As próximas eleições

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As ausências contínuas no Congresso e nas Câmaras Estaduais, de legislar em benefício próprio, do corporativismo, da covardia de não assumir uma posição frontal contra os interesses dos mais favorecidos, os parlamentares brasileiros conseguiram, em qualquer pesquisa que se faça, ser a classe que menos confiança inspira na sociedade.

 

Este comportamento faz com que muitos brasileiros passem a duvidar da validade de votar.

 

Apesar de tudo, a democracia ainda é a melhor forma de governo.

 

Este quadro, que hoje se apresenta para todos nós, não é novo. Ele existe há muito tempo, só que nós, o povo, não tínhamos conhecimento, pois o governo de força, que existiu até 1984, não permitia que a imprensa veiculasse tais notícias. Hoje, graças à democracia reimplantada no país, conseguimos ter acesso a essas informações.

 

É na participação de cada um que se aperfeiçoa a democracia. É na escolha criteriosa que se modifica o perfil de nossos parlamentares. É na mudança de nossos hábitos, que construiremos um país mais digno para todos os brasileiros.

 

 

Não podemos nos esquecer, todavia, que os políticos que aí estão são brasileiros como todos nós, com os mesmos vícios e defeitos que nos é comum. Eles apenas tiveram a oportunidade de estar no poder, fazendo exatamente o que muitos de nós faríamos se lá estivéssemos.

 

Portando, o primeiro passo é tentar mudar nossos hábitos. Ter, na ética, na educação e nos bons costumes, o nosso objetivo maior e assim, com o tempo haveremos de construir um país onde a dignidade, o caráter, o trabalho e amor à pátria serão os valores mais altos.

 

De imediato, nas próximas eleições, o que teremos de fazer é ser mais criteriosos na nossa escolha, de preferência não reelegendo nenhum dos que tentarão reeleição, porque no mínimo, estaremos dificultando a corrupção, pois o preço da corrupção é inversamente proporcional ao tempo no poder.

 

Se não for possível, para se votar num desses que aí estão, deveremos tomar alguns cuidados, como:

A – não votar naquele que constantemente está mudando de partido.

B – Não votar naquele que constantemente está ausente das sessões do Congresso ou dos Câmaras.

C _ não votar naquele que tem mais de um mandato no mesmo cargo.

D – não votar naquele que consideravelmente aumentou seu patrimônio com os “recursos” do seu cargo.

E – não votar naquele que só aparece no município nas épocas de campanha.

F – não votar naquele que nada produziu durante o(s) seu(s) mandato(s).

 

 

O ideal, no entanto, será votar em alguém que esteja disputando cargo pela primeira vez; alguém que seja uma pessoa honesta, responsável e trabalhadora; alguém que você conheça e confie; especialmente alguém que você tenha condição de cobrar amanhã, pelo não cumprimento dos compromissos de campanha

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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