CPMF

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A carga tributária brasileira atingiu 38,80 do PIB em 2006, o que representa um crescimento de 0,98% em relação a 2005, quando alcançou 37,82%. Cada brasileiro pagou de tributos em média R$ 4,434,68 em 2006, ou seja, R$ 447,23 a mais do que em 2005.

 

As empresas brasileiras gastam em média 2.600 horas por ano para atender às exigências do fisco, enquanto a média mundial é de cerca de 322 horas. A constatação é do Banco Mundial, que realizou estudo em 175 países, em conjunto com a consultoria Pricewaterhouse Coopers.

 

No Brasil, o percentual de quanto de impostos se paga em relação ao lucro comercial fica em 71,7%, assim dividido: 22,4% referente ao imposto de renda, 42,1% de impostos referentes ao trabalho e 7,2% em outras taxas. Na Arábia Saudita este percentual é de apenas 14,9%, já nos EUA fica em 46%.

 

A carga tributária brasileira totalizou R$ 222,39 bilhões no primeiro trimestre deste ano contra 195,59 bilhões no mesmo período do ano passado. Passando de 36,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nos primeiros três meses do ano passado, para 37,3% neste ano.

 

Os tributos federais totais aumentaram de R$ 130,39 bilhões, no primeiro trimestre de 2006 para 148,5 bilhões no primeiro trimestre de 2007. As receitas estaduais cresceram de R$ 53,37 bilhões para R$ 60,78 bilhões no período. Os impostos municipais aumentaram de R$ 11,83 bilhões para R$ 13,12 bilhões no primeiro trimestre de 2007.

 

Hoje, quando o Governo Federal tenta prorrogar a CPMF até 2011, diversas entidades vêm a publico condenar esta tentativa do governo,

 

Estas entidades, no entanto, parecem esquecer que o imposto é conseqüência e que a causa desta alta carga tributária é, em grande parte, devido ao alto custeio dos poderes executivo, legislativo e judiciário.

 

Por que não direcionar estas ações para a redução deste custeio? Por que não lutar para a redução do número de Ministérios? Por que não lutar para redução do número de deputados? Por que não lutar para a redução dos seus ganhos? O Senado Federal precisa existir?

 

Se todas estas questões forem resolvidas, com certeza, a carga tributária do brasileiro poderá ser menor.

 

Com referência à CPMF, é bom lembrar que é o único imposto que não pode ser sonegado. Será esta a razão para tanto grito?

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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