BRINCADEIRAS PERIGOSAS

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O " JOGO DO DESMAIO"  OU  “DESMAIO FORÇADO”
Uma das práticas mais perigosas realizadas por jovens é denominada “desmaio forçado” ou “Jogo do Desmaio” ou “Jogo da Asfixia”. Trata-se de interromper intencionalmente a distribuição de oxigênio no cérebro, com o objetivo de induzir temporariamente um desmaio.

POR QUE OS JOVENS SE ARRISCAM?
Por curiosidade, encantamento por comportamentos perigosos ,  crença de que a brincadeira induz a uma rápida sensação de euforia,  pressão dos colegas ou para experimentar o que é desconhecido, alguns jovens e adolescentes se expõem a situações de perigo que podem provocar danos às vezes irreversíveis ao organismo.

COLEGAS SE REUNEM PARA BRINCADEIRAS PERIGOSAS
É importante alertar os jovens e adolescentes que, quando  colegas se reunirem na escola , na casa de um deles ou em outro local, com a finalidade de fazer alguma brincadeira perigosa como o DESMAIO FORÇADO ou “JOGO DO DESMAIO”, afastem-se e tentem mostrar que é uma ideia que pode provocar consequências ruins para a vida deles.

OS DANOS PROVOCADOS PELAS BRINCADEIRAS PERIGOSAS
O “desmaio forçado” ocorre devido a uma  hiperventilação (respiração rápida e forçada), provocando sensações de dormência, cabeça leve e euforia, seguidas de uma interrupção na respiração e, consequentemente, o desmaio. A parada respiratória vai afetar o cérebro. Qualquer atividade que prive o cérebro de oxigênio tem potencial para causar de moderados a severos, com lesões nas  células cerebrais, levando a perda temporária ou permanente das funções neurológicas, como dificuldade de concentração, perda de memória de curto prazo, até incapacidade mental permanente e morte.

O PERIGO DAS REDES SOCIAIS
As redes sociais são importantes ferramentas de comunicação entre os jovens e adolescentes, entretanto, é importante não acessar e não compartilhar vídeos, textos e áudios das brincadeiras perigosas, principalmente via Whatsapp e Facebook. Assim estará quebrando a cadeia de divulgação dessas práticas tão arriscadas.

NOVAS BRINCADEIRAS PERIGOSAS DEVEM TAMBÉM SER EVITADAS
Cada vez mais surgem novas práticas arriscadas, que podem comprometer a saúde dos jovens e adolescentes. Uma das mais recentes é o “jogo de invocação de espíritos” denominado “Charlie Charlie” ou “Desafio de Charlie”. Nas regras do jogo, o participante escreve em um papel as palavras “Yes” (sim) e “No” (não) e em cima do papel se coloca duas canetas, ou lápis, em forma de cruz. Depois se pergunta “Charlie, você está aí?”, e se o lápis se mover para “sim” o espírito está presente. O assunto “viralizou” na Internet e foi motivo de piada. O “Desafio de Charlie”, tem provocado confusões na mente dos adolescentes, podendo levar a distúrbios psíquicos. Em uma das escolas de Manaus, segundo informações de familiares, os alunos choraram, vomitaram e até desmaiaram. Em uma escola do Rio de Janeiro, alguns alunos entraram em pânico. Tais reações podem estar relacionadas ao susto que a brincadeira provoca, disparando uma reação emocional, mexendo com o sistema nervoso autônomo, responsável por tais sintomas.

DIÁLOGO DOS PAIS É FUNDAMENTAL
O papel dos pais é de grande importância na detecção e na prevenção das brincadeiras perigosas. Muitos pais pensam que dialogar é só repassar informações. O diálogo às vezes vira monólogo, ou seja: o pai fala e o filho escuta, perdendo a eficácia e ficando a sensação de que “a conversa não adiantou nada”. Dialogar pressupõe uma participação ativa entre quem fala e quem ouve, num processo dinâmico e contínuo. Os pais devem estar atentos às mudanças comportamentais dos filhos. Devem conversar sobre as situações de risco.

O PAPEL DA ESCOLA NA DETECÇÃO E PREVENÇÃO DAS BRINCADEIRAS PERIGOSAS

Várias estratégias de combate e prevenção às brincadeiras perigosas podem ser desenvolvidas na escola. A começar por uma discussão com os próprios alunos, do que significa a palavra RISCO e por que muitos jovens gostam do envolvimento em situações de risco.  Esclarecer quais são as brincadeiras consideradas perigosas e as suas consequências; Conversar com os alunos e escutar atentamente reclamações ou sugestões; Acompanhar os casos de jovens e adolescentes que se envolveram com as brincadeiras perigosas; Abordar o tema nas reuniões de professores e de pais, pedindo ajuda na identificação dos casos e na prevenção; Nas escolas públicas, é importante a inclusão do tema no Programa de Saúde Escolar. Nas escolas particulares, levar o tema para as reuniões do Sindicato de Diretores das Escolas e também nas reuniões de pais.
A participação direta dos professores na abordagem do tema em diversas disciplinas como em redação, biologia e ciências (em muitos momentos, o tema pode ser abordado: aulas de sistema respiratório, sistema circulatório e sistema nervoso), na preparação para o Enem, sociologia, em educação física e outras.

AS INFORMAÇÕES CORRETAS DEVEM CHEGAR AOS JOVENS
Informar aos adolescentes sobre os riscos e benefícios de uma determinada ação pode desencorajá-los  a adotarem certos tipos de comportamentos de risco. Um poderoso meio de divulgação das informações corretas é através das redes sociais (criação de mensagens específicas sobre as consequências das brincadeiras perigosas para os grupos de Whatsapp e Facebook). A mídia local (televisão, rádio e jornais) tem também um papel importante na divulgação. Devemos informar, com dados mais atualizados e disponíveis, a situação dos casos de jovens e adolescentes que se envolveram com situações de risco e as consequências para a vida deles, no Brasil e em outros países.

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