Briga nos celulares

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Onde temos software sendo executado? A grande maioria diria, sem titubear, que está nos computadores. Realmente, o software está nos computadores, mas tem software em muitos outros lugares, só que a gente não pensa neles como computadores. O que será que tem por trás de uma tomografia computadorizada, ou de carro com computador de bordo, ou ainda de um simples tocador de mp3? Tem software. Na coluna de hoje vou abordar uma briga que vamos ter nos próximos anos em um dispositivo muito mais popular que os computadores e que também tem software –  os celulares

Os celulares se tornaram tão sofisticados que hoje brincamos ao dizer que eles “fazem N coisas, inclusive ligações”. Mas é verdade, os celulares modernos vêm com tanto software que muitas vezes nem usamos todas as suas funções: relógio, calculadora, câmera fotográfica, bluetooft, jogos, agenda, acesso a internet, mp3 player, etc. etc. etc… Já pensaram nessas opções como software? Hoje, por exemplo, existem muitas empresas que produzem exclusivamente jogos para celulares e tem faturamentos de fazer inveja às softhouses que produzem software “sério”. De qualquer forma, além de todo esse software, os usuários querem cada vez aplicativos, como: Skype, Firefox, Outlook, Picasa, ou seja, o desejo é que os celulares se tornem cada vez mais parecidos com os computadores.

Só que nos celulares, ao contrário dos desktops, não existe uma plataforma padrão como o Windows. Atualmente temos uma infinidade de dispositivos e a sua grande maioria possui sua forma peculiar de desenvolvimento, o que torna a vida dos desenvolvedores um martírio, já que tem que ter praticamente uma versão para cada modelo. Entretanto, os usuários não têm nada com isso, é tanto que o número de celulares não para de crescer e hoje temos um mercado gigantesco. É claro que os grandes players (Microsoft, Google e Apple) querem a sua fatia do bolo e por isso a briga promete ser das mais acirradas.

A Apple saiu na frente quando lançou o iPhone e o tornou o objeto de desejo número um entre os dispositivos móveis. Logo após disponibilizou um kit de desenvolvimento para os desenvolvedores, o que tornou atrativa a construção de aplicativos que seguem o padrão iPhone. Entretanto, assim como as músicas no iPod, os softwares tem que passar pelo iTunes para chegar ao iPhone. Um banho de água fria… Steve Jobs pisou na bola. Por mais que o iPhone seja revolucionário, não acredito que tantas softhouses queiram apostar e construir suas aplicações para que tenham que ser comercializadas com o aval da Apple.

O Google (sempre ele) contra-atacou e lançou o que ele chamou de Android, que é uma plataforma aberta de desenvolvimento, ou seja, o Google definiu uma especificação e quem quiser desenvolver um aplicativo basta segui-la, o que torna muito mais interessante o investimento realizado. Os primeiros modelos de celular que rodam o Android devem chegar no final do primeiro semestre de 2008 e é um dos momentos mais esperados para os desenvolvedores de software pois poderemos ver o que ele realmente pode fazer.

Quase ia esquecendo da Microsoft… Bem, maior empresa de software do planeta tem seu sistema operacional para celulares: o Windows Mobile (quanta criatividade). Entretanto, ao contrário do desktop, por esses lados ela ainda é coadjuvante. Mas de qualquer forma, da M$ a gente sempre pode esperar reações, algumas até fortes demais, como a tentativa de comprar o Yahoo!, que nada mais é que uma tentativa de reposicionamento de mercado para fazer frente ao Google no mundo web.

De qualquer forma, todos ganham mesmo que uma das três plataformas saia vencedora. Teremos aplicativos com mais qualidade já que as softhouses podem direcionar melhor seus investimentos. Uma coisa é certa, a briga vai ser feia nesse mercado e eu estou louco para saber quem vai levar a melhor. Minha aposta é no Android. Qual é a sua?

Até a próxima semana!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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