Batendo chapa

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O deputado federal Rogério Carvalho e a deputada estadual Ana Lúcia vão bater chapa amanhã para ver quem será o pré-candidato do PT a prefeito de Aracaju. Convocada pelo diretório municipal, a prévia promete mobilizar boa parte da militância petista da capital e terá a participação como eleitor do governador Marcelo Déda. No meio político, Rogério é tido como o preferido, mas os simpatizantes de Ana Lúcia apostam em surpresas. Os demais partidos da base governista vão aguardar o resultado da disputa para só então definirem se vão para a campanha eleitoral ao lado do prefeiturável petista ou se marcharão com candidatos próprios.

Acha-se o melhor

O deputado federal Valadares Filho (PSB) está certo que é o melhor nome para disputar a Prefeitura de Aracaju. Entrevistado pela revista Época, ele disse que “o nome a ser escolhido precisa ter densidade eleitoral, pouca rejeição e bom trânsito entre os partidos aliados. Acredito que tenho essas três condições”. Resta saber se os demais prefeituráveis e os “manda chuva” dos partidos governistas pensam como ele.

Igual, mas diferente

E o governador Marcelo Déda (PT) não gostou nadica de nada de ser citado no Estadão pelo ex-governador paulista José Serra (PSDB). O tucano disse que, assim como ele fez em São Paulo, o petista renunciou a Prefeitura de Aracaju para disputar o governo de Sergipe. “Saí da Prefeitura no segundo mandato, não tinha prometido ficar, nem assinei documento. Em síntese, os casos são semelhantes, mas as atitudes são diferentes”. Tá certo!

Mais um

Agora é o ex-prefeito Fernando Lima, de Dores, que está sendo processo pelo Ministério Público Federal sob a acusação de improbidade administrativa. Ele é acusado de ter cometido irregularidades no repasse de mais de R$ 2 milhões pelo Ministério das Cidades visando a construção de residência naquele município. Caso seja condenado, Lima terá que devolver dinheiro, pagar multas, além de ter os direitos políticos suspensos.

Olhar no passado

A CUT promove na próxima quarta feita um debate sobre os malefícios causados ao país pela ditadura militar. O palestrante será o advogado Carlos Augusto Marighella, filho do comunista Marighella, que foi morto a queima roupa pelos militares. O debate vai acontecer a partir das 15h, na Escola do Legislativo, localizada na Praça Fausto Cardoso. Antes, os presentes assistirão o documentário "Carlos Marighella – quem samba fica, quem não samba vai embora", do cineasta argentino Carlos Pronzato.

Primeira solda

A Petrobras realiza hoje a solenidade de primeira solda do Projeto de Ampliação do Sistema de Injeção de Água do Campo de Produção de Carmópolis, visando aumentar a produção de petróleo. A empresa projeta investir R$ 600 milhões nos campos de Carmópolis, Siriri-Siririzinho e Riachuelo. O ato será prestigiado pelo governador Marcelo Déda.

Réu comum

O Supremo Tribunal Federal decidiu que os magistrados aposentados que cometeram crimes devem ser julgados pela Justiça comum, perdendo a prerrogativa de foro de quando estavam na ativa. Acertadíssima essa decisão do Supremo, pois como bem disse o ministro Joaquim Barbosa, “nem mesmo o presidente da República, a mais legitimada personalidade do país, que é eleita por 130 milhões de votos, tem prerrogativa quando deixa o cargo”.

No páreo

O ex-deputado estadual e diretor da Deso, Wanderlê Correia (PMDB), deve mesmo disputar a Prefeitura de São Cristóvão. Ontem, ele se reuniu com o vice-governador Jackson Barreto para informá-lo sobre os entendimentos que vem mantendo visando sedimentar a candidatura. Wanderlê disse que saiu da reunião muito otimista, pois sabe que, apesar das dificuldades, se sua candidatura for oficializada terá o apoio irrestrito do partido e, em particular, de Jackson Barreto.

Rizicultura

O Governo de Sergipe, através do Banese e da Secretaria de Estado da Agricultura, promoveu ontem um encontro para discutir ações de apoio à cultura do arroz no Baixo São Francisco. Foram debatidas parcerias para a aquisição da produção de arroz da região, além da renegociação das dívidas de agricultores inadimplentes e novos financiamentos para a cultura, pelo Banco do Estado.

Do baú político

Fundador do MDB em Sergipe, José Carlos Teixeira é um dos mais importantes políticos do Estado em sua geração. Com apenas 30 anos disputou as eleições de 1962 e se elegeu deputado federal pelo PSD. Com o bipartidarismo, criado depois do golpe militar, Zé Carlos assumiu a difícil tarefa de organizar o MDB sergipano. Não bastasse o diálogo fácil e a coragem suficiente para cobrar explicações aos “milicos” sobre desaparecimentos de presos políticos, sempre lhe sobrou o entusiasmo. Sobre esta faceta, quem melhor fala é seu irmão Luiz Antônio Teixeira. Entrevistado pelo professor Jorge Carvalho, o empresário conta que em 1978, quando o peemedebista perdeu a disputa para o Senado, foi confortá-lo: “Fui à casa dele com o espírito de quem vai a um velório, mas encontrei Zé Carlos animadíssimo, dizendo: ‘Luiz, já temos garantidos dois deputados federais e estamos disputando o terceiro’. Eu pensei: este cara é louco, foi derrotado e está nessa animação toda com a eleição dos deputados do partido”.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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