Chupetas sem mel

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A deputada estadual Susana Azevedo (PSC) e o suplente dela, radialista Gilmar Carvalho (PR), viram escapar das mãos dois grandes presente de Natal. A primeira seria nomeada nos próximos dias conselheira do Tribunal de Contas do Estado, enquanto o outro ganharia um ano de mandato como deputado. Quem tirou o melzinho das chupetas de Susana e de Gilmar foi o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Cláudio Déda. Ele concedeu efeito suspensivo à decisão do Pleno do TJ dando prazo de 20 dias para o governador Jackson Barreto (PMDB) nomear Susana no TCE. Agora, a deputada e o suplente precisam esperar que a canetada do magistrado sergipano seja apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, coisa que deve levar alguns meses.

Tirem as pedras

Agora que a Justiça Federal mandou paralisar o criminoso aterro do Rio Sergipe, o Ministério Público precisa exigir que a Prefeitura de Aracaju retire as toneladas de pedras lançadas no leito daquele corpo d’água. Ora, se a obra só pode ser feita após a conclusão do relatório de impacto ambiental, que não existe, as pedras já colocadas não podem permanecer onde foram despejadas.

Contra o Rio

Veja o que publica o especialista em gestão urbana e planejamento municipal, José Firmo dos Santos: o prefeito João Alves Filho (DEM) tanto ama e tanto defende o Rio São Francisco e nada sente e nada defende o Rio Sergipe. Não defende nem dos mais de 1.600.000 coliformes fecais por 100 ml de água, quando o tolerável é de 1.000/100ml. E olhem que João já foi governador do estado por 12 anos (1983/1986, 1991/1994, 2003/2006), ministro do Interior por mais três anos (1987/1990) e prefeito de Aracaju há um ano. São 16 anos de poder e nunca se ouviu João defender o Rio Sergipe.

Refinaria

Será anunciada oficialmente no próximo dia 13 a implantação em Carmópolis da ‘Refinaria de Petróleo Governador Marcelo Déda’. O empreendimento do Grupo Costa Global está orçado em R$ 130 milhões, e deve entrar em operação 18 meses após o início do projeto. Na verdade, trata-se de uma minirrefinaria modulada com capacidade para processar algo em torno de 10 mil barris de petróleo/dia visando produzir óleo diesel, gasolina e gás liquefeito.

Conversa franca

O governador Jackson Barreto (PMDB) tomou café ontem com o senador Antônio Carlos Valadares e o filho deste, deputado federal Valadares Filho – ambos do PSB. Segundo postou no twitter o senador, a conversa entre os três “foi franca e amiga, como acontece com companheiros sempre dispostos à luta, visando o melhor para o futuro de Sergipe e de nosso generoso povo”.

Cargo vago

Está vago o cargo de secretário estadual da Casa Civil. Alegando precisar planejar sua candidatura a deputado estadual, Sílvio Santos (PT) entregou o cargo ao governador Jackson Barreto (PMDB). Na conversa entre os dois, o peemedebista insistiu para que Sílvio continuasse no governo até março, porém este recusou. O ex-secretário fez questão de ressaltar que está politicamente com Jackson por acreditar em sua liderança e na sua capacidade de levar adiante o legado e as conquistas de Marcelo Déda (PT).

Quer cargos

E o PT deseja continuar influenciando no governo estadual, assim como manter os cargos que tem nos 1º e 2º escalões. Quem pensa assim é o novo presidente do PT sergipano, deputado federal Rogério Carvalho. Para discutir este assunto e definir um plano de trabalho até o final de fevereiro, ele se reunirá, nos dias 7 e 8 de janeiro, com a executiva estadual do partido e lideranças petistas.

Concurso

O governador Jackson Barreto (PMDB) anuncia daqui a pouco os detalhes do edital do concurso público da Polícia Militar para a seleção de 600 novos soldados, sendo 540 homens e 60 mulheres. Os aprovados em todas as fases do concurso passarão por um curso de formação de 1,2 mil horas/aula. Durante o treinamento, o futuro policial receberá uma bolsa no valor de R$ 1.040,68. Após o curso de formação, o novo militar ganhará R$ 2.081,37, acrescido de 30% de periculosidade.

Fundo do poço

A implantação de uma universidade federal em Estância voltou a ser defendida pelo senador Eduardo Amorim (PSC). Entrevistado pela rádio Ilha FM de Estância, o parlamentar fez duras críticas ao governo estadual: “Sergipe não pode viver como está vivendo, marchando para o fundo do poço. Precisamos buscar a luz”, disse Amorim.

Do baú político

Nascido em Estância, Maurício Graccho Cardoso governou o Ceará e Sergipe, além de deputado estadual, federal e senador. Nos dois mandatos de presidente de Sergipe (1927 a 1929 e de 1930 a 1932), construiu vários grupos escolares, o prédio da Prefeitura de Aracaju, o Atheneu Pedro II, a Associação Comercial de Sergipe e o Colégio Nossa Senhora de Lourdes, criou o Instituto de Química e o Instituto Parreiras Horta. Muitos destes prédios estão encimados por uma águia, símbolo do governo de Graccho. Com a redemocratização de 1945, foi novamente eleito deputado federal (1946 – 1959) na Assembléia Constituinte. Morreu no plenário, quando se dirigia à mesa diretora para presidir a sessão. Seus restos mortais só foram transladados para Sergipe no dia 1º de agosto de 1973, graças à iniciativa do então presidente da Câmara de Vereadores de Aracaju, Luciano Prado. Por tudo que fez, Graccho Cardoso é um sergipano para ser sempre lembrado.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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