Blocos nas ruas

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O empate técnico apontado pelas pesquisas entre os candidatos a senador Albano Franco (PSDB) e Eduardo Amorim (PSC) vai deixar a campanha eleitoral eletrizante nesta reta final. Quem circulou ontem pelas ruas de Aracaju, percebeu como aumentou o volume de propaganda do tucano. Um grande número de mocinhas e rapazes, vestindo camisas amarelas, inundaram as esquinas da capital no final de expediente para distribuir material de propaganda de Albano. Outro grupo não menos volumoso, foi postado em vários pontos estratégicos agitando bandeiras do candidato do PSDB. Aliados do tucano garantem que a ordem é inundar o Estado de propaganda, dá visibilidade à campanha para chegar no dia da eleição com uma vantagem confortável. Mas Eduardo Amorim não está de braços cruzados. Ele mesmo tem participado diariamente de corpo a corpo, manifestações populares e reuniões com lideranças políticas. A orientação do seu grupo também é encher Sergipe com suas cores para ultrapassar Albano na reta final e conquistar a segunda vaga para o Senado. Taí uma disputa a ser vencida pelo bloco que desafinar menos.

Recurso pronto

O deputado estadual Wanderlê Correia (PMDB) disse ontem que vai recorrer contra a impugnação de sua candidatura pela ministra Carmem Lúcia, do Superior Tribunal Eleitoral. O registro foi indeferido porque o peemedebista não pagou uma multa dentro do prazo. Wanderlê disse que está com a consciência tranqüila: “Trata-se de uma decisão monocrática, tomada por apenas um membro daquela Corte, de forma que estamos recorrendo na expectativa de reverter a decisão no âmbito do colegiado” Tomara!

Prejuízo eleitoral

Caso Wanderlê Correia não consiga reverter a impugnação de sua candidatura, a coligação governista será duramente afetada, podendo até deixar de fazer mais um deputado estadual por falta de votos de legenda. É que se a candidatura do peemedebista for mesmo indeferida pelo Pleno do TSE, todos os votos dados a ele serão anulados, reduzindo o coeficiente eleitoral de sua coligação. Com isso, uma vaga de deputado que poderia ser do lado governista poderá ficar com a oposição.

Gilmar escorregou

A coluna foi informada que os irmãos Amorim estão tiritica com o candidato a deputado estadual Gilmar Carvalho (PSC). Eles acham que foi o radialista quem incentivou o colega Jailton Santana a criticar Wanderlê Correia no programa matinal da rádio Ilha/FM. Ao ouvir as criticas ao aliado, o próprio candidato a senador Eduardo Amorim teria ido à emissora e determinou que o programa fosse retirado do ar. Há quem garanta que depois das eleições, Gilmar não retornará ao seu programa na Ilha/FM. Será?

Pique total              

E quem não descansa um só minuto nesta campanha é o deputado estadual Francisco Gualberto (PT). Diariamente, ele faz corpo a corpo nas ruas da capital e interior, mantém contatos com lideranças políticas e ainda encontra um tempinho para comparecer a Assembléia Legislativa, onde é líder do governo. Para aumentar o volume da campanha, o petista passou a promover mini-carreatas na grande Aracaju. Segundo ele, descansar mesmo, só quando for contado o último voto na noite do próximo dia 3. Haja fôlego!

Atrás de barulho

Por pouco o candidato a governador João Alves Filho (DEM) não conseguiu ontem criar um fato político. É o que garante Joaldo Santos, diretor do Hospital Amparo de Maria, em Estância. Segundo ele, o demista aportou na casa de saúde com carros de som, fazendo um barulho ensurdecedor. Preocupado com a saúde dos pacientes, Joaldo pediu que desligassem o som, mas não foi atendido, forçando-o a pedir ajuda policial. Foi o bastante para os aliados de Alves Filho afirmarem que ele estava sendo impedindo de entrar no hospital. Experientes, os policiais civis que foram ao local não entraram no jogo: o som foi desligado e João pode conversar com os servidores. Pelo menos dessa vez, o ‘factóide’ foi abortado.

Contra suspensão

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não pode suspender julgamento de processos apenas por conta de interesse pessoal de advogado. O TSE julgou procedente em parte representação contra decisão do TRE/SE que suspendeu o julgamento de todos os processos em que atuasse o advogado Paulo Ernani de Menezes. A decisão atendeu a um pedido do próprio advogado, que alegou uma viagem pessoal ao exterior. Portanto, está proibido o adiamento de julgamento de processos solicitado por advogados sem motivação realmente justificada

Falta denunciada

A Procuradoria Regional Eleitoral em Sergipe representou novamente contra a coligação “Para Sergipe Continuar Seguindo em Frente” por não disponibilizar a legenda para pessoas com deficiência auditiva durante o programa eleitoral gratuito. O Partido Comunista Brasileiro também foi representado pelo mesmo motivo. A Procuradoria pede que a Justiça determine que partido e coligação veiculem as propagandas eleitorais sem os problemas citados, sob pena de multa de R$ 10 mil, para cada inserção irregular.

Cadê a carne?

Vocês lembram daquela grave denúncia, feita logo após as eleições de 2006, dando conta que diretores de escolas estaduais assinaram o recebimento de toneladas de carne sem que o produto tivesse sido entregue? Como perguntar não ofende, a quantas anda o processo aberto contra gestores da Secretaria estadual da Educação e os diretores que deram a carne por recebida sem que o alimento chegasse aos almoxarifados das escolas?

Do baú político

A perna semi-imobilizada da presidenciável Dilma Rousseff (PT) fez lembrar um acidente com o ex-senador Lourival Baptista (DEM) quando ele tentava se reeleger em 1994. Naquela campanha, embora o então governador João Alves Filho (PFL) apoiasse Albano Franco (PSDB) para o Governo, o grupo político do tucano votava apenas em José Carlos Teixeira (PMDB) para o Senado, enquanto Lourival tinha o apoio de João Alves, que não votava no peemedebista. Em um comício na cidade de Porto da Folha, o senador demista foi colocado fora de combate. Desavisados, os eleitores foram chegando na praça e amarrando os cavalos na base do palanque, enquanto os candidatos subiam para iniciar o falatório. Uma temeridade! Quando Albano chegou, começou o espocar dos fogos de artifício, numa barulheira dos diabos. Os cavalos se espantaram, começaram a pular, e o palanque balançou, balançou até cair. Lourival levou a pior, pois as tábuas ficaram sobre sua perna, fraturando-a. Imobilizado, o velho senador reduziu a zero sua campanha de rua. Resultado: ele e José Carlos perderam para Zé Eduardo Dutra (PT) e Antônio Carlos Valadares (PSB).

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