Ataque de xenofobia

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      O que é ser forasteiro caro leitor? Se tem algo que orgulha os sergipanos é a hospitalidade, que trata todos que vêm de fora. Alguns chegam em Sergipe apenas como turistas, mas se apaixonam pelo lugar, principalmente pela recepção e hospitalidade que já é referência e orgulho para os sergipanos. Há quatro anos, nas eleições 2002, quando José Eduardo Dutra foi candidato ao governo do Estado, os marqueteiros do então candidato João Alves Filho surgiram com a palavra “forasteiro”. Foi uma indignação grande na sociedade sergipana e se a campanha demorasse poderia ter causado um estrago sem precedentes na candidatura de João Alves.

   Nestas eleições parecia que os marqueteiros de João Alves (que não são sergipanos e tem uma equipe “morando” em Sergipe de fazer inveja a Duda Mendonça) sabem que esta palavra denegri e tem um teor preconceituoso digno da era fascista. Como baiano de nascimento e sergipano há vários anos, este jornalista coloca-se no lugar não só de José Eduardo, mas de todos os outros e dos próprios sergipanos que não aceitam este preconceito. Será que João Alves esquece que a vice-governadora dele, Marilia Mandarino  é baiana? Que o candidato a vice, Fabiano Oliveira, é brasiliense? Será que ele esquece que o compadre dele, o senador José Sarney é maranhense, mas “adotou” o Amapá para ser eleito Senador? E os secretários e auxiliares de João, como Silvany e Batalha como, por exemplo, que são de outros estados? E as 3 agências que tomam conta de R$ 30 milhões da publicidade do atual governo são de onde?

 Uma leitora definiu bem o que estão sentindo os sergipanos: “Fiquei indignada mais uma vez com os ataques xenófobos ao candidato a senador Zé Eduardo. Após quatro anos, o preconceito voltou com o mesmo ódio. Isso é inadmissível. Sou sergipana, mas me coloco no lugar dos nossos vizinhos-irmãos baianos e alagoanos e de qualquer outro brasileiro nascido fora de Sergipe e que reside, constitui família, trabalha e gera dividendos aqui no Estado. Como eu me sentiria sendo chamada de “forasteira” pelo simples fato de não ter nascido aqui? Antes de mais nada somos brasileiros e como tal, queremos o melhor para nosso país, não importa se nascemos no Acre e trabalhamos no Rio Grande do Sul”.

Já o publicitário e jornalista Marcélio Couto, mineiro de nascimento, chegou a escrever uma manifesto de repúdio. Entre outras coisas o manifesto diz : “Racismo é a “qualidade ou sentimento de indivíduo racista; atitude preconceituosa ou discriminatória em relação a indivíduo(s) considerado(s) de outra raça”. Isso é inaceitável, inadmissível, abusivo e contra a Lei. Ter nascido em outro estado brasileiro, fora de Sergipe, não confere a ninguém defeito, erro, contravenção ou mal qualquer. Afinal, Sergipe é um estado ou um país? Menosprezar, diminuir ou subestimar qualquer pessoa por ser “de fora de Sergipe” é abuso da Lei, preconceito, discriminação e segregação. Isso é um discurso retrógrado, baixo, chulo, mesquinho, ultrapassado e caótico, que traz nas entrelinhas resquícios do período militar, onde governantes ditadores não eram eleitos e sim nomeados, e faziam em seu Estado o que bem entendiam, pois não havia democracia e sim mandos e desmandos.  E esses governantes se julgavam donos do Estado. Ressalto, por mais que queiram suprir o cidadão, ele sempre será o dono da cidadania e assim o legítimo proprietário do estado que reside, seja de onde ele for. Há de chegar o dia em que o povo tomará posse do que é seu. Você sergipano, se fosse candidato a um emprego noutro estado, com um currículo invejável, um profissional de alto nível, como se sentiria se não conseguisse tal emprego só por ter nascido em Sergipe?”.

  Não seria melhor criticar José Eduardo pela atuação dele como senador, como presidente da Petrobrás e até mesmo por ser petista? Estimular o preconceito é crime? Ou não? Será que os marqueteiros de João Alves esquecem que ele tem (ou tinha?) votos de pessoas de vários estados que vivem em Sergipe há muito tempo? Ou João Alves e Maria do Carmo não querem estes votos porque são de forasteiros?

 

Liminar proíbe chamar de “forasteiro”

Com base numa decisão da justiça eleitoral de 2002, a coligação de Deda, conseguiu ontem uma liminar, através do juiz eleitoral, Edmilson Pimenta proibindo que a coligação de João Alves chame de forasteiro, José Eduardo Dutra no programa eleitoral. Outra liminar ganha pela coligação de Deda ontem, dada pelo juiz Anselmo de Oliveira, foi proibindo que a coligação de Adelson Alves coloque uma peça publicitária a imagem de Deda. Por “coincidência” uma parte dos textos da coligação de Adelson, está sendo feito por um assessor que presta serviços ao governo estadual. Mas, é apenas pura coincidência.

 

A quem interessar possa

Esta coluna não mudará sua linha opinativa, agora ou depois da eleição. Independente de quem for o governador. Desculpe caro leitor, mas o recado precisa ser dado. Em Sergipe, como diz Albano Franco “todo mundo se conhece”. E como, principalmente na imprensa. Nada como um dia após o outro com uma lua no meio. O leitor que acompanha os programas de rádio e os jornais locais saberão em breve o que este jornalista está dizendo. Este jornalista não aceitará atitudes preconceituosas contra qualquer político, independente de partido. O embate político deve ser no campo das idéias.

 

Pesquisa da Brasmarket continua proibida

O instituto Brasmarket já tem uma pesquisa pronta para ser divulgada, porém ainda não conseguiu derrubar a liminar concedida à coligação do PFL proibindo a divulgação da mesma. A expectativa é que a pesquisa seja divulgada ainda esta semana. Em matéria divulgada aqui na Infonet, o diretor-presidente do instituto, Ronald Kuntz, rebateu as acusações e disse que o instituto adota procedimentos “reconhecidos internacionalmente” para realizar os sorteios dos locais a serem consultados. “A Brasmarket tem 100% de acerto nos resultados do segundo turno das eleições de 1998. Uma proeza e um recorde jamais igualado por nenhum instituto brasileiro”, diz Kuntz.

 

Mitidieri é João Alves ou Marcelo Deda?

No último sábado o deputado estadual Luiz Mitidieri (PSDB), subiu no palanque de Deda (PT) em Boquim. Nada demais se a imprensa não tivesse divulgado que ele já tinha subido no palanque de João Alves em alguns municípios. Parece que Mitidieri não está preocupado com o candidato ao governo, mas sim em salvar a própria pele se reelegendo deputado estadual. Vale tudo, quanto mais subir em palanques antagônicos.

 

Em Indiaroba, prefeito também joga duplamente

Na última sexta-feira João Alves esteve em Indiaroba para anunciar algumas obras e o prefeito João Eduardo (PTB), estava ao lado dele. No sábado, Deda esteve em campanha no município e faixas na rua diziam que “João Eduardo é Deda”. Não subiu no palanque do petista mas enviou o vice-prefeito, conhecido como “Tio Lu” e quase todo secretariado. O prefeito apóia também Jorge Araújo que esteve com uma comitiva no município, mas para não ferir a legislação eleitoral não subiu  no palanque, mas foi elogiado por Deda.

 

Em Estância, aliados brigam por João

O candidato João Alves Filho visitou Estância no sábado. Na entrada da cidade, no posto Pioneiro, centenas de eleitores esperavam por ele ao lado do ex-prefeito José Nelson. Para não ferir o prefeito Ivan Leite, que também é aliado dele, João preferiu ir para uma praça no centro da cidade onde o prefeito o esperava, lá apenas 16 pessoas porque os cinco ônibus do movimento  que acompanha João Alves, o “Avança 25” estavam atrasados. João demonstrou insatisfação para o prefeito e mesmo assim desceu para uma caminhada. Já a senadora Maria do Carmo preferiu ficar no carro.

 

Barulho insuportável

Sábado, dia 2, às 22 horas. Na Passarela do Caranguejo, na Atalaia, um trio elétrico da campanha de Marcelo Déda, a governador, estava estacionado e o locutor fazia propaganda das propostas de governo do candidato. A música para não irritar os que estavam nos bares aproveitando o momento de lazer era tocada bem baixinho. Eis que, de repente, aparece o trio elétrico (dizem que do candidato a vice-governador Fabiano Oliveira) todo plotado e o som numa altura insuportável. O locutor nada respeitador, começa a agredir o PT e aliados. Uma agressão estúpida. “Vamos estar atrás de vocês”, gritou o locutor do trio elétrico 25. “Vai ser assim até o dia primeiro de outubro: Déda na frente e João atrás”, ironizou o locutor do trio elétrico da coligação Sergipe Vai Mudar. E lá foi ele embora seguido pelo trio elétrico, que dizem ser do Fabiano Oliveira.

 

Whisky e carteado

Em uma produtora, há três semanas a coordenação de uma campanha espera que um candidato a deputado estadual vá gravar sua participação para pedir votos para João Alves e Maria do Carmo. Uma parte da imprensa oficiosa chegou a divulgar que o mesmo está apoiando os candidatos pefelistas, mas ele não vem participando de nenhum evento da coligação. O comentário é que o mesmo preferiu continuar fazendo a campanha sozinho e nas horas de folga jogar um bom carteado regado a um whisky 12 anos. É, pelo jeito o jogo é bruto e as apostas estão na mesa.

 

Solidariedade a Fábio Henrique

Os leitores estão percebendo como atuam alguns órgãos de imprensa (pode-se se chamar assim?) em Sergipe. Um leitor, após ler uma entrevista no jornal da família do governador, Jornal da Manhã, digo, Correio de Sergipe, revelou que “o desespero tomou conta, devido a real possibilidade de vitória de Deda e o conseqüente o fim de um contrato comercial. Ontem, o radialista Fábio Henrique por declarar apoio à candidatura do petista virou figura não grata nas páginas do diário oficioso. Antes, Fábio tinha espaço, agora é camelão? Será que se ele declarasse apoio a João Alves teria o mesmo tratamento? Se Deda vencer as eleições, em 2 de outubro o diário oficioso vai endeusar o petista, colocando-o como o representante de Deus na terra”. 

 

Solidariedade a Ivan Valença

Nunca a imprensa em Sergipe foi tão tolhida em seus pensamentos. Através de um trabalho investigativo o jornalista Ivan Valença descobriu que a “senhora” Deise Noeli Weber Kusztra, que se diz presidente da Organização Mundial da Família é processada no Paraná, através de um desfalque na Associação de Proteção à Maternidade e à Infância Saza Lattes. Ivan descobriu também, através de informações  do Centro de Informação das Nações Unidas, que “O programa em questão não é da ONU, pois a Organização Mundial das Famílias é uma ONG e não pertence ao Sistema das Nações Unidas”. O programa que se refere o representante da ONU é o famoso “Via Rápida”.

 

Gravem esse nome: Domanski

Gravem bem esse nome, Domanski, nos próximos meses é possível que esse nome passe a constar nas páginas dos principais jornais do país. Domanski é o nome de um grupo empresarial composto pelas seguintes empresas: Domanski Comércio Instalação de Equipamentos Médico Odontológicos Ltda.; Saúde Sobre Rodas Comércio de Materiais Médicos Ltda.; Martier Comércio de Materiais Médicos e Odontológicos Ltda.; Maetê Comércio de Materiais Médicos e Odontológicos Ltda.; Curitiba Bus Comércio de Ônibus Ltda.; e Merkosul Veículos Ltda. Segundo o novo lote de informações sobre compra de ambulâncias, recebidas pelo procurador-geral da República (PGR), Antônio Fernando de Souza, e pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF), Paulo Lacerda, elas atuavam desde 1980 de modo semelhante ao da Planam.

 

Pelo amor de Deus, como se vira o jogo

Dois importantes assessores de um candidato a governador de Sergipe, foram despachados no último final de semana para o Ceará com uma interessante missão. Eles foram chamados pelo chefe que lhes apresentou a seguinte tarefa: “Façam o que for preciso, mas descubram quem são os marqueteiros que estão fazendo a campanha do Cid Gomes (PSB/CE) e o que foi que eles fizeram para conseguir virar o jogo. Pelo amor de Deus não retornem sem essa fórmula, eu preciso muito dela “. Esta coluna tentou descobrir para qual dos candidatos eles trabalham, mas não obteve sucesso.

 

Acordo do PDT com o PT em SP

A coluna do jornalista Cláudio Humberto do último domingo, faz uma revelação dolorosa. Segundo a informação publicada, “A direção nacional do PDT estuda tirar do ar o seu candidato ao governo de São Paulo, pastor Carlos Apolinário por ter aparentemente feito um acordo com o PT..”. A preocupação é motivada pela reação de dirigentes históricos que não aceitam sequer a hipótese de o PDT virar sigla de aluguel. Há de se admitir que para quem conheceu e acompanhou a história de Leonel Brizola, fica difícil conviver com tal situação.

   

O mesmo esquema de 1994

Em 1994 o candidato “nem um nem outro” professor José Araújo (PV),  fez uma campanha batendo no candidato da oposição, Jackson Barreto, e como agradecimento apoiou no 2º turno o candidato do governo Albano Franco, ganhando de presente a Secretaria de Estado do Meio Ambiente. Na época, o hoje deputado Gualberto, estava no PSTU que podia fazer um coligação com o PV, mais ouviu uma conversa macabra do candidato com o produtor do programa que o mesmo seria bancado pelo candidato da situação. Agora, 12 anos depois o fato acontece novamente. O candidato é outro, mas o produtor …

 

Lideranças aderem a Nilson Lima

Candidato a deputado federal pelo PT, Nílson Lima ganha expressivo apoio a pouco menos de um mês da eleição. Um prefeito, Airton Martins (Barra dos Coqueiros), e dois vice-prefeitos, Cristina Carvalho (Aquidabã) e Teógenes (Malhada dos Bois) estão no corpo-a-corpo diário buscando votos para o candidato petista. Nílson Lima é apoiado ainda pelos vereadores Sérgio Góis, Conceição  Vieira, Emanoel Nascimento e Pedrinho Andrade – todos de Aracaju, e pelos ex-secretários municipais Mílton Alves – Comunicação, Rogério Carvalho – Saúde, Anderson Barbosa – Participação Popular, Clóvis Barbosa – Procuradoria do Município, Sérgio Ferrari – Emurb, e Osvaldo Nascimento – Emsurb.

 

Frase do Dia

“Cheguei, conheci, adaptei-me e me apaixonei por essa terra e mais ainda por essa gente. Em Minas Gerais, nunca chamei um sergipano ou pessoa de outro estado de forasteiro, nem mesmo nunca fiz uso ou ouvi expressão tão vil. Não me chamem de  forasteiro, não admito tal discriminação. Há diferenças e choques culturais, adaptar-se demora um pouco, mas o que difere mesmo uma pessoa da outra é a conduta, o caráter, a personalidade, a competência, a moral e principalmente o respeito ao próximo, mesmo que este tenha vindo de longe”. Do mineiro Marcélio Couto que adotou Sergipe para viver.

 

 

 

 

 

 

 

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