Sobre a obrigação da felicidade, o “morrer bem” e o sentido da vida

 

A vida de cada um de nós é a sua obra de arte. Para reflexão no Carnaval alguns parágrafos do livro “O Sentido da Vida”, de Contardo Calligaris.

“A experiência da vida é uma experiência criativa de uma obra de arte. A vida de cada um de nós é a sua obra de arte.”

O texto acima resume bem a reflexão passada pelo livro “O Sentido da Vida” entregue a editora pelo psicanalista, ensaísta e escritor Contardo Calligaris poucos dias antes de sua morte em março de 2021, na luta contra um câncer. Como bem escreveu um crítico literário, “o sentido da vida é um livro para aqueles que se atentam, se arriscam e se aventuram verdadeiramente pela vida. Entregue pelo autor poucos dias antes de sua morte, reúne três textos breves, e muito potentes, sobre a obrigação da felicidade, o “morrer bem” e o sentido da vida.

Algumas passagens do livro para reflexão:

“Uma morte bonita honra uma vida inteira”. Petrarca.

“…O que ficou para mim foi a mesma lição do verso de Petrarca da tia Rosalia: a vida não está acima de tudo, não é o valor absoluto. Tem uma série de coisas que estão acima da vida. Cuidado: isso não implica que a gente tenha que passar a vida se preparando para morrer “bem” ou para fazer “bonito”  na hora da morte.”

“O caráter efêmero da vida é uma coisa que encaramos sozinhos”

“Então, quando o indivíduo se torna realmente um valor maior do que a comunidade, é claro que a morte passa a ser uma experiência solitária e, sem dúvida alguma, aterradora e desesperadora. Por isso o indivíduo moderno – e moderno vale para os últimos duzentos anos – tem uma relação conturbada e atormentada com a transcendência, porque o caráter efêmero da vida é uma coisa que encaramos sozinhos.”

“Boçal é o cara que quer que o outro goze do jeito que ele pensa que é certo.”

“… se tem uma coisa que todos os psicoterapeutas têm comum, é que a especialidade do psicoterapeuta é buscar entender como valorizar a vida concreta sem precisar de uma transcendência. Ou seja, sem recorrer a valores externos à vida concreta do paciente. Sem esse princípio, você não tem psicoterapia; você tem uma forma ou outra de boçalidade. Boçal é o cara que quer que o outro goze do jeito que ele pensa que é certo. Todas as psicoterapias só têm esta ambição: buscar entender como, na vida concreta do paciente, é possível descobrir alguma coisa que a valorize, não fora da vida concreta do paciente, mas nela mesma. É por isso que a terapia acaba sendo um trabalho quase estético, um trabalho de recriação narrativa de uma vida, que dá atenção a vida de tal forma que ela se valoriza…”

 “A vida de cada um de nós é a sua obra de arte”

 “…Então essa época em que tantos ocidentais se debruçam sobre qual é a experiência da arte e do belo é também o momento em qu surge a ideia que eu acabo de vender: a de que a vida é a obra de arte de cada um, a mais importante, a mais valiosa e talvez também a única. A experiência da vida é uma experiência criativa de uma obra de arte. A vida de cada um de nós é a sua obra de arte.”

 Um bom feriadão de Carnaval para todos, com muita serenidade, espiritualidade e motivação para ajudar ao próximo.

E aquele Remendo de Batalhão? Por que o diretor caiu fora? Um Talismã dos Santos. Uma delação premiada acabaria com a pose do tosco herói

E nos bastidores de um reino não tão distante fala-se que um ex-diretor  pode virar um Talismã de todos os Santos se aceitasse uma delação premiada envolvendo um Remendo de Batalhão que não aguenta uma auditoria já que envolve dinheiro público através emendas e mais emendas. Com medo do futuro, sem ter como explicar, Talismã pode delatar. Aliás, é preciso que os conselhos federais de psicologia e fisioterapeuta façam suas partes fiscalizando  se tudo está sendo feito de forma correta. Qual o motivo do Remendo não ter PIX próprio para receber as doações? O reino distante está cheio de falsos profetas, mas este tosco herói o Talismã pode ajudar a desmascará-lo.

Escola SUAS A escola que promoverá cursos permanentes de qualificação técnica para os trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) de Sergipe foi inaugurada nessa quinta-feira, 12, e contou com a participação do governador Fábio Mitidieri. A unidade fica no edifício Maria Feliciana, Centro de Aracaju, e se chamará Escola Estadual do Sistema Único de Assistência Social de Sergipe Núbia Marques.

Escola SUAS II A inauguração da chamada Escola SUAS colocou em evidência as ações voltadas à Assistência Social nos últimos três anos no estado. Em 2023, foi criada a Lei do Sistema Único de Assistência Social em Sergipe, que reestrutura o Conselho Estadual de Assistência Social e o Fundo Estadual de Assistência Social. Outras medidas que merecem destaque no último triênio são a criação do primeiro plano de carreira da assistência social e o primeiro concurso público da área.

Ricardo Vasconcelos critica entraves em direitos de lavra, defende responsabilidade fiscal no Forró Caju e destaca ações em Aracaju O presidente da Câmara Municipal de Aracaju, vereador Ricardo Vasconcelos (PSD), fez um pronunciamento abrangente abordando temas que vão desde entraves federais que impactam a economia sergipana até ações locais da Prefeitura, além de comentar sobre o Forró Caju e recentes acontecimentos na capital.

Críticas à liberação de direitos de lavra em Sergipe Ricardo afirmou que sempre pauta sua atuação em questões de interesse local, destacando que seu foco é Aracaju e os impactos diretos sobre o estado de Sergipe. Ele chamou atenção para o que classificou como “irresponsabilidade” e “incompetência” do Governo Federal na liberação de requerimentos para direito de lavra, autorizações que permitem a exploração legal do subsolo.

Demora da Agência Nacional Segundo o parlamentar, a demora da Agência Nacional responsável pela análise desses pedidos tem travado matrículas e impedido a realização de leilões para exploração mineral. Com isso, trabalhadores e empresários deixam de gerar emprego e renda. Ele citou casos de municípios como Itaporanga, Santo Amaro, Pedra Branca, Moita Bonita, Itabaiana, São Cristóvão, Estância e Aracaju, onde empresas estariam fechando por falta de renovação ou liberação das autorizações. Em um dos exemplos, afirmou que cerca de 20 trabalhadores podem perder seus empregos em um único empreendimento. Ricardo fez um apelo para que deputados federais e senadores de Sergipe pressionem a agência responsável para destravar os processos. “São trabalhadores que querem produzir, gerar emprego e movimentar a economia. Não podemos sacrificar ainda mais um estado já tão carente”, declarou.

 Reconhecimento a categorias e ações da Prefeitura O presidente da Câmara também parabenizou categorias do município que conquistaram avanços recentes, ressaltando que as melhorias são fruto da atuação conjunta dos vereadores e do Executivo municipal. Ele citou a prefeita Emília Corrêa (PL), destacando que os resultados são fruto do diálogo entre os poderes. “É gratificante ver o trabalhador ganhando mais e tendo reconhecimento. A vitória é coletiva”, afirmou.

 Obras de drenagem e prevenção a enchentes Outro ponto destacado foi o trabalho preventivo de drenagem na cidade. Ricardo elogiou as ações realizadas em bairros como Zona de Expansão, Jardins, Lamarão, Santa Maria, Centro e Grageru, mencionando a utilização de caminhões com equipamentos de sucção para limpeza da rede. Segundo ele, a expectativa é de que Aracaju enfrente menos problemas de alagamento neste ano. “A prevenção é fundamental para evitar que famílias percam móveis e eletrodomésticos como já vimos acontecer em anos anteriores”, disse.

 Cobrança por manutenção da Orla O parlamentar ainda reforçou a necessidade de manutenção contínua da Orla de Atalaia, considerada cartão-postal da cidade. Ele mencionou a importância de cuidar do piso, bancos e demais estruturas, defendendo atenção especial aos espaços públicos que recebem moradores e turistas.

 Debate sobre cachês e Forró Caju  Por fim, Ricardo esclareceu declarações recentes sobre o Forró Caju. Ele afirmou não ser contra a realização da festa, mas defendeu responsabilidade fiscal diante do que considera aumento abusivo nos cachês de artistas. Segundo o vereador, enquanto a inflação oficial gira em torno de 5%, alguns cachês teriam sido reajustados em até 40% ou 50%. Ele relembrou que, no ano passado, já havia questionado valores superiores a R$ 1 milhão para determinadas atrações.

Prudência “Entre gastar com algo mais importante para o município e aceitar valores tão elevados, eu defendo prudência. Se houver patrocínio, é diferente. Mas com recurso público, precisamos ter limite”, afirmou. Ricardo reforçou que deseja um Forró Caju forte e à altura das expectativas da população, mas sem comprometer as finanças do município. O vereador encerrou reafirmando seu compromisso com Aracaju e com a fiscalização responsável dos recursos públicos.

Aprovação O Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb de Aracaju (Cacs-Fundeb) aprovou, por maioria absoluta, a prestação de contas da execução dos recursos do Fundeb pela Secretaria Municipal da Educação (Semed), relativa ao 6º bimestre de 2025 (novembro e dezembro) e ao parecer conclusivo do exercício financeiro do ano. Durante a reunião, os conselheiros realizaram uma análise técnica e detalhada dos dados financeiros, demonstrativos e relatórios de execução. Ao final, reconheceram que a gestão dos recursos da educação municipal foi conduzida com responsabilidade fiscal, observância à legalidade e alinhamento ao interesse público, assegurando transparência e efetividade na aplicação dos recursos.

2ª edição do Programa Reduzindo Filas em Lagarto Na quinta-feira, 12, a Prefeitura de Lagarto, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou a 2ª edição do Programa Reduzindo Filas, na Clínica de Saúde da Família Dr. Davi Marcos de Lima, localizada no conjunto Albano Franco. Dando sequência ao programa, que é permanente, mais uma localidade foi beneficiada com a força-tarefa que tem o objetivo de ampliar o acesso da população aos serviços especializados e garantir maior agilidade e eficiência no atendimento.

Filas de pacientes de 2020 a 2024 A ação tem contribuído para diminuir filas de pacientes que aguardavam, desde 2020, 2022, 2023 e 2024, por consulta e exame de oftalmologia, caracterizando demanda reprimida. Durante a ação, foram ofertados serviços de ultrassonografia, atendimento oftalmológico e exames de eletrocardiograma (ECG). Ao todo, 50 pessoas foram chamadas para exames de ECG, 50 para atendimento oftalmológico, e 89 pessoas já realizaram ultrassom até o momento.

Elevado volume de demandas reprimidas A iniciativa foi pensada com o intuito de enfrentar o elevado volume de demandas reprimidas na rede municipal de saúde, reduzir o tempo de espera, otimizar a capacidade da rede municipal e assegurar um cuidado mais humanizado, resolutivo e de qualidade à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). “Saúde não pode esperar. Estamos reorganizando os fluxos, ampliando a capacidade de atendimento e levando ações concentradas para as localidades com maior demanda. O Reduzindo Filas é um programa permanente, que já passou pelo povoado Brasília e seguirá avançando para outras regiões do município”, destacou o prefeito Sérgio Reis.

RecapeAju A Prefeitura de Aracaju, por meio da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), já aplicou mais de 100 toneladas de Concreto Asfáltico Usinado a Quente (CAUQ) no conjunto Orlando Dantas, localizado no bairro São Conrado de Araújo, como parte das ações do programa RecapeAju. Desde o final de 2025, mais de 20 ruas da localidade foram contempladas com serviços de recapeamento asfáltico no local, promovendo melhorias na mobilidade e na qualidade de vida dos moradores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Band Folia: Rodrigo Alves encontra Betinho e destaca detalhes da transmissão do Carnaval de Salvador O repórter, apresentador do Alô Alô Sergipe Band e CEO da RA Assessoria de Imprensa e Marketing, Rodrigo Alves, esteve em Salvador com o apresentador Betinho, um dos maiores ícones da cobertura do Carnaval da Bahia. A conversa antecede o início do Band Folia, uma das transmissões carnavalescas mais tradicionais e relevantes do país. A cobertura do Band Folia começa na quinta-feira, dia 12, com exibição pela TV Band. Sob o comando de Betinho, ao lado de Patrícia Maldonado e Pâmela Lucciola, a transmissão mostrará as apresentações dos artistas nos trios elétricos que passam em frente ao Camarote Planeta Band, no Circuito Barra-Ondina, um dos principais palcos do Carnaval de Salvador.

Marca histórica Em 2026, a Band celebra uma marca histórica para a cultura nacional: os 110 anos do samba. Além da folia baiana, entre os dias 12 e 17 de fevereiro, o Band Folia também exibirá o desfile da Série Ouro do Rio de Janeiro, apresentado por João Paulo Vergueiro, e, pela primeira vez, o desfile das escolas de samba do Grupo de Acesso I de São Paulo, com apresentação dos jornalistas Joel Datena e Sheila Magalhães. Leo Dias e Thiago Pasqualotto também confirmaram participação especial, apresentando o programa Melhor da Tarde diretamente de Salvador.

Projeto e conexão Rodrigo Alves ressaltou a importância do projeto e a conexão com o público sergipano. “O Band Folia é icônico, e nós fizemos o esquenta em Aracaju com a cobertura do Pré-Caju e a apresentação do Alô Alô Sergipe Band Verão, celebrando a Axé Music. Uma semana antes de Betinho entregar três Troféus Band Folia no Carnatal, em Natal-Rio Grande do Norte, para Claudia Leitte, eu a entrevistei, meio que ‘profetizando’ que ela era forte candidata aos prêmios. A música Plugin da Bagaceira e o álbum Especiarias estavam incríveis. Nossa entrevista ultrapassou a marca de 100 mil visualizações, um número muito importante para Sergipe. Betinho é inspiração para todos nós que cobrimos carnaval”, destacou.

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OPINIÃO

 

 

 

 

 

 

 

Maestro Guilherme Mannis se despede da Orquestra Sinfônica de Sergipe deixando legado de excelência e projeção nacional    

Por Pascoal Maynard*

A Orquestra Sinfônica de Sergipe vive um momento de emoção e reconhecimento ao se despedir do maestro Guilherme Mannis, cuja trajetória à frente da instituição foi marcada por compromisso artístico, ousadia programática e profunda dedicação à formação de público. Sua passagem pela ORSSE consolidou uma fase de amadurecimento musical, expansão de repertório e diálogo constante com grandes nomes da música brasileira e internacional.

Desde o início de sua gestão, Mannis imprimiu uma identidade clara à orquestra: rigor técnico aliado à sensibilidade interpretativa. Sob sua batuta, a ORSSE ampliou horizontes estéticos, transitando com naturalidade entre o grande repertório sinfônico, a música contemporânea, produções temáticas e projetos de valorização da música brasileira.

Entre os momentos memoráveis dessa trajetória, destacam-se concertos que reuniram convidados de projeção nacional e internacional, fortalecendo o intercâmbio artístico e elevando o patamar da orquestra. A presença de solistas brasileiros consagrados proporcionou ao público sergipano experiências marcantes, reafirmando a ORSSE como polo cultural de relevância no Nordeste. Pianistas, violinistas, cantores líricos e regentes convidados trouxeram interpretações de alto nível, ampliando o diálogo da orquestra com diferentes escolas e tradições musicais.

Sob a liderança de Mannis, a OSS também se destacou em concertos temáticos e séries especiais, incluindo apresentações dedicadas a compositores como Beethoven, Tchaikovsky e Villa-Lobos, além de programas voltados à música latino-americana e à produção contemporânea

Para mim, essa despedida carrega também um significado profundamente pessoal. Acompanhei de perto a trajetória da Orquestra Sinfônica de Sergipe desde os seus primeiros passos, quando exerci os cargos de Chefe de Gabinete da Secretaria de Cultura e Diretor do Teatro Tobias Barreto, na gestão do secretário José Carlos Teixeira — cuja determinação e visão foram decisivas para a criação da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Vivi aquele momento histórico de construção institucional, de enfrentamento de desafios e de consolidação de um sonho coletivo que hoje se traduz em realidade cultural para o nosso Estado.

A despedida de Guilherme Mannis não representa um fim, mas a celebração de um ciclo de crescimento e transformação. Seu legado permanece na sonoridade refinada da orquestra, na memória afetiva do público e na trajetória de cada músico que compartilhou o palco sob sua condução.

Sergipe agradece ao maestro por sua entrega, visão artística e paixão pela música. E eu, particularmente, agradeço por ter sido testemunha de mais um capítulo importante dessa história — uma história iniciada com coragem e determinação e que segue sendo escrita com talento, disciplina e, acima de tudo, amor à arte.

 

*Pascoal Maynard é jornalista, documentarista  e produtor cultural. Atualmente exerce o cargo de Assessor Especial da Funcap, Presidente do Conselho Estadual de Cultura e apresentador do programa Expressão na Aperipê TV.

 

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