Blog Cláudio Nunes: a serviço da verdade e da justiça
“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.
O TJ e silêncio institucional Por Fausto Leite
O silêncio dos inocentes nunca foi tão barulhento. Oficialmente, nada acontece. Extraoficialmente, acontece tudo ao mesmo tempo agora. A lista sêxtupla do quinto constitucional parece congelada no TJ/SE, dessas que ficam esquecidas no fundo do freezer institucional, mas continuam ocupando espaço. Só parece parada para quem não anda pelos corredores certos. Porque ali, meu amigo, não tem nada de congelado. Tem é calor de verão sergipano, café grosso de garrafa térmica cansada e elevador subindo e descendo mais do que trio elétrico em dia de folia.
WhatsApp? Nem pensar. Mensagem deixa rastro. O negócio agora é olho no olho, pé no ouvido, xícara na mão. Café quente vira reunião estratégica. Café frio vira confissão. Conversa em pé, conversa andando, conversa sussurrada como se o eco tivesse CPF e pudesse gerar nulidade processual. O tribunal vive um frenesí elegante, desses que usam terno, mas suam por baixo da toga.
Ninguém fala em público, mas todo mundo faz conta em silêncio. E conta séria. Para chegar à lista tríplice, o candidato precisa de oito votos. Oito. Nem sete e meio, nem “quase”. Oito mesmo. Matemática simples, efeito devastador. Cada voto vale ouro. Cada ausência vale platina. Cada abstenção vira assunto de corredor, de elevador e de café.
E é aqui que surge o assunto proibido, aquele que ninguém puxa em plenário, mas todo mundo cochicha no banheiro: a Recomendação nº 34 do CNJ. Não é lei, é verdade. Mas também não é poesia concreta nem conselho de autoajuda. É objetiva, direta e constrangedora como espelho mal posicionado. Diz o seguinte, sem rodeio: se o desembargador tem cônjuge, companheiro ou parente, inclusive por afinidade até o terceiro grau, figurando na lista do quinto, ele deve se abster. Não votar. Não participar. Não fingir que não percebeu o parentesco no almoço de domingo.
A recomendação não surgiu por acaso. Ela brota do artigo 37 da Constituição, da vedação ao nepotismo, da Súmula Vinculante nº 13 do STF e da Resolução nº 07 do próprio CNJ, cuja constitucionalidade já foi confirmada. Traduzindo para o português claro: não é frescura moral nem implicância jurídica. É coerência institucional. É aquela regra feita exatamente para evitar a frase mais perigosa do Direito brasileiro: “depois a gente resolve”.
No caso concreto, o dilema é simples e indigesto. Se há parentesco por afinidade, votar ou não votar deixa de ser escolha pessoal e vira risco jurídico. Se vota, abre-se a porteira para questionamento, impugnação, pedido de nulidade e dor de cabeça futura. Se não vota, muda o quórum, altera a conta e pode tirar alguém da lista. Em qualquer cenário, alguém sai reclamando. E juiz nenhum gosta de processo com o próprio nome no polo passivo, ainda que administrativo.
O medo não é hipotético. Pelo Brasil afora, situações parecidas já renderam anulação de listas, questionamentos no CNJ e processos que voltaram à estaca zero. O argumento é sempre o mesmo: violação à moralidade, à impessoalidade e à confiança pública. Mesmo sendo recomendação, seu descumprimento vira munição jurídica. E no Judiciário, munição nunca fica guardada por muito tempo.
Resultado prático? Silêncio estratégico. Tema não entra em pauta. Reunião é adiada. Calendário escorrega. Carnaval surge no horizonte como aquele amigo útil que sempre ajuda a empurrar decisões para depois. Enquanto isso, a vaga do quinto constitucional da advocacia continua ocupada por magistrado. Uma anomalia elegante, sustentada pelo tripé clássico da burocracia brasileira: silêncio, conveniência e empurra-empurra.
O mais curioso é que ninguém confirma nada, mas todo mundo teme que alguém fale. O silêncio não é tranquilo. É defensivo. É aquele silêncio de quem sabe que qualquer palavra pode virar manchete, despacho ou representação. O tribunal parece um teatro onde ninguém esqueceu o texto, mas todo mundo resolveu improvisar sem abrir a boca.
Do lado de fora, a advocacia e a sociedade observam tentando entender como um processo que deveria ser simples e transparente se transformou num suspense jurídico de capítulos semanais. Ninguém pede pressa inconsequente. O que se pede é clareza. Coerência. E, sobretudo, que uma recomendação criada para proteger a credibilidade do Judiciário não seja tratada como mera sugestão de etiqueta, dessas que se seguem apenas quando convém. Enquanto isso, os corredores fervem, os elevadores não descansam, os votos são contados de cabeça em cabeça e o silêncio segue berrando. Berrando tanto que já não convence mais ninguém de que nada está acontecendo.
E é aqui que Carlos Ayres Britto entra na cena, como entraria mesmo: com elegância, ironia fina e senso de História. Sergipano que levou poesia à Constituição e constitucionalidade à poesia, Carlos Britto sempre ensinou que Justiça não vive só de decisões, vive de confiança pública. Ele costumava dizer que o juiz fala não apenas pelos votos que profere, mas também pelos silêncios que escolhe manter. Se estivesse observando esse roteiro, provavelmente faria aquela pausa longa e perguntaria: esse silêncio educa ou compromete? Carlos Britto também defendia que o Judiciário precisa ser eticamente pedagógico. Ensinar pelo exemplo. Pelo gesto. Pela renúncia quando necessária. Para ele, afastar-se de uma votação sensível não é perda de poder, é ganho de autoridade moral. É proteger o processo antes que ele precise ser defendido depois. É pensar na instituição antes da circunstância.
Por isso, discutir a Recomendação nº 34 não é caça às bruxas nem veto pessoal. É maturidade institucional. É entender que às vezes o gesto mais justo não é votar, é sair da sala. O voto pode até caber no papel. A abstenção, em certos casos, cabe melhor na História. Rui Barbosa já advertia que a Justiça que se explica demais começa a errar. Ayres Britto acrescentaria, com serenidade sergipana: a Justiça que se antecipa ao erro, evitando-o, honra a si mesma.
E no fim das contas, a pergunta que ecoa não é apenas se a recomendação será cumprida. É até quando o silêncio institucional continuará sendo usado como estratégia, enquanto a cadeira do quinto segue ocupada por quem não deveria estar ali. A sociedade observa. A advocacia observa. O mundo jurídico observa. E especialmente quem vive da educação, do ensino do Direito e da formação das próximas gerações espera uma posição justa, clara e coerente do Judiciário que tanto orgulha Sergipe e o Brasil. Porque, no Judiciário, às vezes, o maior barulho não vem do escândalo. Vem do silêncio bem ensaiado e silêncio nenhum educa, nenhum inspira e nenhum fortalece a Justiça.
Do blog, uma pequena ressalva no brilhante artigo de Fausto: Como sempre o blog republica um texto do amigo jornalista e advogado Fausto Leite. De todo o texto só faz uma ressalva após ler e consultar alguns juristas, inclusive com escritório em Brasília. Neste caso de Sergipe, o parentesco não se aplica porque na ótica do Código Civil concunhado não é parente por afinidade de terceiro grau.
Viaduto do Complexo O Complexo Viário Senadora Maria do Carmo Alves, em Aracaju, entrou em uma nova etapa de construção, destacada pelo governador Fábio Mitidieri durante uma reunião do Fórum Econômico de Sergipe, na última quinta-feira, 29. Foram instaladas as primeiras vigas do viaduto de 180 metros que faz parte do empreendimento, resultado de R$ 318 milhões em investimentos para melhorar a mobilidade urbana de Aracaju. Na próxima terça-feira, 2, o governador vai visitar a obra, localizada na Avenida Beira Mar, no bairro Inácio Barbosa.
Aprovação de projeto de lei em Lagarto A Câmara Municipal de Lagarto aprovou ontem, 29, importantes projetos encaminhados pelo Poder Executivo, a exemplo do Projeto de Lei que promove ajustes na estrutura administrativa do município. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a gestão pública, aprimorar o planejamento e ampliar a eficiência na oferta de serviços à população. Com a aprovação, a Prefeitura passa a contar com assessorias especiais dentro da própria estrutura administrativa, voltadas ao gerenciamento de ações estratégicas nas áreas de Habitação, Tecnologia e Inovação, Planejamento Estratégico e Governança.
Compromisso com a inclusão digital O projeto também reforça o compromisso da gestão com a inclusão social. A Secretaria Municipal de Inclusão terá sua atuação ampliada, com o suporte de mais profissionais especializados, especialmente para o fortalecimento das políticas de Direitos Humanos e para o atendimento às mães atípicas e às crianças neurodivergentes no município. Já para a área da Educação, foi criado o Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (NAPE), vinculado à Secretaria Municipal de Educação. O núcleo será responsável por oferecer atendimento especializado a estudantes que apresentem dificuldades de aprendizagem ou necessidades educacionais específicas, promovendo inclusão e mais qualidade no ensino da rede municipal.
Avanço importante para Lagarto Para o prefeito Sérgio Reis, as aprovações representam um avanço importante para Lagarto. “Começamos o ano com decisões fundamentais para tornar nossa gestão ainda mais inclusiva e efetiva. Agradeço à Câmara Municipal e a todos os vereadores que aprovaram esse e outros projetos de interesse da população, para que a gente continue fazendo o melhor e fazendo bem por Lagarto”, destacou.
Rodovia SE-100 O Governo de Sergipe está concluindo a sinalização horizontal e vertical da faixa reversível na Rodovia Inácio Barbosa (SE-100) – antiga Rodovia Sarney –, que vai entrar em operação a partir deste sábado, 31. Serão instaladas ainda placas indicativas de início e término da faixa reversível, assim como vagas de estacionamento, embarque e desembarque de transporte público, estacionamento exclusivo para veículos de turismo, entre outros. Novo sistema tem objetivo de melhorar a segurança viária e aumentar a fluidez do tráfego aos sábados, domingos e feriados na Orla Sul de Aracaju.
É estranho ver gente de ‘esquerda’ utilizar ‘cortes’ fora do contexto. E essa prática não era da extrema-direita? E a vítima, dessa vez, foi Rogério Carvalho. Entenda Por AndersonsBlog: Esta semana houve uma entrevista do senador Rogério Carvalho (PT) numa emissora de rádio e, em determinado momento, ele foi provocado com um tema: como é que ele encarará uma eleição em que a maior parte da população estaria supostamente polarizada entre esquerda e direita, narrativa tão em voga especialmente nas cabeças extremistas que orbitam a política nossa de cada dia?
Posicionamento contextualizado Continua Anderson: Sem pestanejar e sem deixar de se posicionar à esquerda, como é de seu feitio político desde que nessa seara entrou, Rogério contextualizou seu posicionamento, identificou que a ideologia por ele defendida leva em consideração o melhor para o povo, antagonizando com quem só vive ‘lacrando’ na net em busca de curtidas, nem que pra isso insistam na cantilena furada de ‘acabar com os comunas’, ‘Brasil virando Venezuela’ e por aí vai, ‘bandeiras’ da extrema-direita que visam, justamente, forçar essa tal dessa ‘polarização’, considerada pelo senador, perdão pela redundância, como uma espécie de ‘artifício artificial’.Até aqui, tudo bem, tudo certo! O problema surge quando ativistas de esquerda – tratá-los como extremistas seria deselegância? – passam a tratar as falas de Rogério como se se tratassem de uma ‘negação’ ideológica ou uma análise ‘simplista’ da política ou, pior ainda, usam essas falas de forma descontextualizada. E é aqui que entra em ação a nossa seção CHECAGEM de combate as fake news! Leia todo artigo aqui.
Inauguração do Núcleo Ambulatorial Trans Magnólia no HU amplia acesso à saúde para população trans em Sergipe Aracaju passa a contar, a partir desta sexta-feira (30), com o Núcleo Ambulatorial Trans Magnólia, instalado no Hospital Universitário (HU), ampliando a oferta de atendimento especializado em saúde para pessoas trans e travestis em Sergipe. A iniciativa representa um avanço histórico na consolidação de políticas públicas voltadas à garantia de direitos e ao cuidado integral dessa população. O novo núcleo surge como extensão do Ambulatório Trans de Lagarto, criado em 2016, reconhecido nacionalmente como uma experiência pioneira por ofertar atendimento especializado fora de uma capital brasileira, integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e com equipe multidisciplinar. Em junho de 2023, o serviço foi habilitado oficialmente pelo Ministério da Saúde e, em 2024, passou a ofertar hormonização para usuários acompanhados pela equipe.
Dados Dados de 2025, período em que se iniciou a solicitação para implantação do ambulatório em Aracaju, apontavam que, dos 334 usuários acompanhados em Lagarto, 53,8% residiam na Grande Aracaju. O serviço operava em sua capacidade máxima, atendendo cerca de 120 pessoas a cada três meses, devido à necessidade de retornos trimestrais. Além disso, havia uma fila de espera de 57 pessoas, sendo 40% da capital, com relatos de espera de até sete meses para iniciar o tratamento. A sobrecarga do serviço e as dificuldades de deslocamento, especialmente para quem precisava viajar até Lagarto, evidenciaram a urgência da criação de um ambulatório na capital. Em 2025, inclusive, foram realizadas indicações às prefeituras de Aracaju e São Cristóvão solicitando ampliação do transporte para o interior, ainda assim insuficiente para atender à demanda. Com a implantação do Núcleo Ambulatorial Trans Magnólia, Aracaju passa a ofertar atendimento médico e serviço de farmácia, facilitando o acesso, reduzindo o tempo de espera e garantindo maior continuidade do cuidado.
Reparação histórica Segundo a deputada estadual Linda Brasil (PSOL), a ampliação do serviço é fruto da articulação entre a Mandata, a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e os movimentos sociais. “A existência desse ambulatório é uma forma de reparação histórica. Assim como a conquista das cotas trans na UFS, ele reafirma que pessoas trans são cidadãs e cidadãos que têm direito ao cuidado especializado assim como todas as outras pessoas e a políticas públicas que garantam dignidade, assim como todas as outras pessoas”, destaca. A inauguração ocorre no mês da Visibilidade Trans, o que reforça o caráter simbólico da iniciativa e seu papel na conscientização da sociedade sobre a importância da garantia de direitos, do respeito às identidades e do acesso universal à saúde.
Sergipe é aqui’ O município de Santa Rosa de Lima recebe o programa ‘Sergipe é aqui’ nesta sexta-feira, 30. A iniciativa de gestão itinerante do Governo do Estado oferece mais de 160 serviços à população do interior, como emissão de Carteira de Identidade Nacional, atendimento médico, serviços veterinários e orientação jurídica. Desde 2023, a ação já realizou mais de 300 mil atendimentos, contemplando 66 dos 75 municípios sergipanos. A proposta é aproximar mais os sergipanos da gestão estadual, facilitando o acesso à estrutura da administração do Estado.
Interiorização do esporte O Governo de Sergipe realiza, nesta sexta-feira, 30, a entrega de duas novas Areninhas Esportivas nos municípios de Santa Rosa de Lima e Boquim, ampliando o acesso ao esporte e ao lazer em comunidades do interior do estado. As inaugurações fazem parte da política de interiorização do esporte coordenada pela Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (Seel). As Areninhas são equipamentos esportivos de impacto social imediato. O projeto integra um programa mais amplo do Governo de Sergipe, que prevê investimentos superiores a R$ 23 milhões em 52 módulos esportivos, beneficiando 35 municípios e promovendo inclusão social, saúde, qualidade de vida e oportunidades para crianças, jovens e adultos por meio do esporte.
Aracaju se consolida entre as capitais com melhor acesso à saúde do Brasil Quem precisa de atendimento encontra, atualmente, uma rede de saúde mais acolhedora na capital sergipana. Aracaju está entre as capitais com melhor acesso à saúde do Brasil, ocupando a 3ª posição no Nordeste e a 8ª no país no Ranking 2025 de Acesso à Saúde, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado reflete as mudanças na organização da rede municipal, como a reestruturação da Atenção Primária, a regularização do fornecimento de medicamentos e a implantação do Acesso Avançado em todas as 45 Unidades de Saúde da Família (USFs). O novo modelo garante consultas no mesmo dia ou em até 72 horas, conforme a necessidade do usuário, substituindo o antigo formato de marcação mensal.
Pontos de vacinação diversificados Ao longo de 2025, a vacinação chegou a diferentes espaços da cidade. Pontos de imunização foram implantados em shoppings, universidades, empresas, repartições públicas, unidades prisionais e locais de grande circulação, além de ações externas voltadas à imunização de pessoas em situação de rua. As 45 USFs funcionam como serviço porta aberta para vacinação de segunda a sexta-feira, assegurando acesso contínuo e gratuito a crianças, gestantes e à população em geral. A vacinação de gestantes também apresenta evolução. Em dezembro, a SMS passou a ofertar a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para grávidas a partir da 28ª semana, imunizante recentemente incorporado ao Calendário Nacional de Vacinação. A gestora destacou que a prevenção é um dos pilares da política pública de saúde. “Ampliar o acesso à vacinação é salvar vidas antes mesmo da doença chegar. Nosso esforço é garantir que cada criança e cada gestante estejam protegidas no tempo certo”, afirmou.
418 cidades analisadas O Ranking de Competitividade dos Municípios analisa 418 cidades brasileiras com mais de 80 mil habitantes, considerando indicadores como cobertura vacinal, Atenção Primária, leitos do SUS, mortalidade e eficiência da gestão municipal. Ao alcançar posição de destaque nacional, Aracaju consolida uma política de saúde orientada pela ampliação do acesso, pela prevenção e pela qualificação contínua dos serviços prestados à população.
Verão Sergipe Tem início nesta sexta-feira, 30, o Verão Sergipe 2026. Realizado pelo Governo do Estado, o evento estreia na Orla da Atalaia, em Aracaju, integrando cultura, esporte, lazer e música, com programação gratuita. A iniciativa fortalece o turismo, movimenta a economia local e gera renda e oportunidades para empreendedores sergipanos. Neste primeiro fim de semana (30 e 31 de janeiro), visitantes e turistas poderão aproveitar shows de artistas como Alok, Léo Santana, Gustavo Mioto e Jonas Esticado. Até 14 de março, o evento percorrerá outras seis cidades sergipanas: Pirambu, Barra dos Coqueiros, Pacatuba, Estância, Itaporanga D’Ajuda e Canindé de São Francisco.
Fertilità oferece exames gratuitos de ecocardiografia fetal neste fim de semana A Clínica Fertilità realizará, no sábado 31 de janeiro e domingo 1º de fevereiro, uma ação voltada à saúde materno-fetal com a oferta de exames gratuitos de ecocardiografia fetal. A iniciativa é destinada a gestantes entre a 24ª e a 28ª semana de gestação, período considerado ideal para a avaliação detalhada do coração do bebê. Os exames serão realizados por médicas residentes, como parte do processo de formação especializada, sob supervisão direta da cardiologista fetal Dra. Cinthia Freire, garantindo segurança, qualidade técnica e acompanhamento profissional adequado.
Agendamento O agendamento deve ser feito exclusivamente pelo WhatsApp, pelo número (79) 3211-5139, as vagas são limitadas. A ecocardiografia fetal é um exame fundamental para a detecção precoce de possíveis alterações cardíacas congênitas, permitindo diagnóstico e planejamento assistencial ainda durante a gestação.
Mães beneficiadas O Governo do Estado entregou cartões do Programa Mãe Sergipana em povoados do município de Lagarto, na última quinta-feira, 29. Visa o fortalecimento do cuidado desde a gestação, assegurando melhores condições de saúde, alimentação e bem-estar para mães e bebês, por meio da concessão do benefício em seis parcelas no valor de R$ 200, além da entrega de kit enxoval. Durante a ação, assistentes sociais ofereceram orientações e informações às beneficiárias, garantindo acesso a benefícios que contribuem para uma gestação mais segura e digna, especialmente para famílias carentes.
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Atenção SMTT: caos em frente ao Instituto Dom Fernando Gomes
Todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, é um caos no horário da saída dos alunos ali no Instituto Dom Fernando Gomes, localizado na Praça Dom José Tomaz, no Bairro Siqueira Campos. Os carros ficam em fila dupla e até mesmo param no meio da pista e ninguém passa. Um caos total. Infelizmente alguns mais não têm a educação necessária de esperar em fila para pegar seus filhos e trancam os outros carros. Somente a presença da SMTT no local para alertar os pais mais afoitos, principalmente para multá-los, se necessário a situação será resolvida. Na foto percebe-se que até a faixa de pedestres não é respeitada.
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ESPECIAL

De vitrine da modernidade a guardião da memória: Mercado Antônio Franco celebra 100 anos
No dia 8 de fevereiro de 1926, um dos cartões-postais mais reconhecidos de Aracaju, o Mercado Municipal Antônio Franco, nasceu como um símbolo da “modernidade” que se instalava na capital sergipana. O mais velho componente do complexo de mercados aracajuano foi projetado para ser um modelo, a base de uma metrópole higienizada e organizada, e, prestes a se tornar centenário, recebe o afeto de quem vive ou chega em Aracaju.
De um centro de abastecimento que dava suporte à logística portuária e ferroviária, assumiu a vocação de sala de estar da cidade, funcionando como um polo de economia criativa onde o artesanato, a gastronomia regional e a arquitetura eclética preservada sustentam um monumento vivo da identidade sergipana.
Segundo o professor e historiador Osvaldo Ferreira Neto, especialista da história de Sergipe e de Aracaju, o mercado, que mais tarde levaria o nome de seu financiador, Antônio Franco, não nasceu apenas por necessidade comercial, mas por uma demanda de ordenamento urbano. A feira que ocupava a área entre os palácios na Praça Fausto Cardoso, e se estendia pela avenida Rio Branco, desde os primeiros anos de Aracaju enquanto capital, começou a gerar reclamações sobre resíduos de alimentos, animais e odores. Por isso, na década de 20, durante a gestão de Maurício Graccho Cardoso, começou a ser debatida a construção de um grande mercado público, que pudesse abarcar toda a feira.

“O mercado tem uma estrutura, um horário estabelecido em que, durante todos os dias da semana, ele estará aberto, e a feira não. A feira, quando ela passa para o mercado, está todos os dias à disposição da população, da troca, dos permissionários, e também do comércio popular”, detalha o historiador.
À época, no entanto, a administração municipal não dispunha de recursos para arcar com a construção do empreendimento, e a solução veio através de uma parceria com a iniciativa privada. O industrial Antônio Franco financiou a obra e o direito de uso do espaço, contratando o engenheiro Thales Ferraz, recém-chegado do exterior, para trazer o que havia de mais atual na arquitetura europeia.
“No dia 8 de fevereiro de 1926 é inaugurado o Mercado Modelo, não era mercado Antônio Franco, que só vai passar a se chamar assim mais tarde, inclusive, quando um dos seus financiadores veio a falecer. Você vê uma estrutura, inclusive, muito moderna para a época, com um relógio, com uso de alvenaria, com uso de estruturas de ferro, e tudo isso era moderno”, completa o professor Osvaldo.
Além de modernizar a paisagem da capital, até os anos 30, o mercado era o ponto final da parte mais urbanizada da cidade ao Norte, definindo os limites do Centro de Aracaju dentro do chamado Quadrado de Pirro, o projeto original de Aracaju. Além disso, estava instalado em uma localização estratégica que amarrava os principais modais de transporte da época.
“O mercado estava num lugar estratégico na década de 20. Você tinha aqui à frente o porto de Aracaju, o trapiche, toda uma estrutura marítima e você tinha vizinha, que foi inaugurada na década de 10, a estação ferroviária. Onde hoje as pessoas dançam forró na praça Hilton Lopes, no Forró Caju, ali ficou a primeira estação de trem até a década de 50”, destaca o historiador.
De acordo com o historiador, o mercado também serviu de baliza para as ruas adjacentes, e acabou influenciando na configuração das ruas e do comércio popular.
“A partir da construção do mercado e da sua ampliação, claro que toda a região passa por um processo de urbanização considerável, com pavimentação e reorganização das ruas. Você tem um comércio popular que se estabelece nas ruas Santa Rosa, no Beco dos Cocos, na José do Prado Franco, na Florentino Menezes e na Apulcro Mota. Então, você tem um processo de crescimento da cidade, um crescimento econômico”, completa.

O relógio de quatro faces e o ecletismo
A estratégia de tornar Aracaju uma vitrine de modernidade pedia um monumento à altura. O maior símbolo desse projeto é o relógio de quatro faces que, mesmo na iminência de seu centenário, segue como o coração do prédio e símbolo da capital sergipana.
“Ele é um dos relógios que havia no Quadrado de Pirro no século XX e que até hoje permanece como um importante monumento histórico e moderno da cidade”, destaca o historiador Osvaldo Ferreira Neto.
Apesar de não ser possível precisar de onde veio o relógio, devido à falta de recibo para a comprovação, o professor aponta para origem europeia. “Provavelmente deve ter vindo da Inglaterra, de onde vinham muitos relógios semelhantes no Brasil. Em 1926, o país não estaria produzindo estruturas como essa. O que foi feito ali seguia um padrão europeu”, afirma.
Mas a influência estrangeira vai além do relógio. A arquitetura do mercado segue o estilo eclético, inspirado no padrão europeu. Em um dos portões, ainda pode ser encontrada a face esculpida de uma figura da mitologia, Hermes, símbolo do comércio, e alusões à caça e à colheita “para representar o que era negociado no mercado”, segundo o professor Osvaldo.
Diferente de outros mercados da época, que eram construções simples, o Antônio Franco foi concebido com estrutura que unia alvenaria e ferro. Para o historiador, essa beleza era uma forma de demonstrar poder. “Há 100 anos atrás, essa estrutura era o que se tinha de mais moderno e avançado para a época. Aqui recebeu arte e, quando você tem uma obra pública, eu gosto sempre de parafrasear a professora Verônica Nunes, quando se ganha o tom da beleza, da arte e do que se tinha de melhor na arquitetura, tá querendo representar ali ostentação, poder, porque a arquitetura representa poder”, argumenta.

Do abastecimento ao turismo
Criado para seguir um perfil de abastecimento, o Mercado Antônio Franco se tornou um atrativo turístico por causa da sua história. Com o passar das décadas, outras estruturas foram construídas em suas adjacências para dar conta do volume de negócios, como é o caso do atual mercado Thales Ferraz e de estruturas improvisadas para a venda de verduras e pescados.
Mesmo com essa expansão, o que ia se tornando um complexo chegou ao limite nos anos 90, beirando a interdição pela vigilância sanitária. Daí, surgiu a necessidade de uma reorganização. Segundo o professor Osvaldo, a reforma assinada pela arquiteta Ana Libório deu um novo propósito ao prédio centenário. Os antigos boxes deram lugar ao artesanato sergipano e o terraço foi ocupado por restaurantes.
Com a reorganização, o setor de hortifrutigranjeiros, a feira do Paraguai, pescados, carnes, aves e roupas, passaram a ter um mercado novo, hoje conhecido como Mercado Maria Virgínia Leite Franco. Já ao espaço que corresponde ao Mercado Thales Ferraz, foram destinados os doces, queijos e ervas, e criada uma passarela ligando-o ao Antônio Franco. Na visão do historiador Osvaldo Ferreira Neto, essa mudança não retirou a função de abastecer do Mercado Antônio Franco, mas deu a ele uma nova dimensão.
“Ele abastece um pouco com artesanato, ele abastece como atrativo cultural, turístico da nossa capital. Você não tem condições de ver uma pessoa de fora e não trazer no mercado Antônio Franco para conhecer o artesanato, a gastronomia e as nossas belezas culturais e históricas”, afirma.
Essa vocação turística é confirmada no dia a dia por quem apresenta a cidade. Aracajuano, o guia de turismo Arlindo dos Anjos sempre inclui o complexo em seus roteiros. Recentemente, ao conduzir uma família de Osasco (SP) pelo Centro, ele reforçou a relevância histórica do local.
“Os mercados centrais de Aracaju, o Antônio Franco, Thales Ferraz e o Virgínia Leite, são um marco para o turismo e para a cultura de Sergipe, para todo o nosso desenvolvimento cultural, comercial e histórico”, apontou.
A visita foi apreciada pelo grupo paulista composto por Luciana França, Idelma Knop, Luiz Knop e Delano Câmara França. Encantado com a estrutura, Luiz destacou a percepção de vigor da cultura aracajuana.
“Já estou tomando uma boa impressão de desenvolvimento, modernidade, riqueza que se percebe na região, em tudo que você vê. O Mercado também mostra um pouco isso, a produção que se tem e o artesanato”, disse Luiz.
Para o professor Osvaldo Neto, o Antônio Franco é o coração de um complexo de mercados organizados e setorizados, a “sala de estar” da capital sergipana. “Para mim, é o melhor lugar de Aracaju. É uma sala de estar com tudo aquilo que pode oferecer a você. Então, aqui você vai oferecer a boa gastronomia, aqui você vai oferecer o bom artesanato, aqui você vai oferecer boas frutas, e aqui você vai oferecer o que tem de melhor da nossa cidade”, compara o historiador.
Osvaldo menciona a celebração deste centenário como o reconhecimento de um símbolo de transformação constante.
“Admiro muito a cidade de Aracaju ter um espaço como esse, e que possa celebrar mais e mais 100 anos. Eu acho que o centenário do Mercado Antônio Franco representa a celebração de parte da identidade da cultura aracajuana e sergipana”, conclui.
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Frase do Dia
“Você nunca será capaz de experimentar tudo. Então, por favor, faça justiça poética a sua alma e simplesmente experimente a si mesmo”. Albert Camus, filósofo, escritor e dramaturgo.
