Como você está cuidando da sua “máquina”?

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Amigo, como anda o relacionamento com a sua máquina, digo, com o seu corpo.

 

É! Com seu corpo, aquele que hospeda a sua alma, lembra-se dele?

 

Você lhe tem dado atenção? Como você o tem tratado? Você está cuidando bem dele?

 

Você sabe que é no presente que deverá preservá-lo para não sofrer muito no futuro? Ou seja, é muito melhor agir preventivamente hoje do que socorrer atabalhoadamente amanhã? Então, o que tem sido feito? De sã consciência, você já pensou nisso?

 

Você tem dado o devido valor a essas pequenas coisas, digamos sem muita importância?

 

Para iniciar, vejamos pequenos e elementares detalhes: você já olhou para você mesmo? Pelo menos uma vez na vida você parou para olhar com carinho, por exemplo, para os seus pés?

 

Já? Ótimo. E qual foi a sensação? Foi o que você esperava? Afinal, os pés são os pés, não é mesmo?

 

Mas, atenção: aqueles são pés especiais, são os seus pés, úteis; levam e trazem você, mantendo-o ereto; são a sua base. Com eles você anda, joga bola, corre, nada, dança…

 

Pois bem, pelo menos uma vez na vida você conversou com eles? Já agradeceu a maravilha que eles representam em sua vida?

 

E suas pernas? Tão importantes, não são mesmo? Juntamente com o restante do corpo formam um estrutura indispensável na sua vida. Seus órgãos genitais, reprodutores da vida.

 

Os intestinos, sim, os seus intestinos, você sabia que os tem? Intestino grosso e intestino delgado. Estranho, não? “Poxa”! Eu tenho isto, é? Tem. Pode até ainda não ter percebido. Mas, eles estão lá. Certamente que no corre-corre do dia-a-dia, com tantas coisas para pensar você nunca tenha refletido sobre eles, só os percebendo através de sintomas – dores, desconfortos – causadas pelos empachamentos provocados pelos excessos. Mas, aí você só percebeu os incômodos não entendeu e nem fez questão de entender os trabalhos que acontecem com esta máquina maravilhosa.

 

E os pulmões, os rins, o coração, você já parou e fez uma reflexão de como eles são importantes na sua vida? Como são essenciais, heim?

 

Os pulmões purificadores do ar que respiramos essencialíssimo nesta função vital.

 

Os rins, filtros maravilhosos que lavam todos os nossos exageros e sujeiras.

 

Coração, sede da emoção, da sensibilidade, do amor e da vida.

 

Mas, não é só. Pare um pouco perceba o seu rosto: boca, nariz, olhos, orelhas, cabelo, tudo tão bem elaborado, tão bem colocado.

 

Você sabia que é proprietário de uma das máquinas mais perfeitas que existem no mundo?

 

E, o seu cérebro. Ih! Amigo, temos tantas coisas boas, que falar de todas demandaria muito tempo e espaço.

 

Deixo somente a provocação: pense em cada uma, da importância, da localização, da grandiosa utilidade…

 

Pense com honestidade. Você sabia que era tão rico? Que tinha tudo isso? Pare um momento bata um papo com você mesmo, converse com o seu corpo… Isso vai elevar a sua auto-estima e lembrá-lo: você tem que cuidar de você mesmo.

 

Agindo e, às vezes, evitando agir. Fazendo esta reflexão, com certeza você ponderará na hora de cometer certos absurdos com esse maravilhoso conjunto de órgãos que guarnecem a sua vida.

 

Por exemplo: vamos imaginar fim de semana, uma feijoada na casa de um amigo. Tudo ali começa cedo. Primeiro uma bebidinha: cerveja, whisky, ou cachaça, isso só para abrir o apetite.

 

Porém não se bebe sem um tira-gosto. Então, que tal lingüiça com farofa? Ótimo. Mas, pode ser também uma carne frita, um caranguejo ou ainda outro marisco. Vai bem, né? Então, desce um… Desce dois e blá blá blá blá blá blá… E lá vai. Tudo aquilo descendo e sendo armazenado dentro de um saco e várias ramificações, um intricado labirinto…

 

Ei! ‘Se preocupa não’. Isto aí é só para iniciar a jornada. Daqui a pouco a feijoada está pronta. Ah! Ia esquecendo o churrasco. Ele também já está “esturricando” no braseiro. Você já está entupido de lingüiça com farofa, carne e peixe fritos, caranguejo, ostra, lambreta, siri, camarão…

 

Mas, sempre tem uma “vaguinha”. Feijoada pronta reinicia-se o “sacrifício”, quer dizer, a agressão: churrasco, feijoada, couve mineira, torresmo, farinha, gordura, pimenta, cachaça,

Cerveja e, para rebater uma ingênua laranjinha e uma sobremesa. Que tal um doce de leite, um pudim ou musse… “Experimenta este musse, é criação de minha patroa é irresistível…

 

E você “sacode” tudo para dentro. Nem imagina a trabalheira que vai dar para os intestinos digerirem aquilo. Joga tudo dentro do “saco”, dentro do seu corpo como quem colhe lavagem para dar aos porcos.

 

Tudo aquilo vai para uma vasilha só. Pense na mistura: feijão, carne, gordura, farinha, couve, cerveja, cachaça, caranguejo, lingüiça, laranja, laranja, pudim, musse…? Eca!

 

Neste instante você nem se dá conta do trabalho que seus órgãos internos estão desenvolvendo para separar e se ver livres daquela mistura horrorosa.

 

O que serve para alguma coisa, – pouca coisa – vai para um lado, o que não é aproveitado vai para outro… É um trabalho lindo feito pelo fígado, rins, baço, intestinos, sucos gástricos etc.

 

Mas, enquanto isso não acontece o “cabra” fica meio sem jeito, se retorcendo. Não encontra uma posição agradável, o fôlego fica curto, dá um soninho, tudo isso porque aquele bolo enorme está, digamos, mal arrumado dentro do sujeito e os órgãos internos estão desesperados trabalhando extraordinariamente para arrumar aquela bagunça…

 

Ah! Tem nada não! Eu tomo um sonrisal e está tudo resolvido! Está não, amigo. Você sobrecarregou a máquina. E máquina sobrecarregada não funciona bem e acaba quebrando. Você sabia?

 

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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