As pedras gritarão

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Diz-se da História da Igreja, que o Concílio de Niceno, convocado no tempo do Imperador Constantino, nos idos de 325 de nossa era, estabeleceu o dogma do Credo, listando os limites da fé Cristã, excluindo as interpretações divergentes do pensamento a ser professado.

 

Constantino convidara cerca de 1800 Bispos para resolver divergências sobre a natureza de Jesus e sua relação com o Pai, a fim de suprimir o problema conhecido como “controvérsia ariana”, ditado a partir dos ensinamentos de Ario, um presbítero de Alexandria, considerado errático por prejudicial à salvação das almas.

 

Imaginavam os conciliares, que os dogmas de fé pudessem ser dirimidos mediante discussão ampla e votação consequente, num prenúncio ilusório de um sonho democrático jamais vigente, daquela hora e até agora, de se firmar um pensamento homogêneo da humana gente.

 

Nesse contexto e como pretexto para recusar o texto, relata-se que naquele Concílio, não houve decisão unânime.

 

Dos cerca de 318 homens santos ali presentes, somente dois não condenaram a doutrina de Ario como errática; um presságio de recalcitrâncias e divergências.

 

Reacender-se-iam ali novas perseguições heréticas, o seu combate feito a ferro e fogo por muitos séculos, até que surgiu a figura de Martinho Lutero, doze séculos depois, permitindo aos homens a interpretação das Escrituras, inclusive traduzindo a Bíblia para o vernáculo de cada um, e por sequência a sua leitura no idioma pátrio comum, que era vulgar.

 

Vulgarmente hoje, não mais nos matamos uns aos outros em nome da Cruz, da Bíblia, e de outros preceitos sagrados, como vigia antes do aclaramento das luzes, muito embora, não falte gente que deseje incinerar fogueiras contra novos heréticos.

 

Porque hereges foram e serão todos aqueles que divergem do seu pensamento eclesial, seja de uma Eclésia como a de Niceno, de Bispos e de Presbíteros para estabelecer um Credo, como outras que erigem sempre novas crenças, a vingar no temporal e no comunal, como se fora um dogma inquestionável, por espiritual.

 

Nestes tempos de descrença no próprio Deus, crê-se cegamente na democracia, palavra esbulhada do povo, seu soberano, resistente apenas nos preâmbulos inférteis de letras mortas, legais e constitucionais, mas vitalícias, enquanto incontornáveis dogmas.

 

E quem são estes novos hereges?

 

Os hereges atuais são os chamados ILIBERAIS, aqueles que sentindo o pulsar do povo, estão a ver ampla insatisfação que se espalha a olhos vistos, uns se explicitando agressivamente como os coletes amarelos franceses, outros como os ingleses que se divorciaram da Europa preferindo o Brexit, incluindo os americanos com a impensável eleição de Trump, um ‘“out order” populista’, e até no Brasil, com o jamais deglutido Bolsonaro.

 

O mundo está em crise e o povo está ficando cada vez mais irritado, porque vê com a morte das utopias socialistas, que a decantada democracia LIBERAL está a escapar-lhe dos dedos e até dos sonhos, surrupiada por aqueles que dela se apropriaram para ditar-lhe regras, que não só o manietam como o amordaçam.

 

Não é assim o contexto de tramoia que se arma a toda hora contra o Presidente Bolsonaro, um fiel depositário da confiança popular?

 

Agora mesmo, até o Corona Vírus está sendo escalado como mote para o bote de um impeachment, inclusive com recomendação de uma junta médica para avaliar-lhe a sanidade mental porque o Presidente resiste ao catastrofismo que tudo imobiliza, paralisando o país.

 

– “Quem tem medo, que não vá às ruas!”,  diz o Presidente tido como inconsequente, e que até por isso, é acusado de demente, por contumazes delinquentes da política nacional.

 

Política que está precisando de uma ampla varrição, de cabo a rabo, de cima a baixo, nas cuias do Congresso e no Supremo Tribunal, porque vem dali o nosso menoscabo, e não do Capitão Presidente que bem os trata demais, por profunda deferência.

 

Por que então o povo, razão e fulcro de tudo no contexto atual do pensar democrático, não pode ir às ruas reclamar do Parlamento e do Judiciário em tantos males reconhecidos, e nesse mesmo sentido apoiar o Presidente Bolsonaro, ele que continua heroico e resistente sozinho, firme e forte ainda, sem partido e sem conluio, defendendo a democracia?

 

E porque o vemos corajoso e paladino assim, o povo foi às ruas no dia 15 passado, com vírus, e todos os corona-vírus, lançados como ameaças.

 

Como os Deputados e Senadores teimam em não ouvir o reclamo do povo, prenuncia-se num mesmo suspiro, e sem temer o espirro da sinistra imprensa, que os apoia enquanto esbirro, novos encontros nas ruas, demonstrando o seu protesto contra a paralização econômica do país.

 

Agora, quando os sábios já não prescrevem benéficas sangrias, com sanguessugas ou lancetas, só para o bom equilíbrio dos humores, sague e linfa, biles negra ou alourada, tidos e havidos em contrabalanço então, há um novo consenso geral sinistro, por macabro, enquanto cura e prevenção contra o Corona-Vírus; recomenda-se o isolamento de todos, cada um no seu cubículo.

 

Que ali, em catre próprio, cada um dialogue com Dona Morte e sua foice, acariciando-a no seu melhor cenário, nunca deixando de comprar por delivery, e fingindo melhor trabalhar, via internet, quem o souber e tiver, um Wi-Fy gratuito que o liberte.

 

E em tal libertação, que se dane a economia e a produção! Um tema ao qual resiste o Presidente Bolsonaro, sendo ameaçado enquanto louco e contraditório, por resistir à paralização econômica.

 

Voltando agora a Niceno, o Concílio que regrara inutilmente o conceito de melhor Fé, há uma lição que bem se pode tirar do Evangelho quando se impõe amarras ao povo, impedindo-o de ir e vir, e pensar.

 

Está em Lucas 4;39,40 e vale para os primeiras manifestações iniciadas em 27/03 contra o isolamento total, ameaçadas criminalmente pelos Governadores e Prefeitos com multas e custódias.

 

A comparação é possível, afinal vivemos tempos finais de Quaresma.

 

Ela diz respeito à entrada de Jesus em Jerusalém, montado num jumentinho, aclamado pelo povo: “Hosana aquele que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus!”

 

“Alguém – relata o Evangelista – temendo que a manifestação causasse alguma censura pediu; Mestre, repreende teus discípulos”.

 

Jesus respondeu: “Eu vos digo, se eles calarem, as pedras gritarão!”

 

Contra este isolamento, sanguessuga equivocado da nossa economia, o tempo campeará ao lado do Presidente, ora apedrejado por vasto lapidar fariseu.

 

Hoje, vivemos o melhor momento asmodeu para covardemente apedrejar o Presidente.

Se este conseguir resistir (haja resistência, perante enorme e multiforme legião de decaídos!), mais dia, menos dia, as pedras gritarão pelo povo a seu favor.

Por enquanto, muitos querem mesmo é espancar o povo que resolver sair às ruas.

Sinal dos tempos!

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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