As 6 perguntas de ouro antes de contratar um site

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Pode até parecer simples, mas a contratação de um website é uma tarefa que requer uma série de cuidados específicos. Hoje, a quantidade de empresas que oferecem o serviço já chega aos milhares, sendo que este número cresce a cada dia. Como, então, ter segurança na hora de escolher um bom fornecedor? O que é importante saber, a fim de assegurar o melhor projeto para a sua empresa?

Para auxiliar você nestas análises, a nossa coluna preparou uma lista com seis perguntas práticas (e deveras importantes), que podem ajudar a potencializar os seus resultados – e, de quebra, evitar algumas dores de cabeça. O ideal é que a resposta seja “sim” a cada uma delas. Boas entrevistas… E resultados digitais também!

1) O site será criado em W3C?
Por trás desta sigla, está o World Wide Web Consortium (W3C), que consiste na principal organização do mundo com foco em padronizar a internet. O objetivo é estabelecer parâmetros tanto para a criação, quanto para a interpretação de conteúdos na web. Entre outras vantagens, desenvolver o seu site em conformidade com este formato lhe dará a segurança de que o projeto abrirá corretamente nos diferentes navegadores (Chrome, Firefox, Explorer, Safari…), além de contribuir para um melhor rankeamento no Google. Para saber mais sobre o W3C, acesse o endereço www.w3c.org. Para informações em português, o Wikipedia também pode ser útil.

2) O código-fonte está incluso?
Este é um ponto ao qual vale dedicar atenção extra. Isto porque este código consiste em nada menos que o “arquivo-chave” do seu site. Quem o detém se torna o verdadeiro “dono” do projeto, uma vez que é necessário utilizá-lo, na hora de promover qualquer alteração nas suas páginas na web. Sem o código-fonte em mãos, por exemplo, a sua empresa se torna obrigada a recontratar a mesma agência que o criou (e deteve o código para si, podendo, agora, cobrar preços um pouco mais altos pelos novos serviços). Tendo você gostado do atendimento – e dos resultados – ou não. Por isso, na hora da contratação, assegure-se de que o código-fonte estará incluso, preferencialmente, de forma contratual. Assim, a sua empresa terá total autonomia no futuro, para atualizar o projeto com o fornecedor que julgar conveniente. Ainda, isto lhe proporcionará orçamentos mais enxutos, uma vez que, caso a agência que criou o site cobre caro para modificá-lo, você poderá fazer esta mesma atualização com uma outra empresa.

3) A equipe do projeto é segmentada por áreas?
Preferencialmente, a criação de um site deve envolver, pelo menos, quatro profissionais distintos: 1) designer gráfico, encarregado da parte visual; 2) front-end, responsável por estruturar os códigos HTML/CSS, transformando uma imagem estática em algo clicável e navegável; 3) programador, que fará o chamado “back-end” do site, com um sistema administrativo que permitirá a você gerenciar os conteúdos; 4) gerente de projetos, que administrará todo o andamento dos trabalhos, fazendo a ponte entre cliente e agência de forma qualificada. As figuras cuja ausência é mais comum nas empresas web são o front-end e o gerente de projetos. O primeiro tem sua função comumente repassada à equipe de design, enquanto que as atividades do segundo são absorvidas pelo núcleo comercial. Porém, são perfis bem distintos de profissionais e esta “falta” pode render algumas perdas substanciais ao seu site.

4) A empresa tem cases práticos no Google?
Falar em SEO (Search Engine Optimization) se tornou, praticamente, um clichê. Por ser algo fundamental para a potencialização dos resultados para os clientes – pois ele é capaz de ampliar o volume de acessos aos sites dos mesmos, o que também tende a gerar mais vendas –, basicamente, todas as agências anunciam oferecer este diferencial. Porém, é sempre bom avaliar se a empresa efetivamente conta com experiência nesta área. E, caso sim, o quão sólida ela é. A boa notícia é que há uma forma gratuita, eficiente e instantânea de identificar isso: peça à agência que lhe apresente resultados práticos que ela conquistou no Google. Quais sites criados para seus clientes estão bem rankeados? O importante, aqui, é buscar pelo nome dos produtos ou serviços ofertados por estes clientes (de forma ampla e genérica), e não pelo nome da marca dele. Ex.: se a empresa ABC vende sapatos, o ideal é buscar por “sapatos”, e não por “ABC”.

5) O escopo está bem definido?
É bastante comum a arquitetura do site ser definida sem detalhamento. Porém, pense nela como a planta de uma casa. O imóvel terá duas salas, quatro banheiros, seis quartos… Mas e qual o tamanho de cada cômodo? Qual a medida exata do pé direito? Qual o formato e localização de cada um deles? Haverá janelas? Caso sim, elas ficarão em quais paredes? E a que altura? Se o seu mestre-de-obras iniciar os trabalhos sem estas informações, as chances de a casa ser um desastre são imensas! O mesmo pode ocorrer com o seu projeto web. Você tem uma área “trabalhe conosco” no site, por exemplo, mas… Como ela funcionará? Será apenas um formulário simples, para que o candidato anexe seu currículo? Ou contará com uma área específica, para que ele também possa visualizar eventuais vagas disponíveis e se candidatar às mesmas? Enfim, tudo precisa estar especificado. Campo a campo, fluxo a fluxo.

6) A agência conta com portfolio na internet?
Se a empresa é especializada em web, consequentemente, os trabalhos dela devem estar na internet, certo? Por isso, sempre peça o link através do qual você pode analisar os projetos criados pela agência (se ela não dispõe de um, acenda o sinal de alerta). Com base neles, você pode avaliar a qualidade não apenas em termos visuais, mas também das funcionalidades, navegação e tantos outros pontos relevantes.

Claro que há diversas outras informações importantes a se considerar, como a relação de clientes atendidos, índice de satisfação dos mesmos e afins. Entretanto, partir deste questionário prévio já pode fazer uma bela diferença. Bom projeto!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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