Bem me quer

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De candidato solitário no começo da campanha, Albano Franco (PSDB) passou a ser visto pelos demais concorrentes como o porto seguro da disputa, a ponto de as desavenças nas alianças políticas já terem se tornado públicas. Do lado governista, Valadares (PSB) promete não subir no palanque de Amorim, nem pedir votos para este, por desconfiar que, por debaixo dos panos, está havendo uma dobradinha entre o aliado e Albano. Na oposição, comenta-se que José Carlos Machado (DEM) teria conversado com o tucano para discutir uma aliança silenciosa. O parceiro de Machadão, Emanuel Cacho (PPS), já reclamou que está sendo preterido por coordenadores da campanha. Aliás, nesse jogo de traições, o único mal me quer contra Albano veio justamente de Antônio Leite (PV), que, alegando ter sido lançado às traças pelo coligado, anunciou apoio a Amorim. Portanto, fica claro que para todos os candidatos ao Senado está valendo o adágio popular: “em tempo de murici, cada qual coisa de si”.

 

Situação pior

 

Pior do que o jogo de traição vivido pelas principais coligações políticas é a situação do PRTB e PSTU. Os dois partidos tiveram indeferidas as candidaturas ao Senado. Liberato Ferreira Antão (PRTB) não pode disputar o Senado porque o seu segundo suplente tem menos 35 anos de idade e não apresentou as certidões negativas exigidas. A situação da candidata Maria de Lourdes Alves (PSTU é idêntica. Como não há mais tempo legal para substituir os suplentes, o TRE indeferiu as duas candidaturas majoritárias.

 

Grana devolvida

 

Apesar de não serem responsáveis pelas fraudes ou erros cometidos nas doações feitas por cartão de crédito pela internet, candidatos, comitês financeiros e partidos estão obrigados a devolver à operadora do cartão de crédito as doações irregulares recebidas. Ao tomar essa decisão, a Justiça Eleitoral visou deixar mais clara no artigo da resolução a obrigatoriedade da devolução à operadora do cartão de crédito dos valores doados a candidatos de forma ilegal.

 

Último dia

 

Hoje é o último dia para os partidos políticos, as coligações e os candidatos divulgarem, pela Internet, relatório discriminando os recursos em dinheiro que tenham recebido para financiamento da campanha eleitoral e os gastos que realizarem. A Justiça Eleitoral exige a indicação dos nomes dos doadores e os respectivos valores doados.

 

Sem teto

 

Diferente do que divulgou ontem a coluna, a Câmara Municipal de Aracaju não vai poder realizar suas sessões no plenário da Assembléia enquanto durar a reforma física do seu prédio. Ontem, o presidente do Legislativo estadual, deputado Ulices Andrade (PDT), disse que a Câmara deveria ter se planejado melhor para concluir as reformas durante o recesso parlamentar. Pronto, os vereadores agora são “sem teto”.

 

Novo deputado

 

Desde ontem Sergipe tem um novo deputado federal. É Pedrinho Valadares (DEM). Ele assumiu a cadeira de Jerônimo Reis (DEM), que teve o mandato cassado pela mesa diretora da Câmara Federal. Ao chegar ontem em Lagarto, Reis participou de um ato de solidariedade organizado por seu filho Fábio Reis (PMDB), que disputa uma cadeira de deputado federal. Jerônimo não esconde a ninguém sua contrariedade com o DEM, que o teria abandonado no momento que ele mais precisou.

 

Deixa saudades

 

O ex-deputado estadual e federal Eraldo Lemos morreu ontem em Aracaju. Seu primeiro mandato foi em 1947 para a Assembléia Legislativa, tendo depois sido eleito duas vezes para a Câmara Federal. Formado em Medicina, ele foi fundador da Sociedade Médica de Sergipe e, após ter concluído o segundo mandato na Câmara, presidiu o Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Comerciários (IAPC).

 

Novo cidadão

 

A Câmara de Vereadores homenageia hoje, com o título de Cidadão Aracajuano, o bispo auxiliar de Aracaju dom Henrique Soares da Costa. A solenidade está marcada para logo mais às 9h30 no plenário do Legislativo municipal. A concessão do título foi proposta pelo presidente da Câmara, vereador Emanuel Nascimento (PT).

 

Cara nova

 

O vice-governador Belivaldo Chagas (PSB) inaugura daqui a pouco, as obras de reforma física realizadas na sede do Ipesaúde, localizada na rua Campos, em Aracaju. O prédio ganhou uma nova fachada, pintura e recuperação do teto, que apresentava sérias infiltrações. Os gabinetes médicos e odontológicos também foram recuperados e os Blocos de Atendimento ganharam aparelhos de ar refrigerado. O evento faz parte da programação da Semana da Saúde.

 

Do baú político

 

O episódio a seguir, ocorrido em 1990, na campanha de Zé Eduardo Dutra (PT) para o governo de Sergipe, foi presenciado pelo amigo, jornalista e publicitário Jairo Júnior. Ele conta que estava no estúdio com Tarcísio Duarte e Valdir (essa era toda a equipe técnica dos programas de TV da época em que o PT tinha ideologia, mas não possuía dinheiro), quando chegam Zé Eduardo, Milson Barreto, o saudoso professor Diomédes e o hoje presidente Lula. “Equipamentos, cenário, assunto que Lula iria falar repassado… e vamos gravar para o horário eleitoral gratuito. Lula começa falando do continuísmo, das oligarquias, e cita os principais adversários políticos do PT em Sergipe como os representantes do atraso, do coronelismo. Nesse instante, pousa uma mosca no nariz do Lula (no nosso estúdio era tudo liberado, até moscas). Ele não perdeu a oportunidade e mandou ver: “Puta que pariu! Foi só eu falar nesses caras que as moscas já sentiram o cheiro de merda!”. Valeu, grande Jairo!

 

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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