Coitado do Mito!

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Fala a prece distante: “Cada dia com sua agonia”.

Sem qualquer “desagonia”, gorjeiam alguns cronistas paroquiais que o Presidente Bolsonaro está abandonado em Sergipe, agoniado sem arrimo de eventuais apoios, na próxima campanha eleitoral.

Bolsonaro, dizem eles não sei de donde, que o Mito irá perder, mas irá perder em Sergipe, o Estado mais uma vez ficando de fora, balindo a sua alegria na cauda nordestina, porque ai reside sua importância de não balançar o canídeo.

Porque é uma triste sina canina, a de abanar o resto do rabo, mesmo raspado no toco, podado por estética e maldade, como acontece ainda a muitos cachorros boxers ou pinscher, os maiores latindo pouco, mordendo menos em sua cara feia a ensejar pouco medo, e os pequenos, os pinscher, valendo mais que o próprio peso, no sopesar da importância que crê e pensa. se impor aos demais dogs.

Mas, em latidos de cachorro grande, no canil e no Brasil, não vale quem posa na rabeira, como é bem comum nos apicuns.

Porque Sergipe nesse enredo, reza pior que os Aêdos, coros da grega tragédia, sem dar no couro, nem se fazer presente, ou de grego também, posar brinquedo, de quem se leva a sério, repete para si, e só para si, somente: “que adianta ganhar em qualquer lugar, ou em todo lugar, e aqui não levar o belo cocar Surubi?”

Por acaso vige em nós uma triste sina Aperipê, mucuim malsina, de Serigy ou Surubim, que vencidos o foram, em batalhas renhidas, sem se renderem jamais e ainda?

Ou teimamos em dar o fora, simplesmente, perdendo sempre, e peleando por pelejar, sem nunca ganhar, por melhor cacófato, arreganhar, raganhar ou arraganhar, apostando no cavalo azarado chotão, isso a cada eleição?

Como dizia o Barão de Coubertin, o idealizador dos Jogos Olímpicos Modernos: “o importante não é ganhar, mas competir”.

E Sergipe compete! Jamais se vitoria, mas compete! Já competiu até com um candidato “Marronzinho”.

E nessa competição de gente grande já estão os cavalos se perfilando na corrida: no PSDB, da esquerda rosa, dita “Fabiana” que eu nunca soubera que existia, estão o Governador João Doria, de São Paulo, Eduardo Leite do Rio Grande e o amazônida Artur Virgílio, se arranhando em prévias eivadas de dúvidas.

Na esquerda rubra em auras perdidas de Brizola, vem Ciro, o Gomes de Sobral no Ceará, mais uma vez.

Em novidade agora, está o ex-magistrado Sergio Moro, que dizem não rubro, nem enrubescido do que fez, ou do que não fez, mas que já vem pousando lesto, querendo espaço no noticiário.

Na mídia mesmo, contudo, só existem dois cavalos com chance de prêmio: o primeiro é Lula, o ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem, justo ou não, não lhe cabe falso o detalhe: ser ex-muita-coisa, ex-operário, e até ex-presidiário, por que não?, a suscitar explicação, muita lágrima, por regozijo ou comiseração.

E o segundo é Bolsonaro, aquele que é xingado à exaustão, como nunca dantes em terra pátria: genocida!

Tão genocida, que ninguém antes viu carrasco maior, aqui e alhures!

Tanto que em Sergipe, não há quem o queira seguir nem lhe dar guarida.

E assim está o formador de opinião babando sua alegria.

“Bolsonaro vai perder!” Em Sergipe!

Segundo estes, no “país do forró”, o Mito não está só “fumido”, como mal pago também!

Aqui não adianta se agoniar, nem fazer Motociata!

Coitado do Mito!

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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