Como gerenciamos a nossa desonestidade

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“O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.” Cláudio Abramo.

Texto de Cláudio Garcia (vice-presidente executivo de estratégia e desenvolvimento corporativo da Consultoria LHH, baseado em Nova York), publicado no jornal Valor Econômico.

As revelações recentes da Polícia Federal sobre o envolvimento de dezenas de políticos brasileiros, incluindo o Presidente da República e do

 Senado, vêm carregadas de comoção, mesmo após tantas evidências do modelo predominante de financiamento político (e pessoal) revelado inicialmente pelo mensalão e depois pela Operação Lava-Jato.

O que pouco se discute é que as pessoas envolvidas nesses grandes esquemas de corrupção são um ponto fora da curva mesmo em uma sociedade como a brasileira. Muitos podem achar que estou falando do jeitinho brasileiro, mas pesquisas mostram que a questão é muito mais profunda e inerente a natureza humana.

A pesquisa "(Dis)Honesty: A Combination of Internal and External Reward" de Nina Mazar, Dan Ariely e On Amir mostra exatamente como isso ocorre. No levantamento, três grupos foram separados para responder um questionário em um determinado tempo. Ele foi elaborado para que apenas um número específico de perguntas fossem respondidas, e os participantes receberam uma quantia monetária pré-definida por questão resolvida.

No primeiro grupo, o "fiscal" da prova checaria todas as questões e pagaria o valor correspondente. No segundo grupo, o participante recebia as respostas, checava quantas acertava e relatava para o fiscal, que o pagava e guardava sua prova (sem checar). Em um terceiro grupo, o participante fazia o mesmo do segundo grupo mas triturava sua prova e só entregava a folha com os resultados que ele mesmo tinha checado. Ou seja, no primeiro grupo era impossível mentir, mas nos outros grupos se tornava mais fácil mentir os resultados. De fato, isso aconteceu. Quando possível, a maioria dos participantes mentiu aumentou em média 20% os resultados possíveis de serem alcançados.

Dois insights podem ser tirados dessa pesquisa (e confirmado por outras). O primeiro é que a maioria das pessoas mente, mas somente um pouco. Um exemplo do que representam essas pequenas mentiras na vida real: segundo o órgão equivalente à Receita Federal nos Estados Unidos, em torno de US$ 350 bilhões são perdidos anualmente no país por pequenas omissões de ganhos e falsos aumentos de deduções. Muito mais do que muitos exemplos de corrupção.

O segundo insight é que mesmo mudando a experiência em cada grupo para que se tornasse mais fácil mentir e não ser pego, os participantes não aumentaram a média das suas mentiras (ficando em torno dos 20%). É como se os participantes tivessem mecanismos internos que não os autorizassem a mentir além de um determinado montante aceitável, que permitiam manter sua auto-estima com honesto.

Outras pesquisas mostram que esse montante aceitável é móvel. Arthur Belman e outros pesquisadores, em um experimento, instruíram crianças a só pegar um doce em um local cheio de gostosuras no Halloween. As crianças que tinham que dizer seu nome e endereço e aquelas que se olhavam em um espelho quando pegavam o doce transgrediram muito menos que as outras. Estimular a auto-consciência de fato reduz a mentira.

Mas, qual o limite do honesto, quando se vive em uma sociedade permissiva em relação aos desonestos? Os exemplos e as práticas sociais têm o poder de aumentar o que é aceitável. O custo econômico, obviamente, é muito maior. O jeitinho brasileiro potencializa uma característica intrinsecamente humana e reforça o aparecimento de mais pontos fora f da curva como os nossos políticos envolvidos em corrupção.

Ainda conhecemos pouco a natureza do ser humano e não entendemos de fato o seu impacto em nossas organizações. Gerimos como se a desonestidade fosse a exceção que precisamos inibir. O que priorizamos nas nossas organizações é como desenvolvemos as relações com empregados, fornecedores, clientes e outros stakeholders, que têm o poder de aumentar ou diminuir o quanto de desonestidade queremos no ambiente organizacional.

Quando as práticas que predominam nas organizações não acolhem o erro, excluem o diferente, reforçam comportamentos semelhantes, promovem por afinidade em detrimento da performance, elas estão pedindo aos indivíduos que sejam desonestos não só para serem recompensados mas para proteger suas rendas e empregos (em tempos de crise isso se agrava). O custo disso é oculto mas é bem alto e impacta muito além das organizações.

Em uma época onde se tem revelado a verdadeira essência de muitas empresas ao nosso redor, temos, como líderes e gestores, a opção de investir na consciência de nossas práticas empresariais se de fato estivermos comprometidos em mudar a realidade. As práticas de gestão que herdamos das gerações anteriores podem estar desatualizadas e conduzir indivíduos a piorarem o estado geral de uma sociedade, devido a elementos inatos à sua natureza.

“Tenho grupo e meu candidato ao governo é Eduardo Amorim”
O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (PR), esclarece que em momento algum confirmou apoio ao nome de Ricardo Franco para governador em 2018. Explicou que durante a  solenidade de inauguração conversava com o pai de Ricardo, Albano Franco quando esse o perguntou se votava no filho. "Respondi que meu candidato a governador de Sergipe será o senador Eduardo Amorim (PSC). Que, sou um político de grupo e só haveria uma possibilidade de votar no Ricardo:  Se ele fosse o indicado pelo senador e pelo seu grupo"

Balanço mandato
O deputado estadual Luciano Pimentel, PSB, ao termino do período legislativo desde ano, considerou o mandato positivo. Ao todo, Luciano Pimentel apresentou neste ano 166 propostas, contra 115 do ano de 2015. Isso representa um crescimento superior a 44% em relação ao quantitativo do ano passado.

Proposituras
As proposições foram assim distribuídas: quatro projetos de lei, três projetos de resoluções, 11 indicações e 148 requerimentos. Além disso, como titular de algumas Comissões Temáticas, ele foi relator de cerca de 40 projetos que foram apresentados na Casa.

Remanejamento
A deputada estadual Maria Mendonça (PP) se posicionou contrária ao Projeto de Lei, de autoria do Executivo, que prevê o remanejamento de recursos de algumas obras elencadas no Proinvest para serem aplicados em outras. “O meu posicionamento é contrário, considerando que o Proinvest foi aprovado há três anos e as obras já deveriam estar concluídas ou, pelo menos, em andamento”, afirmou Maria.

Sem informações
“A Assembleia aprovou, no dia 4 de novembro passado, um Requerimento de nossa autoria, convidando auxiliares do Governo para que, em plenário, explicassem aos parlamentares e à sociedade sergipana como vêm sendo aplicado os R$ 567 milhões tomados de empréstimo ao Tesouro Nacional e que, segundo o Governo, seriam utilizados para a execução de cerca de 30 obras estruturantes em várias partes do Estado. “Até agora, não obtivemos resposta”, ressaltando que regimentalmente, o prazo para os esclarecimentos expirou “e até hoje não nos foi dada nenhuma informação”.

Apelo
Ela aproveitou para apelar à presidência da Casa no sentido de fazer valer a decisão do Parlamento. “Eu apenas reivindiquei as informações, mas a propositura foi aprovada por todos os membros da Assembleia”, argumentou a deputada, observando que o Proinvest foi aprovado em 2013, depois de grande polêmica, mas até agora quase nada aconteceu.

Monitoramento seca
Em Sergipe, a pouca significância das chuvas registradas no mês de novembro contribuiu para o agravamento na severidade da seca em todo o 

Mapa validado para novembro/2016.(Fonte: Monitor de Secas)

Estado, a exemplo da expansão (para leste) das áreas S3 (seca Extrema) e S4 (seca Excepcional). Com isso, a estreita faixa de seca Grave (S2), identificada nos meses anteriores, deixou de existir, sendo substituída pela seca de intensidade Extrema (S3). Em relação aos impactos, estes ainda se mantiveram de curto prazo (C), na faixa da zona da mata e litoral e, de curto e longo prazo (CL), nas demais áreas do Estado.

Estágios de Seca
Seca Fraca: Entrando em seca: veranico de curto prazo diminuindo plantio, crescimento de culturas ou pastagem. Saindo de seca: alguns déficits hídricos prolongados, pastagens ou culturas não completamente recuperadas.Seca Moderada: Alguns danos às culturas, pastagens; córregos, reservatórios ou poços com níveis baixos, algumas faltas de água em desenvolvimento ou iminentes; restrições voluntárias de uso de água solicitadas.

Estágios da Seca II
Seca Grave: Perdas de cultura ou pastagens prováveis; escassez de água comuns; restrições de água impostas.Seca Extrema: Grandes perdas de culturas / pastagem; escassez de água generalizada ou restrições.Seca Excepcional: Perdas de cultura / pastagem excepcionais e generalizadas; escassez de água nos reservatórios, córregos e poços de água, criando situações de emergência.Estágios de seca, ou categorias, as quais definem a intensidade de seca no mapa do Monitor. Fonte: Adaptado do National Drought Mitigation Center, Lincoln, Nebraska, U.S. Para mais informações consultar http://www.monitordesecas.ana.gov.br/

PELO TWITTER

www.twitter.com/anterogreco  Não acredite em tudo sem questionar. Desconfie, avalie, observe, duvide. Tem muita gente interessada em te enganar. A realidade é complexa.

www.twitter.com/minc_rj  Não te convidaram para esta festa pobre. Os homens armaram pra te entreter. Suas piscinas estão cheias de Ratos, suas tramóias comem os fatos.

www.twitter.com/marcelorubens  Sou do tempo em que nem sabíamos os nomes dos ministros do STF. Agora eles têm torcida, adversários, brigam entre si. Virou um campeonato.

www.twitter.com/ConradoJunior  Malafaia entendeu tudo errado. Era para lavar os pés e não lavar dinheiro.

www.twitter.com/WilliamFonseca  Eu capturo as coisas do dia e transformo em palavras. Quem observa de longe acaba enxergando melhor que eu mesmo.

www.twitter.com/revinhogama   Deu um trabalhão, mas as livrarias do país conseguiram pôr a Constituição Brasileira na estante certa: Agora é ficção.

CONVOCAÇÃO –  SERGIPEPREVIDÊNCIA CONVOCA APOSENTADOS E PENSIONISTAS QUE NÃO ATUALIZARAM DADOS NO CENSO FUNCIONAL 2016

O SERGIPEPREVIDÊNCIA, convoca os aposentados e pensionistas que não realizaram do Censo Funcional 2016, para comparecerem à sede do Instituto, localizado na Praça da Bandeira, n° 48, bairro São José, até o dia 15/01/2017.

Ressaltamos que, o não comparecimento dentro deste prazo, resultará no bloqueio do pagamento do benefício, até que seja regularizada a situação, conforme estabelece Artigo 12, § 3 do Decreto 30.232, de 19 de maio de 2016.

A lista dos convocados encontra-se disponível, no Diário Oficial N° 27.599 de 16 de dezembro de 2016 e no site www.sergipeprevidencia.se.gov.br.

O beneficiário deve estar portado dos documentos originais e cópias, abaixo:

Documento de identificação com foto, com validade em todo o território nacional (Carteira de Identidade ou Carteira de Habilitação ou Carteira Profissional emitida por órgão de regulamentação profissional);
Cadastro de Pessoa Física – CPF;
Certidão de casamento ou declaração judicial ou do(a) próprio(a) segurado(a) sobre a existência de união estável registrada em cartório, se for o caso;
Comprovante de residência em nome do(a) segurado(a) (conta de água, luz ou telefone de um dos últimos três meses) ou, na falta deste, declaração de residência;
Comprovante de inscrição no PIS (Programa de Integração Social) ou PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) ou NIT (Número de Inscrição do Trabalhador);
Certidão de nascimento dos filhos menores de 18 (dezoito) anos, dos filhos com idade entre 18 (dezoito) e 21 (vinte e um) anos, se aluno de ensino superior e sem rendimentos, e dos filhos maiores de 18 anos, se for definitivamente incapaz;
Laudo médico atestando a incapacidade do filho maior julgado definitivamente incapaz;
Termo de Tutela dos tutelados menores de 18 (dezoito) anos e dos tutelados com idade entre 18 (dezoito) e 21 (vinte e um) anos, se aluno de ensino superior e sem rendimentos;
Cadastro de Pessoa Física dos dependentes previdenciários inscritos.
Comprovante de Rendimento.

NOTA DE REPÚDIO  – AUD-TCE/SE E DO SINDICONTAS/SE

A Associação dos Auditores de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe – AUD-TCE/SE e o Sindicato dos Servidores Efetivos do Quadro Permanente do TCE/SE – SINDICONTAS, diante da manifesta incompatibilidade entre fala e ação de agentes públicos que têm feito uso do espaço midiático para se mostrarem contrários a práticas de atos não republicanos, vêm tornar pública a verdadeira face do cenário atual do Tribunal de Contas de Sergipe, ao tempo em que vêm clamar por providências urgentes a serem tomadas pela presidência do órgão:

1.  Em sentido contrário ao que impõe a Constituição Federal e diferente do que vem sendo pregado por alguns, o TCE/SE mantém 188 cargos em comissão sem vínculo com a Administração Pública, quantitativo superior ao número de cargos em comissão sem vínculo do TJ/SE, que atua em todo o Estado de Sergipe, em comarcas e distritos judiciários. Quantitativo quase cinco vezes superior ao do TCE/PE, que se limita a 54 cargos em comissão sem vínculo. É importante esclarecer que há, hoje, na área fim do TCE/SE, 161 cargos públicos providos.

1.1 Para manter esse excessivo número de comissionados num único prédio, o TCE/SE paga mensalmente por isso a quantia de R$ 1.164.026,60, conforme dados do mês de novembro de 2016, o que representa 20,0% do total da folha de pagamento, enquanto o TJ/SE compromete 3,9% da despesa total de pessoal com cargos em comissão sem vínculo, percentual mais de 5 vezes menor do que o TCE/SE. Não houve, na atual gestão, ao contrário do que vem sendo dito, mudança significativa da situação anterior. Para desmistificar isso, basta acompanhar as publicações do Diário Oficial Eletrônico do TCE/SE (http://www.tce.se.gov.br), que, quase que diariamente, traz novas nomeações para todos os setores do Tribunal, indistintamente.

2. O TCE/SE, ao contrário do que vem sendo propagado, mantém 51 servidores cedidos por outros órgãos da Administração Pública, gerando um gasto mensal para o povo sergipano no valor de R$ 329.766,14, conforme dados disponibilizados no Portal da Transferência, referentes ao mês de novembro de 2016.  É preciso que a sociedade acompanhe isso, inclusive quanto aos valores que eles recebem por seus órgãos de origem, pois esse valor divulgado apenas se refere ao valor desembolsado pelo Tribunal de Contas, a título de complementação.

3. O custo mensal, desproporcional e desarrazoado com esses servidores sem vínculo com o TCE/SE, que não atuam na área fim do Tribunal, é o que tem contribuído para o desestímulo, como nunca visto antes, dos servidores que atuam na área de auditoria, por presenciarem a concessão de privilégios a agentes públicos, numa clara falta de sintonia com o interesse público.

4. Como ordenador de despesa e responsável por manter os atos de gestão em conformidade com o ordenamento jurídico vigente, rogamos ao Presidente do TCE/SE, conselheiro Clóvis Barbosa de Melo, que:

4.1) reveja os atos de nomeação de cargos em comissão, principalmente no que tange ao real quantitativo (proporcionalidade) e rol de atribuições (direção, chefia e assessoramento),  compatibilizando-as com o texto da CF/88, que preconiza ser a lei o instrumento idôneo para se criar cargo público.

4.2) devolva aos seus órgãos de origem os servidores cedidos que se encontram fora do permissivo constitucional e legal, para que possam prestar serviços nas suas respectivas áreas de atuação (saúde, educação, segurança pública).

Assim agindo, o conselheiro Clóvis Barbosa de Melo, idealizador de uma gestão transparente, reconheça-se, estará evitando a malversação de recursos públicos e contribuindo, de fato, com a boa aplicação deles, garantido a regular prestação dos serviços públicos, beneficiando, verdadeiramente, o Tribunal de Contas do Estado de Sergipe e o povo sergipano, que acredita nesse processo de transformação iniciado.

Os contribuintes sergipanos não aceitam mais o discurso do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Aracaju/SE, 12 de dezembro de 2016.

Associação dos Auditores de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe – AUD-TCE/SE
Sindicato dos Servidores Efetivos do Quadro Permanente do TCE/SE – SINDICONTAS

NOTA PÚBLICA –  Sobre a paralisação dos Peritos Criminais do Estado

O secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, João Augusto Gama, vem a público informar que considera precipitada e sem fundamento a paralisação de 48h realizada pelos Peritos Criminais do Governo do Estado na última semana. Os agentes cobram um canal de diálogo aberto com o Governo, porém, o diálogo com Sindicatos, seja qual for a categoria, sempre esteve aberto na atual gestão do Governo Estadual.

Com relação aos Peritos Criminais, os mesmos já foram atendidos pelo Governador Jackson Barreto e pelo secretário da Segurança Pública, João Batista, e mais recentemente pelo secretário Gama, no último dia 30 de novembro. Na ocasião, Gama ouviu as reivindicações da categoria e deixou previamente agendado um novo encontro por volta do dia 20 de dezembro, após o processamento da folha do 13º Salário. Nesse encontro será apresentado o estudo de impacto da categoria, conforme pedido por meio de ofício protocolado pelo Sindicado no dia 06 de dezembro.

O secretário lembra também, assim como destacado pelo Governador Jackson Barreto em recente entrevista no rádio, que esses servidores estão em estágio probatório (que é de três anos) nos seus cargos públicos, uma vez que o trabalho efetivo desses novos peritos iniciou entre 2015 e 2016. Gama destaca ainda que os dias não trabalhados serão descontados do salário desses servidores.

Blog no twitter: http://www.twitter.com/BlogClaudioNun

Frase do Dia
“Partilhe o seu conhecimento. É uma das maneiras de atingir a imortalidade.” Thubten Gyatso  (13º Dalai Lama do Tibete), líder religioso tibetano, morreu em 17 de Dezembro de 1933 (n. 1876).

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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