Chapéu de couro guardado

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   A eleição deste ano em Sergipe vem mostrando alguns fatos surpreendentes. Entre eles o desempenho do candidato do PT, Marcelo Deda, no sertão sergipano, até então a região mais forte do candidato pefelista João Alves Filho. Em conversa com um ex-aliado do governador o mesmo lembrou que o excelente desempenho do petista não é mérito dele, mas se deve muito mais ao alto grau de rejeição do candidato pefelista que na eleição estadual de 2002, fez muitas promessas e não cumpriu nenhuma delas diferente do que ocorreu nas vitórias dele anteriormente.

   Uma das promessas principais foi a melhoria da segurança pública. Ele prometeu que se fosse eleito, os bandidos que estavam agindo no sertão iriam mudar de Estado. O que se vê é o contrário. O bom exemplo disso está no maior município da região, Glória, onde o atual delegado não mora na cidade e na ausência dele quem responde é um escrivão de polícia. Sem falar na quantidade de policias que é inferior a que existia em 2002. Tem gente que teve a casa roubada por algumas vezes e mesmo dando queixa na delegacia não recebeu uma visita policial para investigar o roubo. Por conta disso até a CDL local realizou uma manifestação no final do ano passado fechando as portas de todas as lojas por um dia e nenhuma providência foi tomada.

  Uma outra promessa não cumprida no sertão. João Alves prometeu manter e recuperar todas as rodovias estaduais que cortam a região e, o que ocorre hoje, é que quase todas estão com sérios problemas. Um frete de uma pick-up, por exemplo, de Glória para Feira Nova (14 quilometros) que custava em dezembro R$ 30,00 e demorava uns 15 minutos, hoje custa R$ 60,00 e demora uma média de 30 minutos.

  Já na área da saúde o governador prometeu revitalizar o principal hospital da região localizado em Nossa Senhora da Glória e fez exatamente o contrário, a unidade de saúde está praticamente fechada, com os salários dos médicos e servidores em atraso, sem remédio e sem crédito no comércio local.

  Entre as lideranças da região que abandonaram o barco do governador é voz corrente que João Alves fez muitas promessas e agora, volta a prometer que fará em dois meses o que não fez em quatro anos: transformar Sergipe num canteiro de obras. Segundo o ex-aliado do governador a situação é tão complicada que tem sertanejo que guardou o chapéu de couro em casa para usar apenas depois da eleição, para que não seja associado a figura do atual governador que ficou conhecido como “João chapéu de couro”, pela votação estrondosa e pelas obras que realizou em administrações anteriores na região.

 

 

Deise Noeli tem que prestar contas I

Ontem no horário eleitoral do PFL foi exibida imagens de Deise Noeli, presidente (?) da Organização Mundial da Família, falando do programa Via Rápida. Ontem, um leitor enviou matéria publicada no site da rádio CBN 90.1 FM de Curitiba (PR) sobre o envolvimento de Deise Noeli em problemas de prestação de contas. Leia o texto: “Deise Noeli Weber Kusztra vai ter que prestar contas do período em que foi diretora geral da Associação Sazza Lates. A decisão é referente ao processo que tramitava desde 2003 na décima oitava vara cível. Deise dirigiu a entidade filantrópica de 1987 até 2000. O diretor que assumiu no lugar dela, Paulo Azzolini, diz ter encontrado a Saza Lattes com um furo de R$ 592 mil no caixa. Paulo Azzolini diz que boa parte da quantia saiu da entidade através de cheques de R$ 40 mil cada que eram descontados por um funcionário. Foram sete cheques descontados entre fevereiro e setembro de 2000”.

 

Deise Noeli tem que prestar contas II

Prossegue a matéria: “Outra fraude freqüente, segundo Paulo Azzolini, era a movimentação de recursos para pessoas e entidades sem qualquer relação com a Saza Lattes. Esse tipo de movimentação teria sido constatado em uma auditoria que revelou que o buraco no caixa da associação era ainda maior. A reportagem da rádio CBN tentou contato com Deise Noeli Weber Kusztra através de um telefone residencial registrado no nome dela mas ninguém atendeu. A reportagem também tentou falar com Deise Weber pelo celular, que estava desligado. A direção atual da Saza Lattes disse ter conhecimento da denúncia contra a gestão de Deise mas que desconhecia a decisão da justiça”.

 

João e as pesquisas do Dataform

O candidato à reeleição, governador João Alves Filho (PFL) critica quase todas as pesquisas divulgadas no Estado, menos o do Dataform. Será que ele só acredita na metodologia usada pelo departamento de pesquisas do Cinform? Os outros, que são institutos, não têm valor nenhum? A pesquisa não divulgou quais os municípios foram pesquisados.

Um dado curioso: enquanto na pesquisa do Ibope o número de indecisos é de apenas 8%, na do Dataform este número é de 20,7%.  Por quê não entraram com representação para barrar a divulgação desta pesquisa também?

 

Coincidência na divulgação

 Coincidência: toda vez que o Ibope divulga uma pesquisa dois dias depois é divulgada uma pesquisa de um instituto de Sergipe com dados diferentes. Foi assim na primeira vez com o Instituto Padrão e agora com o Dataform. Detalhe:  há 15 dias o Dataform tinha informado que faria pesquisas somente por região e apenas na segunda semana de setembro apresentaria uma de todo Estado.

 

Ainda sobre pesquisas

Em 2004, nas eleições municipais para prefeito, um instituto publicou uma pesquisa faltando três dias para o pleito dando 20% de vantagem para um candidato de um município do Baixo São Francisco. O prefeito ganhou por uma diferença de 0,5% dos votos que até hoje é contestada na Justiça.

 

Nilton Vieira isolado

O candidato do PDT ao Senado Federal, o advogado Nilton Vieira está com a candidatura isolada. Enquanto todos os outros candidatos proporcionais dos candidatos ao Senado (inclusive os nanicos como PCB e PSTU) pedem votos para seus senadores os candidatos do PDT não lembram de Nilton Vieira, nem mesmo no horário eleitoral imaginem pedindo votos nas ruas.

 

Crime eleitoral em 7 de setembro

A data da independência (que nunca existiu) do Brasil, 7 de setembro, pode virar o dia que muitos candidatos praticarão crimes eleitorais. Tem candidato querendo distribuir bonés e tudo mais durante o desfile. Bem que a Justiça Eleitoral poderia colocar uma força tarefa para apreender e prender quem cometer crimes eleitorais neste dia. Seria um belo exemplo para o país.

 

 

Desempenho de Fontes I

Sobre o artigo de ontem, analisando o fraco desempenho da candidatura de Fontes, o publicitário Marcélio Couto  lembrou que “a cor vermelha, associada à marca PT, é tão forte que quando se vê as bandeiras nas ruas do candidato citado por você, não há quem veja o número 12. Por mais que o número seja grande e bem estampado, tudo leva ao 13. Observe bem o que é a força de uma marca. O Banco Itaú é a marca mais valorizada do Brasil e nos últimos comerciais de TV eles não estão usando a marca nem o nome, apenas reforçam a cor laranja e o mote. Por mais incrível que pareça, todos assimilam o nome e a marca do referido banco mesmo sem vê-las.

 

Desempenho de Fontes II

Continua Couto: “quando se vê bandeiras vermelhas pelas ruas, as pessoas visualizam o PT (Lula, Déda etc.). E nem o PT está se valendo tanto da cor nesta campanha (mas, este é um outro assunto). Daí, se João Fontes não é lembrado, não está nas ruas (mesmo estando), então ele acaba sofrendo do mesmo descrédito que os micro-candidatos que fazem sua campanha apenas na telinha e sem quase nada nas ruas. Talvez o erro não seja de estratégia política, mas sim e literalmente empresarial. Tentaram se aproveitar da “confusão” das cores para angariar votos e acabaram perdendo-os e até ajudando o candidato adversário, haja vista, uma marca forte e consolidada sempre sobrepujará a mais fraca. E reforçar a cor associada à essa marca, é fortalecer a marca mais forte. Quer ver? Faça campanha para o Guaraná Antártica usando bastante a cor vermelha e adivinhe qual outro refrigerante você vai se lembrar? Eu nem falei e você já sabe, não é? É assim que funciona”.

 

 

Adesão as candidaturas petistas

No último sábado, na sede da AEASE, profissionais liberais de várias profissões, cerca de 600 pessoas, anunciaram o apoio a candidatura de Nilson Lima a deputado federal e Rogério Carvalho, a deputado estadual. Os profissionais liberais também declaram apoio as campanhas dos candidatos majoritários – Marcelo Déda, a governador, e de Zé Eduardo, a senador.

 

Esclarecimentos sobre casas de taipa

Sobre a nota com o título “Tapou um buraco e abriu outro”, publicada no dia de ontem a assessoria da Secretaria de Combate a Pobreza, que o  programa “Sergipe Minha Casa” de erradicação das casas de taipa é desenvolvido, exclusivamente, com verbas do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza; por isso não existe a possibilidade de um construtor iniciar as obras por conta de outra fonte de recurso. Todas as obras contratadas pela Secretaria  são feitas com verbas já existentes no Fundo Estadual, portanto nenhum empresário da construção civil, ou de qualquer outro ramo, já ficou ou ficará sem o pagamento do valor licitado. Caso aconteça de algum construtor não ter recebido o seu pagamento é porque ele descumpriu as clausulas do contrato. Obs: esta coluna publicou a nota de acordo com informação passada por um empresário do ramo.

 

 

Pirataria na Folha de São Paulo

Deu na coluna Painel da Folha de São Paulo de ontem, com o título Pirata: “ A PF apreendeu um carregamento de CDs com músicas contra o candidato ao governo de Sergipe Marcelo Déda (PT). Detido, o distribuidor culpou o secretário estadual de Articulação com os Municípios, Valdione Sá”.

 

 Decibi-Desfile no Bairro Industrial

No próximo dia 9 de setembro, acontece a terceira edição do Decibi-Desfile Cívico no Bairro Industrial. O evento tem como objetivo proporcionar aos cidadãos momentos de reflexão sobre o exercício da cidadania e o amor a pátria, com a participação das escolas públicas e particulares e instituições. O tema deste é ano é “Inclusão social, instrumento de cidadania”. A realização é da Associação dos Estudantes do Bairro Industrial, Associação dos Comerciantes também do bairro, Frente Jovem e diretores das escolas.

 

 

Frase do Dia

“Antônio Francisco resultou condenado a dezesseis anos e seis meses. Sentença justa e talvez mais ainda, uma resposta indignada a essas manipulações que transformam crime e criminosos em objeto de negociações política”. Expedido Maruinense, no Jornal do Dia, do último domingo.

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