déda notou que Aécio se dirigia para o lado errado, rumo a outros estúdios da emissora. -O debate nem terminou e você já vai atrás das atrizes?- brincou o petista com o amigo, famoso namorador. -Nada disso, apenas me enganei de porta- respondeu o tucano, rindo e dando meia-volta”.

 

 

 

Os ganhadores, perdedores e o saldo de 2006 I

Uma reflexão do blog do Fernando Rodrigues na Folha On line:  1) Lula mais forte – o petista tem hoje muito, mas muito mais apoio político do que teve em 2002. Há 4 anos, só 3 governadores davam suporte a Lula. Hoje, são 16. Em 2003, o petista tomou posse com menos de 200 deputados a seu favor. Hoje, conta com cerca de 300;2) Geraldo Alckmin – teve menos votos no segundo turno do que no primeiro. Não é um nome nacional do PSDB. Tentará ser prefeito de São Paulo em 2008. Suas chances de ser o presidenciável tucano em 2010 tendem a zero. Convenhamos: o maior feito operacional de Alckmin até hoje foi operar com métodos malufo-quercistas dentro do PSDB para ganhar a candidatura. Só isso; 3)  Cristovam, Heloísa Helena et al – bom, eles disputaram a eleição. E daí? Daí nada. Cristovam continua mandando pouco ou nada no PDT, partido que está louco para aderir a Lula. O PSOL virou uma espécie de PSTU com 3 deputados. E Heloísa Helena ficará sem mídia por algum tempo; 4)  PT – saiu mais forte, ao contrário do que diziam em penca os cientistas e analistas políticos. Tem 81 deputados e elegeu 83. Elegeu 5 governadores, um recorde para a sigla.

 

Os ganhadores, perdedores e o saldo de 2006 II

5) PSDB – hegemônico no Sudeste, com São Paulo e Minas Gerais, o partido é o mais competitivo para 2010, com dois candidatos já lançados: José Serra e Aécio Neves; 6)  PMDB – apostou no homem certo e vai arrancar muuuuuiiitos ministérios de Lula; 7)  Mensaleiros – estão quase todos aí de volta. Valdemar Costa Neto até montou uma nova legenda, o Partido da República. Argh…; 8) PFL – o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhaunsen, declarou que o Brasil ficaria livre do PT por uns 20 anos. Errou bonito. O PFL fracassou feio. Elegeu um mísero governador, no inexpressivo Distrito Federal. Perdeu a Bahia (com ACM derrotado e entrando em fase crepuscular na sigla). Perdeu no Maranhão (com Roseana Sarney). Afinal, o que e quem é hoje o PFL?; 9)       PSB – a sigla em ritmo de crescimento. Elegeu 3 governadores: Eduardo Campos (Pernambuco), Cid Gomes (Ceará) e Vilma Faria (Rio Grande do Norte). É o partido de centro-esquerda (ainda existe isso no Brasil?) que mais se deu bem na eleição –até porque não dá mais, há muito tempo, para dizer que o PT é de esquerda ou de centro-esquerda; 10)   Democracia – não queria ficar aqui naquele discurso batidão de “a democracia ganhou etc.”. Mas é verdade. O Brasil teve a sua 5ª eleição presidencial pelo voto direto de maneira consecutiva. Para um país mixuruco, não é pouca coisa. Chegamos tarde ao baile. Os Estados Unidos têm eleição a cada 4 anos há mais de 200 anos. O caminho é longo, chato, penoso… Mas não tem outro.

 

Sergipe deixa a desejar no Congresso da ABAV I

Uma pobreza franciscana, e um descaso abominável. Essa foi à realidade apresentada pelo Governo de Sergipe no 34º Congresso da Associação Brasileira de Agencia de Viagem-ABAV, que foi realizada de 25 a 28 de outubro no Rio de Janeiro (RJ).  Ao contrário de outros estados que montaram uma grande estrutura a exemplo de Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte – para falar apenas de estados irmãos da região Nordeste – sem falar nas grandes estruturas de Minas Gerais, Paraná, São Paulo; a  Secretaria de Estado do Turismo – Setur mandou para o maior evento da América Latina, meia dúzia de jovens, que não sabiam nem o que era turismo ou muito menos como funcionava a feira. Um verdadeiro vexame, que causou indignação de alguns representantes de hotéis.O interessante que estas jovens estavam nas campanhas de ruas em Aracaju, em alguns daqueles “movimentos verdes”. Não provoquem esta coluna para que os nomes sejam divulgados.

 

Sergipe deixa a desejar no Congresso da ABAV II

O secretário Lula Pedreira não visitou dia algum o evento. Enquanto isso, o superintendente de Turismo, Antônio Carlos, esteve visitando por alguns minutos o estande de Sergipe. Na quarta-feira, primeiro dia da feira, enquanto a feira era aberta ele estava almoçando na Churrascaria Porção, com um grupo de amigos, e ficou lá até o meio da noite.Enquanto isso, no estande de Minas Gerais, por exemplo, o governador Aécio Neves, reeleito em primeiro de outubro com mais de 70% dos votos dos mineiros, estava no Rio Centro, divulgando o seu Estado. Qual o critério adotado para escolha destas jovens que receberam diárias do Governo do Estado?

 

MP: é preciso coragem para diminuir o uso de placas frias I

Em boa hora o Ministério Público convocou para hoje uma reunião com vários órgãos para investigar o uso de chapas frias no Estado. É um verdadeiro absurdo praticado por policiais. Quem tiver duvidando é só ficar de plantão nos locais onde estes policiais civis e militares atuam. A maioria é usada por policiais em seus carros particulares. E ninguém faz nada. Quando parados numa blitz, pronto. É só mostrar a carteira de polícia e nada mais.

 

MP: é preciso coragem para diminuir o uso de placas frias II

E pode ter certeza. Os membros do Ministério Público que estão dispostos a acabar com esse abuso em Sergipe, sofrerão retaliações. Esse cadastro com os veículos autorizados nunca vai aparecer, principalmente agora no final de governo. A imprensa de Sergipe precisa dá apoio ao MP neste momento. É uma farra sem precedentes. O MP, se quiser começar a investigar, basta chegar aos pátios dos locais de trabalho dos policiais militares e civis. Anotem as placas dos veículos particulares e chequem no Detran. Vão tomar um baita susto.

 

Lições da greve dos bancários I

A coluna recebeu o seguinte artigo do sindicalista José Souza, secretário geral da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, com o título “Lições da greve dos bancários”: “a greve dos bancários sergipanos confirma o ditado popular que diz: tamanho não é documento. Ou dito de outra forma: quem não é o maior pode ser o melhor. Somos o menor Estado da federação. Isso é um fato. E contra fatos não há argumentos. Mas o objetivo deste artigo é falar da campanha salarial dos bancários 2006/2007. Tenho consciência que este texto não comporta uma avaliação detalhada da paralisação dos trabalhadores no ramo financeiro. Nosso propósito é falar um pouco sobre a greve dos bancários sergipanos.Tivemos uma participação destacada no movimento. Foi assim na paralisação de um dia, 26/09. Fizemos a avaliação correta da paralisação parcial e entramos em greve por tempo indeterminado, a partir de 3 de outubro. Considero que os bancários sergipanos contribuíram com a mudança de postura da Fenaban que insistia em não melhorar sua proposta de recomposição dos salários”.

 

Lições da greve dos bancários II

Prosegue Souza no artigo: “diferente dos bancários de Sergipe, os de São Paulo só ingressaram na greve a partir do dia 5. É necessário registrar que os colegas de outros Estados já estavam paralisados desde o dia 26 de setembro. Como se vê, São Paulo entrou atrasado na greve. Quais seriam os motivos? Tamanho do PIB, número de bancários, peso político, proximidade geográfica com a Fenaban ou vacilação na direção do movimento? Se você respondeu a última questão, acertou. São Paulo sedia a Contraf. Tem a maior representação no Comando Nacional dos Bancários e, portanto, hegemoniza as decisões da maior instância de nossa categoria. São Paulo está para à Contraf, assim como os Estados Unidos estão para a ONU. Nós bancários sentimos isso na própria pele. Quando imaginávamos que a greve iria fazer a Fenaban melhorar sua proposta rebaixada de 0,63% de aumento real, o que vimos foi a imprensa divulgar em 11 de outubro a saída de São Paulo da greve. A grande mídia repercutiu a decisão dos paulistas como sendo o fim da greve de todos os bancários”.

 

Lições da greve dos bancários III

Conclui o artigo: “os bancários sergipanos não cederam à capitulação de São Paulo e seguraram a greve até o dia 13 de outubro. É necessário registrar a existência de duas posições entre os bancários sergipanos. Isso ficou visível desde o começo da greve. Na polêmica assembléia que decidiu a saída dos bancários de Sergipe da greve foi aprovada uma moção de repúdio, bem como a destituição do Comando Nacional dos Bancários. Tenho a opinião de que campanha salarial dos bancários representou um salto qualitativo na luta dos trabalhadores brasileiros. No nosso entendimento a campanha salarial ainda não acabou. Em alguns bancos ainda restam questões específicas e mesmos pontos da campanha geral, a exemplo da PLR do BNB. No debate com os bancos públicos precisamos avançar em pontos como isonomia e recuperação de perdas.Por fim, cumprimento cada bancário (a) sergipano (a) pela participação na luta. Seguimos a canção de Vandré: quem sabe faz a hora e não espera acontecer. Ou apesar de você amanhã há de ser outro dia. Viva a luta dos bancários!”.

 

Frase do Dia

“Agora não tem mais adversário. O adversário agora são as injustiças sociais que precisamos combater. Contra esses argumentos, nós não temos adversário”. Do presidente Lula ontem comemorando à reeleição.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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