Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
Em 2024, o então prefeito Edvaldo Nogueira optou por lançar como vice do candidato a prefeito dele, Luiz de Edvaldo, o bolsonarista Fabiano Oliveira, indicado pelo maior apoiador do golpista Bolsonaro em Sergipe, o senador Laércio Oliveira que protagonizou a cena mais patética e subserviente da história política do estado ao participar de uma carreata e, em cima, de uma caminhonete, servir como um “cinturão”, segurando o golpista para que ele não caísse.
Alguns amigos e aliados de Edvaldo de longo tempo pensavam que ele teria aprendido a lição e retornaria para a centro-esquerda já que construiu a história dele no PCdoB e ao lado de Déda e do PT teve a primeira oportunidade de assumir a prefeitura em 2006, quando o então prefeito Déda renunciou para ser candidato ao governo.
Porém, na semana passada caiu por terra qualquer possibilidade. Em entrevista o bolsonarista Laércio Oliveira não só anunciou o apoio a Edvaldo como também os outro nome que terá o apoio dele: Rodrigo Valadares.
Que bela “casadinha” de Edvaldo em fim de carreira. Para muitos não é surpresa dado a malfadada última gestão que foi repudiada nas urnas pela maioria dos aracajuanos.
Agora, Edvaldo estará junto de Rodrigo Valadares ,outro que teve o primeiro mandato como deputado estadual ao lado do PT e apoiando Lula. Será bonito ver o “santinho” distribuído pelo senador Laércio com ele e ao lado Edvaldo Nogueira e Rodrigo Valadares. Dois que nasceram no berço da esquerda e hoje são adoradores do Bolsonaro golpista. Não, caro leitor, não é oportunismo: é assumir a carapuça que estava hibernando esperando todo afloramento favorável a direita golpista.
Parabéns a UFS pelo movimento Empresas Juniores aproximando os estudantes do mercado, com desenvolvimento profissional e formando talentos capacitados através do empreendedorismo. São organizações sem fins lucrativos O blog destaca hoje o trabalho da Universidade Federal de Sergipe – UFS, através das Empresas Juniores (EJs) são organizações sem fins lucrativos formadas por alunos do ensino superior, regulamentadas pela Lei 13.267/2016. Elas proporcionam experiência prática por meio da realização de projetos e serviços, capacitando os estudantes para o mercado de trabalho sob a orientação de professores. O conceito surgiu na França, em 1967, chegando ao Brasil em 1988 e a Sergipe em 1993, fortalecendo o empreendedorismo acadêmico no estado.
Segundo maior do Nordeste No ano passado a UFS se destacou no no cenário do empreendedorismo universitário ao se tornar o maior polo de empresas juniores entre as universidades de Sergipe e o segundo maior do Nordeste. Com 28 empresas juniores reconhecidas e uma em fase final de regularização, a UFS fortalece a formação acadêmica e profissional de seus estudantes, aproximando-os do mercado de trabalho e da realidade empresarial. Na Universidade Federal de Sergipe atualmente contamos com 28 Empresas Juniores Qualificadas. Aqui o portfólio. Obs: o espaço está aberto para todas as empresas juniores que desejarem divulgação.

Uma das empresas juniores: Mecaju Engenharia Júnior! Uma das empresas que este jornalista tem o prazer de conhecer um dos alunos: “Seus problemas, Nossas soluções!” Com este lema a Mecaju Engenharia Júnior é formada por alunos de Engenharia Mecânica com mentoria ativa de professores. “Unimos velocidade de execução a rigor técnico: trabalham com etapas curtas, critérios de aceitação definidos e proposta em 24 – 48 horas. Para sua empresa, isso significa menos retrabalho, prazo confiável e orçamento claro”.
Mecaju Engenharia júnior: O que fazemos? –Modelagem 2D/3D (CAD) – Criamos e revisamos modelos paramétricos e desenhos técnicos conforme ABNT/ISO, com tolerâncias, materiais e processos definidos. Entregáveis: arquivos nativos + STEP/IGES, DWG/DXF, BOM e, quando necessário, instruções de fabricação/montagem; Impressão 3D (FDM/SLA); Protótipos funcionais e mockups para validar encaixe, forma e ergonomia antes de fabricar. Acelera decisões e reduz custo total ao evitar refações; Desenvolvimento de Produto -Do requisito ao MVP: definição de necessidades, CAD, seleção de materiais e processos, DFMA, prototipagem e plano de testes. Entregamos documentação pronta para lote piloto ou produção inicial; Projetos de Máquinas -Concepção e detalhamento para equipamentos seguros, confiáveis e fabricáveis. Inclui dimensionamentos essenciais, seleção de componentes, CAD 3D/2D, DFMA, requisitos de segurança (NR-12) e documentação completa.
Mecaju Engenharia júnior: O que fazemos? II Otimização de Layout – Mapeamento de fluxos, ergonomia e gargalos para redesenhar a disposição física. Ganhos típicos: redução de deslocamentos, melhor uso de área e aumento de produtividade; Plano de Manutenção (PCM) – Inventário de ativos, criticidade, rotinas e checklists, sobressalentes mínimos e KPIs (MTBF, MTTR, disponibilidade). Objetivo: reduzir paradas não planejadas e prever custos; Adequação à NR-12 – Diagnóstico técnico, lista de não conformidades, plano de ação, orientações de proteções e evidências de conformidade. Segurança operacional e respaldo normativo para máquinas.
Mecaju Engenharia Júnior: Como entregamos? Briefing: entendemos a demanda e definimos escopo mínimo viável.; Proposta em 24 – 48h: prazos, entregáveis, critérios de aceitação e orçamento fatiado por etapa; Execução e validação: CAD/protótipo/cálculos conforme o serviço; ajustes rápidos até cumprir os critérios Entrega pronta para execução: arquivos, relatórios, listas e instruções necessárias para fabricar, operar ou adequar.
Por que contratar a Mecaju? Agilidade real: marcos curtos, primeiro entregável rápido e resposta em 24 – 48h. Valor competitivo: estrutura enxuta e pagamento por etapa. Você investe apenas no que precisa agora; Rigor técnico com mentoria: professores revisam fases chave; aplicamos normas (ABNT/ISO/NR-12), DFMA e tolerâncias; Redução de retrabalho: validação técnica e, quando aplicável, prototipagem antes da fabricação; Transparência: critérios de aceitação definidos, documentação clara e comunicação direta.
O que sua empresa ganha contratando a Mecaju? Prazo previsível e menor tempo de decisão; Menos refações e melhor “first-time-right”; Documentação que facilita compras, fabricação e manutenção e Conformidade e segurança para operar. Tem uma demanda eminente? Agende um briefing. Em até 48 horas você recebe um plano objetivo com prazos, entregáveis e custos. Se preferir, começamos por um piloto no item mais crítico. Mais aqui.
Feminicídio atinge recorde histórico no Brasil e André Moura propõe prisão perpétua para assassinos de mulheres O Brasil vive uma emergência humanitária silenciosa dentro dos lares. É o que revela os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ao mostrar que desde 2015, quando os crimes de feminicídios foram tipificados e mensurados, 13.703 mulheres já foram assassinadas apenas por sua condição de ser mulher. Em 2025, 1.568 mulheres foram assassinadas, uma alta de 4,7% em relação ao ano anterior, chocando todo o país. Diante dessa barbárie, o secretário de governo do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado por Sergipe, André Moura, elevou o tom e classificou as estatísticas como um “atestado da completa falência da atual rede de proteção do Estado”. Para o ex-deputado federal sergipano, o debate não pode mais ficar restrito a paliativos e é necessário atacar a impunidade com o rigor máximo da lei.
Medo onde deveria haver amor Os resultados do Fórum expõem uma ferida aberta: a maioria dos crimes ocorre dentro de casa, cometidos por companheiros ou ex-parceiros. “É um dado estarrecedor. Onde a mulher deveria se sentir mais segura, ela encontra o seu carrasco”, lamenta André Moura. O pré-candidato destaca também que a proteção atual tem falhado sistematicamente, já que uma em cada dez vítimas possuía medida protetiva vigente. “Não podemos aceitar que o Estado chegue apenas para recolher o corpo. As famílias estão sendo estraçalhadas, crianças ficam órfãs e o medo se torna o companheiro diário de milhares de brasileiras. Isso precisa acabar o mais rápido possível. Chega de tanta impunidade”, enfatiza André.
Bandeira no Senado: Reforma Constitucional e Prisão Perpétua Com a experiência de quem liderou as maiores votações do país no Congresso na condição de líder do Governo, André Moura anunciou que a prisão perpétua para feminicidas será sua bandeira inegociável no Senado Federal. Atualmente, a Constituição Federal proíbe penas de caráter perpétuo, o que, para ele, garante uma “liberdade antecipada” que afronta a memória das vítimas. “A punição precisa ser tão definitiva quanto a perda dessas vidas. O caminho é uma legislação que institua a pena de prisão perpétua para feminicidas. O Brasil precisa enfrentar a impunidade e discutir mudanças na Constituição Federal. Quando se quer, nada é impossível. No Senado, vou lutar para que o assassino saiba que, se tirar a vida de uma mulher, ele nunca mais voltará a conviver em sociedade. A vida delas não tem preço, mas a crueldade desses homens terá o custo máximo”, finalizou André Moura.

Raio-X da violência (Dados do Fórum de Segurança Pública): Recorde: 1.568 vítimas em 2025 (maior número desde 2015). Interiorização: Pequenas cidades (até 20 mil hab.) têm taxas de mortes 28,5% acima da média nacional. Vulnerabilidade: 62,6% das vítimas são mulheres negras. Local do crime: 66,3% das mortes ocorreram na residência da vítima.
Sábado, 7, 1ª Edição do SerMulher em Movimento A Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher) realizará no próximo sábado, 7 de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, a primeira edição do SerMulher em Movimento. O evento gratuito acontecerá a partir das 16h, no estacionamento do Oceanário, na Orla da Atalaia, e contará com palestras, debates, aulão de dança e diversas atividades voltadas ao público feminino. A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal em promover ações que valorizem as mulheres, ampliem o acesso à informação e fortaleçam a rede de apoio em Aracaju. O convite é aberto a todas as mulheres. “Convidamos todas a colocarem suas leggings, calçarem seus tênis e virem aproveitar a primeira edição do SerMulher em Movimento”, afirma a secretária Elaine Oliveira.
Governo de Sergipe lança cartilha com orientações para agentes públicos no ano eleitoral O Governo de Sergipe lançou ontem, 4, a ‘Cartilha de Orientação aos Agentes Públicos’ para o ano eleitoral de 2026. O evento foi realizado na Biblioteca Pública Epiphanio Dória e reuniu gestores, comunicadores e servidores da administração estadual. A iniciativa foi coordenada pela Procuradoria-Geral do Estado de Sergipe (PGE) em parceria com a Secretaria de Estado da Comunicação Social (Secom), com o objetivo de orientar sobre as regras estabelecidas pela legislação eleitoral, especialmente quanto às condutas vedadas aos agentes públicos.
Tranquilidade administrativa Durante seu discurso, o governador Fábio Mitidieri destacou que a proposta da cartilha é assegurar que o ano eleitoral transcorra com tranquilidade administrativa, sem interrupção das políticas públicas. “É um ano de eleições e precisamos entender que há regras. A legislação define claramente o que é permitido e o que não é possível em ano eleitoral. A ideia da cartilha é que todos que fazem parte da gestão tenham plena noção do que pode ser feito, para evitarmos excessos e cumprirmos efetivamente a lei”, afirmou. O governador reforçou que o objetivo é manter o ritmo das entregas do governo, sempre dentro dos limites legais. “O governo precisa continuar suas ações. O que é permitido deve ser feito, mas respeitando estritamente o que determina a legislação eleitoral, para que tenhamos um ano de gestão tranquila e responsável”, acrescentou.
Aracaju 171 anos Aracaju completa, no dia 17 de março, 171 anos de história e, para celebrar a capital, que vive um novo momento, a Prefeitura preparou uma extensa programação comemorativa que contará com grandes shows de artistas locais e nacionais como Guilherme Arantes, Xande Pilares, João Ventura e Chiko Queiroga, na Orla da Atalaia. Além disso, também será realizada uma série de ações voltadas especialmente para o aniversário da cidade, com a inauguração de obras importantes para o desenvolvimento urbano e social. A programação contempla diferentes manifestações culturais e religiosas, além de atividades que promovem a integração social e o fortalecimento da identidade aracajuana.
Audiência Pública e ato unificado A deputada também convidou a população, especialmente as mulheres, para participar da Audiência Pública em alusão ao 8 de Março, com o tema “Onde o Estado falha na proteção das mulheres sergipanas?”. A iniciativa, promovida pela Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Alese, ocorrerá na sexta-feira, 6 de março de 2026, às 9h, na Sala de Comissões da Alese. Além disso, Linda reforçou o convite para que a população participe do ato unificado do dia 8 de março, que será realizado no domingo, às 8h, com concentração na Rua Cleovansóstenes dos Santos, no Bugio, com o mote: “Pela vida das mulheres: chega de feminicídio, transfeminicídio e racismo.”
Feira Centro Vivo A 1ª edição da Feira Centro Vivo, que acontece neste domingo, 8, na rua Pacutuba, no Centro da cidade, está com uma programação que aposta na força da cultura sergipana como motor de revitalização urbana e desenvolvimento econômico, reunindo artistas, empreendedores e a população. A Feira Centro Vivo faz parte do calendário de ações que integram os 171 anos de Aracaju. A programação é gratuita e vai das 15h às 22h.
Passeio Ciclístico O tradicional Passeio Ciclístico, promovido pela Prefeitura de Aracaju, através da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), levará às ruas da cidade cerca de três mil pessoas no dia 8 de março. O evento faz parte da programação dos 171 anos da capital, comemorados no dia 17 de março, e também será realizado em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. A partir das 6h, o público já pode realizar sua inscrição no próprio local de concentração, na Colina do Santo Antônio, e garantir a participação, colocando os adesivos do evento nas suas bicicletas.

Carnaval do Carro Quebrado é confirmado para o dia 29 de março Após o adiamento da data inicialmente prevista para fevereiro, o Carnaval do Carro Quebrado já tem nova data confirmada: o evento acontecerá no próximo dia 29 de março, na Av. Edézio Vieira de Melo com a Zaqueu Brandão. A mudança foi necessária para garantir uma melhor organização e estrutura, assegurando ao público uma festa ainda melhor e com mais qualidade. O evento será 100% gratuito e promete arrastar uma grande multidão. Entre as atrações confirmadas estão Tatau e Valneijós, que comandarão o arrastão e levarão muita animação para os foliões. A programação completa será divulgada em breve nos canais oficiais do evento. A organização reforça que o Carnaval do Carro Quebrado está confirmado e convida toda a população para participar desse grande momento.
PELO ZAP DO BLOG CLÁUDIO NUNES – Quem desejar receber o link do blog logo cedo, pela manhã, pelas listas de transmissões é só enviar o pedido pelo celular do Blog: 79 99890 – 2018 (tb p/ enviar material p/ divulgação e denúncias).
PELO E-MAIL claudionunes@infonet.com.br
ESPECIAL

Xô, solidão: Sergipe une famílias T21 em rede de afeto e informação
O auditório lotado, os abraços demorados e as conversas que se estendiam pelos corredores davam o tom do que seria o I Encontro Sergipano de Famílias T21. Não era um evento científico, a iniciativa cumpriu o seu objetivo de ser um espaço de acolhimento, troca e construção coletiva. Realizado com a proposta de conectar famílias, profissionais e pessoas com Trissomia 21, o encontro marcou o início oficial da campanha de conscientização de 2026 em Sergipe, sob o lema “Amizade, Acolhimento, Inclusão… Xô Solidão!”. O evento aconteceu no último sábado, 28 de fevereiro, no auditório do Centro Médico Jouberto Uchôa.
Idealizado pela pediatra Kércia Alcântara, o encontro nasceu da necessidade de romper o isolamento que ainda atinge muitas famílias após o diagnóstico e mostrar a importância da inclusão para o desenvolvimento do T21. “Esse encontro nasceu de um propósito muito claro, que foi transformar o isolamento em pertencimento coletivo. Muitas vezes, as famílias e as pessoas com T21 se sentem sozinhas na jornada, e o que vimos ali foi a quebra desse ciclo”, destacou Kércia.O evento reuniu especialistas de referência nacional e estadual, entre eles, o médico Zan Mustacchi, considerado uma das maiores autoridades do país na área, que abordou os fatores genéticos e ambientais relacionados à Trissomia 21. Além dele, participaram também o geneticista Emerson Santana, o pediatra Marco Valadares, a cardiopediatra Michelle Loyola e a psicóloga Araceli Matos, que compartilharam suas experiências no acompanhamento destas famílias em todo o estado.
A fisioterapeuta Roberta Mustacchi trouxe uma abordagem prática e sensível ao apresentar diversos casos que evidenciam a importância da fisioterapia desde os primeiros anos de vida. Ela explicou que crianças com T21 frequentemente apresentam hipotonia muscular, condição em que os músculos são mais flácidos, dificultando movimentos como segurar objetos ou caminhar com firmeza. “A fisioterapia é essencial para fortalecer os músculos e melhorar a mobilidade. Exercícios físicos são recomendados para aumentar a resistência física e a postura”, destacou. Segundo ela, o acompanhamento adequado impacta diretamente na autonomia e na qualidade de vida ao longo dos anos.
Jovens que ocupam o próprio espaço
Se a ciência apontou caminhos, foram os próprios jovens com T21 que mostraram, no palco, a potência da inclusão vivida na prática. Natália Magalhães, 21 anos, emocionou o público ao apresentar um manifesto sobre trabalho e autonomia. Ao compartilhar sua trajetória, ressaltou a transformação em sua rotina a partir da autoconfiança e da capacitação para assumir responsabilidades.
“Não precisamos de pena, e sim de oportunidades, amizades verdadeiras, acolhimento e inclusão social. Com isso, a autonomia cresce, a autoestima aumenta e a solidão diminui”, afirmou. Ao final, deixou uma reflexão que ecoou no auditório: “Quantas pessoas com deficiência permanecem invisíveis? Quantos poderiam estar aqui ocupando um espaço, decidindo seu próprio caminho?” E finalizou ressaltando que não é impossível quebrar barreiras quando há respeito e inclusão.
Outra presença marcante foi a de Beatriz Casali, 26 anos, modelo e influenciadora que integra a agência Bauer e representa marcas locais e nacionais. Para ela, o apoio familiar foi determinante na realização do sonho profissional. “Acreditar é o primeiro passo para realizar. Eu desejo que a minha história seja a prova de que não existem limites para quem tem oportunidades”, declarou.
O protagonismo de crianças e jovens com T21 esteve presente em toda a programação. Da recepção dos convidados à composição da mesa e apresentações artísticas, reafirmando que inclusão não é concessão, mas direito à participação plena na escola, no trabalho e na vida comunitária.
Entre os relatos que traduzem o impacto do encontro está o de Andréia Sales Fernandes, mãe de Lucas, de 33 anos. Para ela, momentos como esse são fundamentais, especialmente para famílias que estão no início da jornada. “Mesmo hoje em dia, quando nasce uma criança com síndrome de Down, os pais ainda têm muitas perguntas e dúvidas. Tudo isso que aconteceu aqui é ensinamento para nós, pais de pessoas com T21, como serviu para mostrar à sociedade que os nossos filhos têm capacidade para fazer parte de tudo”, afirmou.
Lucas Fernandes tem uma vida comum como qualquer outro jovem da mesma faixa etária. Trabalha como hostess em uma grande rede de restaurantes, pratica esportes como a corrida e é faixa preta de jiu-jitsu. Além disso, também integra como fotógrafo profissional do projeto IncluZoom, há mais de cinco anos. Durante o encontro, ele atuou como fotógrafo oficial do evento.
Esporte, profissionalização e cidadania
Iniciativas implementadas em nosso estado, como o Projeto Estrela do Mar e o IncluZoom
, estiveram presentes ao encontro e destacaram como a inclusão, acolhimento e oportunidades contribuem para o desenvolvimento e socialização das pessoas com T21. O Estrelas do Mar é um projeto filantrópico que visa trabalhar a inclusão de pessoas com deficiência através da prática do bodyboarding.
Já o IncluZoom apresenta uma proposta de profissionalização por meio da fotografia. O projeto acolhe jovens com T21 e os capacita para atuar em eventos como shows musicais e apresentações de dança, além de exposições. A iniciativa amplia horizontes e demonstra que o mercado de trabalho pode, e deve, ser um espaço de diversidade e competência.
Uma rede que se fortalece
Para Suely Maria Magalhães Moura Rodrigues, presidente da Associação Sergipana do Cidadão com Síndrome de Down (Cidown), o evento alcançou plenamente seus objetivos. “Além das palestras, destacou-se a relevância da troca de experiências entre os participantes, aspecto particularmente significativo para os pais de crianças, que puderam acompanhar o protagonismo exercido pelos jovens ao longo de toda a programação”, avaliou.
Ela ressaltou o papel da entidade na promoção da inclusão social e da cidadania plena, por meio do compartilhamento de informações, do acolhimento às famílias e do fortalecimento da autodefensoria, instrumento fundamental para o desenvolvimento da autonomia.
A Dra. Kércia também destacou o impacto desse intercâmbio geracional. “Vimos mães de bebês que acabaram de receber o diagnóstico conversando com mães de jovens adultos que já estão no mercado de trabalho. Essa ponte traz esperança e segurança”, afirmou.
Construído em parceria com a Cidown, o encontro marcou o início de uma nova etapa para a comunidade T21 em Sergipe. “Quando temos o mesmo propósito, tudo se conecta e se transforma em algo maior. Sergipe mostrou que sabe cuidar e, principalmente, que sabe incluir”, concluiu Kércia.
OPINIÃO

Marizete: Axé, Resistência e Patrimônio Vivo Por Pascoal Maynard *
Vamos falar de resistência, ancestralidade e permanência, trazendo uma referência viva na história do nosso candomblé sergipano — uma mulher que, com firmeza e doçura, ajudou a sustentar o axé em tempos de silêncio, preconceito e invisibilidade.
Mãe Marizete nasceu em Aracaju, em 10 de maio de 1930, e muito cedo conheceu as dores da vida. Órfã ainda menina, foi acolhida por sua tia, Mãe Nanã, que não apenas lhe deu amparo, mas lhe entregou destino. Em 1940, iniciou-se no candomblé e recebeu o nome de Oyá Matamba. Ali começava uma trajetória que não seria apenas religiosa — seria histórica.
Cresci ouvindo e depois testemunhando o respeito que seu nome impunha. No chão sagrado do Abassá São Jorge, no bairro América, vi se afirmar uma liderança que nunca precisou levantar a voz para ser reconhecida. Após a partida de Mãe Nanã, foi ela quem assumiu a responsabilidade de manter acesa a chama daquele terreiro centenário.
Mãe Marizete ,como toda ialorixá foi forjada na tradição, ela aprendeu primeiro a servir para depois conduzir. E é essa dimensão do cuidado que sempre marcou sua caminhada.
Em Sergipe, onde o candomblé enfrentou décadas de estigmatização e marginalização social, Mãe Marizete se manteve de pé. Não apenas preservando ritos e obrigações, mas formando filhos e filhas de santo, orientando famílias, acolhendo os que buscavam amparo espiritual e identidade. Seu terreiro tornou-se espaço de fé, mas também de organização comunitária e afirmação cultural.
Eu sempre compreendi o candomblé como uma das matrizes estruturantes da cultura brasileira — e, no nosso caso, da cultura sergipana. Ele não é apenas religião; é memória africana replantada, é pedagogia ancestral, é ética comunitária. A trajetória de Mãe Marizete se inscreve exatamente nesse lugar: o da continuidade histórica. Ela é elo entre gerações.
O reconhecimento público veio como consequência natural de uma vida inteira dedicada ao sagrado. Quando o Governo do Estado de Sergipe, através do Conselho Estadual de Cultura e a Fundação de Arte e Cultura de Sergipe, a consagrou pela Lei dos Mestres, registrando-a como Patrimônio Vivo da Cultura Sergipana. A premiação não representou apenas um título honorífico ou o benefício material previsto na lei. Representou a validação de décadas de dedicação silenciosa, de transmissão de saberes, de formação espiritual e de resistência cultural. Representou o reconhecimento de que os terreiros são espaços de produção de conhecimento, de cultura e de identidade.
E esse movimento de reconhecimento continua. No próximo mês de março, mais cinco mestres da cultura sergipana serão oficialmente reconhecidos por sua contribuição à preservação e transmissão dos saberes tradicionais. Esse anúncio reforça que a política de valorização dos patrimônios vivos não é um ato isolado, mas um compromisso permanente com aqueles que sustentam, no cotidiano, a memória e a identidade do nosso estado.
Hoje, quando discutimos patrimônio imaterial, diversidade cultural e liberdade religiosa, precisamos reconhecer que muito do que avançamos se deve à persistência dessas lideranças. Mãe Marizete representa essa travessia: do preconceito à legitimidade institucional, da invisibilidade ao reconhecimento público.
Ao olhar para sua caminhada, vejo a força do candomblé sergipano afirmando-se como tradição viva. Vejo a ancestralidade respirando no presente. E reafirmo, com convicção, que contar a história de Mãe Marizete é também afirmar que o nosso candomblé não apenas resistiu — ele floresceu.
*Pascoal Maynard é jornalista, documentarista e produtor cultural. Atualmente exerce o cargo de Assessor Especial da Funcap, Presidente do Conselho Estadual de Cultura e apresentador do programa Expressão na Aperipê TV.
PELO ZAP DO BLOG CLÁUDIO NUNES – Quem desejar receber o link do blog
logo cedo, pela manhã, pelas listas de transmissões é só enviar o pedido
pelo celular do Blog: 79 99890 – 2018 (tb p/ enviar material p/ divulgação
e denúncias).
Siga Cláudio Nunes no Instagram
https://www.instagram.com/blog_claudio_nunes/
Siga Cláudio Nunes no Twitter
Siga Cláudio nunes no Blueskay
https://bsky.app/profile/blogclaudionunes.bsky.social
Frase do Dia
“A democracia é, antes de tudo, o insubstituível sistema de vida em comum mais próximo da natureza humana.” Carlos Diegues.