CONVERSAS MAIS LIVRES

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É possível que nesta quarta-feira (amanhã) os deputados federais aprovem definitivamente a queda da verticalização em segundo turno. Nada impede que isso aconteça. Quando isso acontecer fica praticamente inútil a liminar de autoria do deputado Miro Teixeira (PDT), que pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) a questão da anualidade. Esse assunto deverá ficar para discussão em plenário. Até o dia 12 o Superior Tribunal Eleitoral (TSE) responde à consulta feita pelo nanico PSL sobre a verticalização e se for definida a sua queda pelos ministros, não cabe mais recurso para manter a regra de 2002, quando o próprio TSE, através de um dispositivo que tinha o objetivo de favorecer ao então candidato tucano José Serra (PSDB), impôs uma arbitrária coligação nacional, que reproduziu a excrescência do voto vinculado, imposto pela ditadura militar, de triste memória. O fim da verticalização era esperada pela maioria de partidos que tem problemas regionais graves e não podia seguir o que determinava a Executiva Nacional, através das coligações para as candidaturas presidenciais.

Sem sobra de dúvida, a queda da verticalização trouxe alívio para muitos partidos que se viam acuados, porque não tinham uma representação muito forte e nem podiam exigir muita coisa em razão da posição a nível nacional. O deputado federal Heleno Silva (PL), desde que se iniciaram os primeiros contatos sobre a sucessão estadual, avisou que não abriria mão da candidatura ao Senado Federal. Manteve essa pretensão por muito tempo e até ameaçou alguma rebeldia. Houve um acomodamento da posição do parlamentar, porque tudo indicava que a verticalização seria mantida para as eleições deste ano. Com a queda do dispositivo, houve uma mudança na forma de tratar com os candidatos majoritários. Hoje o deputado Heleno Silva, que comanda o Partido Liberal em Sergipe, já pensa diferente. Sexta-feira passada ele avisou: “não estou cem por cento com ninguém, porque pode haver uma conjectura diferente a partir dessa nova situação. Se isso acontecer, os liberais podem procurar outra opção, porque não abrem mão da chapa majoritária”.

A partir de agora, nenhum partido político, que tenha representatividade eleitoral, vai entrar em uma composição apenas para votar em candidatos majoritários. Querem fazer parte das chapas e chegar ao poder.

O deputado federal Jorge Alberto (PMDB), que integra um partido dividido a nível nacional, estaria em grande dificuldade com a manutenção da verticalização. Ontem, o presidente do seu partido, deputado Michel Temer, exigiu dos filiados que estivessem em funções públicas, inclusive os ministros, o afastamento do cargo para não integrar o Governo Lula, o que desagrada pemedebistas vinculados ao governo como o senador José Sarney (AP) e o presidente do Senado, Renan Calheiros. É que dia 19 de março será feita a prévia nacional para escolha do candidato do PMDB a presidente da República. Dois estão na disputa: Rigoto e Garotinho. Lógico que com a verticalização, Jorge Alberto não teria a menor chance, porque seria obrigado a seguir a candidatura presidencial, ficando com poucas chances de integrar uma aliança forte no estado. Hoje, absolutamente liberado, ele quer ser vice-governador e não se recusa a conversar com nenhuma das chapas estaduais.

O ex-governador Albano Franco (PSDB), assediado pelos dois grupos, vai escolhe o que melhor convier para o seu partido. Alguns tucanos o querem candidato a governador, mas Albano prefere o Senado e pode se contentar com a Câmara Federal, dependendo das circunstâncias. O governador João Alves Filho (PFL) acena com a vice para um dos tucanos e o prefeito Marcelo Déda (PT) pode lhe brindar com uma lugar na chapa majoritária, dando-lhe a candidatura ao Senado. O ritmo político ficou mais frenético, exatamente porque quem estava em passo lento, agora entra na dança agitada e tem bastante oxigênio para escolher o mais animado par.

 

 

ALIANÇA

O governador João Alves Filho (PFL) já fez comentários sigilosos de que aceita a indicação de um nome do PSDB para vice-governador.

Nesse caso, Albano sairia candidato a deputado federal. É aí que está o impasse, porque o ex-governador só aceita o Senado Federal.

 

ALBANO

O ex-governador Albano Franco e o deputado estadual Luiz Mittidieri (PSDB) tiveram audiência ontem com o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, em São Paulo.

Pela manha, Albano Franco teve um encontro a sós com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Albano considerou a conversa “muito proveitosa”.

 

MAIS AÇÃO

Albano Franco se movimenta mais sobre as eleições estaduais de outubro, para ter uma definição ainda este mês.

Sua viagem a São Paulo tem algo a ver com composições partidárias e tudo indica que está para acontecer fato novo para as próximas eleições.

 

FONTES

O governador João Alves Filho (PFL) não esconde que tem muita admiração pelo deputado federal João Fontes (PDT).

Lembra que “todas as vezes que estão em jogo os interesses do povo de Sergipe, João Fontes fica do lado dos sergipanos”.

 

DESMENTE

O deputado federal João Fontes (PDT) desmentiu ontem que estivesse excluindo o PFL de qualquer diálogo para formação de alianças.

O PDT não exclui ninguém e conversa com todas as lideranças políticas, mesmo alimentando a candidatura de Elber Filho a governador.

 

INSATISFEITO

O vereador Fábio Henrique (PDT) não entende porque o deputado Jackson Barreto (PTB) não aceita uma aliança com João Fontes no bloco de oposição.

A desculpa de Jackson, segundo Fábio, é porque Fontes é um ferrenho adversário de Lula e Brasília e não faz oposição a João Alves.

 

ESTRANHO

Segundo Fábio Henrique, Jackson se contradiz quando quer o ex-governador Albano Franco (PSDB), cujo partido é maior adversário de Lula a nível nacional.

Quanto a não fazer oposição a João, o grupo de Jackson está conversando com Jorge Alberto (PMDB), que é aliado do governador. 

 

ALMEIDA

O senador Almeida Lima (PDT) disse ontem que vai ficar no compasso de espera, porque no PMDB sou apenas um filiado.

“Não tenho cargo de comando e vou continua exercendo o mandato e esperando uma decisão do partido. Se depender de mim, sou candidato a governador”, disse.

 

PREFEITO

Quem tiver pesando que Almeida quer disputar o governo para ser candidato a prefeito em 2008, “vai quebrar a cara”.

Lembra que dos candidatos a governador, quem perder fica sem mandato: “eu não, vou até 2010 e voltarei a disputar o governo, se houver qualquer incidente agora”.

 

ANDRÉ

O secretário André Moura (PSC) jamais afirmou que a permanência do seu partido no bloco do governador estaria condicionado a uma vaga na chapa majoritária.

André estranhou informações que passaram para o governador João Alves Filho, em entrevista no aeroporto de Aracaju, atribuindo-lhe declaração tão intrigante.

 

LEGÍTIMO

André Moura admite que é legítimo o pleito de qualquer partido que integre um bloco político, como é o caso do PSC, reivindicar uma vaga na chapa majoritária.

O secretário reafirmou, no entanto, que jamais cogitou a vaga para ele: “sou candidato a deputado estadual e qualquer especulação nesse sentido não é nossa”, disse André.

 

CONDENA

O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou irregulares as contas de José Vilson dos Santos Bispo, ex-prefeito de Santa Rosa de Lima (SE).

Terá que pagar R$ 13.619,77, valor atualizado.

Bispo foi omisso na prestação de contas de recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

 

NATAL

Ainda é natal nos povoados do interior da região sul de Sergipe. Domingo a festa é no povoado São José, um dos maiores de Poço Verde.

Cada final de semana se comemora o Natal em um desses povoados e as festas acontecem até meados de fevereiro, com a participação de políticos da região.

 

 

Notas

 

REVITALIZAÇÃO

A Comissão Especial de revitalização do São Francisco se reúne hoje para votar o parecer do relator, deputado Fernando Ferro (PT-PE). A proposta institui o Fundo de Revitalização do Rio São Francisco, cujo valor anual estimado é de R$ 300 milhões, com a participação de União, estados e municípios.

O objetivo do fundo é financiar, durante 20 anos, projetos de reflorestamento das margens do rio, recuperação do leito, combate à erosão e ao assoreamento (obstrução do canal do rio por areia ou lixo), além de outras obras.

CHEQUES

Os bancos terão que pagar cheques sem fundos de até R$ 150 emitidos por seus clientes caso seja aprovado o Projeto de Lei do deputado Renato Casagrande (PSB-ES). A proposta prevê que o limite de R$ 150 por cheque seja atualizado periodicamente, mas não menciona prazos para que isso aconteça.

De acordo com a proposta em tramitação, se dois ou mais cheques sem fundos forem apresentados simultaneamente, terá preferência o de emissão mais antiga e, se da mesma data, o de número inferior.

COBRANÇA
Casagrande lembra que as instituições bancárias têm mais informações e estão bem mais aparelhadas que os pequenos e microempresários para efetuar a cobrança dos valores devidos. “Com a cobrança, o banco não tem prejuízo algum, porque cobra o valor pago com juros bancários”, explica.
Para o deputado, a responsabilização do banco é razoável porque a entrega dos talões de cheques a seus clientes é feita a seu exclusivo critério. Acha que com a medida, haverá mais cuidados na concessão do cheque.

 

É fogo

 

Deu na veja: o ministro Ciro Gomes pediu pessoalmente ao governador do Ceará, Lúcio Alcantara, de quem é amigo, um repasse de 500 mil reais para o desfile da Mangueira.

 

O enredo que a mais tradicional escola de samba vai apresentar refere-se à transposição do rio São Francisco.

 

Uma pesquisa do Ibope, divulgada na semana passada e feita apenas com moradores da região afetada pela transposição mostrou que 43% deles são contra a idéia.

 

Mas o ministro Ciro Gomes insiste na transposição por considerar que ela é fundamental para o país, mas principalmente para o seu estado, o Ceará.

 

Domingo, a parte do rio São Francisco que margeia Propriá viveu em festa. A cidade acompanhou a tradicional procissão de Bom Jesus dos Navegantes.

 

A festa religiosa teve um forte tom político. Neste período de eleição Propriá acomodou representantes de todos os partidos.

 

O governador João Alves Filho (PFL) vai fazer mudanças dentro das falhas determinadas pela pesquisa qualitativa feita pela Única.

 

O prefeito Marcelo Déda (PT) retornando do seu cruzeiro por praias do Nordeste. Inicia o trabalho político imediatamente.

 

O deputado federal Jorge Alberto está trabalhando para ser candidato a vice-governador do estado. Ainda não tem uma composição definida.

 

O ex-governador Só vai oficializar alianças, quando tiver certeza que a verticalização caiu. Ele prefere esperar por uma decisão do TSE.

 

As empresas aéreas estão com passagens a preço de ônibus, durante o carnaval, para capitais que não têm tradição de folia.

 

O prazo para as micro e pequenas empresas se enquadrarem no Simples termina hoje, Não haverá prorrogação.

 

brayner@infonet.com.br

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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