Culpa é dos políticos

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Político é um sujeito esperto, às vezes tinhoso. Basta ver uma aglomeração para logo identificar os participantes como seus futuros eleitores e, sem a menor cerimônia, apoiar as bandeiras defendidas pela massa inflamada. Agora mesmo, vários deles tentam se aproximar das manifestações populares que inundam o país em defesa da redução do preço da tarifa de ônibus e contra a falta de saúde descente, educação de qualidade, mais segurança, mobilidade urbana, etc. Ora, todas essas mazelas ocorrem por culpa dos políticos, que têm as campanhas eleitorais financiadas pelas empresas de ônibus e, em muitos casos, desviam para os próprios bolsos recursos destinados à melhoria da qualidade de vida da população. Portanto, é imprescindível identificar no meio dessa fantástica massa humana os políticos oportunistas e botá-los para correr, pois a eles só interessa a perpetuação no poder para se locupletarem com a miséria alheia.

A solução

Assustado com as manifestações populares, o prefeito em exercício de Aracaju, José Carlos Machado (PSDB), já admite reduzir o valor da tarifa dos ônibus. Ele se reúne daqui a pouco com assessores para avaliar a redução com base na desoneração do PIS/Confins. 300 mil pessoas usam coletivos na capital e, segundo ‘Machadão’, o serviço não tem qualidade nem confiabilidade. O Movimento Não Pago exige que a passagem seja reduzida dos atuais R$ 2,45 para R$ 1,92.

Como dantes

De um bebinho ontem numa birosca da zona norte de Aracaju: “Tomara que depois de tantos protestos, truculência policial e quebra-quebra por esse Brasil a fora, tudo não permaneça a lesma lerda de sempre”.

Leviano

Em nota pública, a Associação dos Magistrados do Estado de Sergipe chamou o deputado federal André Moura (PSC) de leviano e irresponsável. A entidade saiu em defesa do juiz de Direito Rinaldo Salvino, que condenou o parlamentar por improbidade administrativa. Moura alegou estar sendo perseguido pelo magistrado e prometeu denunciá-lo ao Conselho Nacional de Justiça.

Explicação

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, solicitou à Assembleia Legislativa informações sobre a escolha da deputada estadual Susana Azevedo (PSC) como conselheira do Tribunal de Contas de Sergipe. Só depois disso ele se manifestará sobre a Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pelo governador Jackson Barreto (PMDB) contra as mudanças das regras para eleger conselheiros do TCE.

Cobaias

Fique atento para não ser eletrocutado no Forró Caju. É que a Guarda Municipal de Aracaju usará pela primeira vez o Spark, dispositivo elétrico para imobilizar as pessoas. Os guardas só começaram a ser treinados sobre o uso do equipamento na última segunda-feira e vão aproveitar o forrobodó para fazer o teste real do Spark. Portanto, evite se molhar e, se possível, vá pra festa com um fio terra no bolso.

Posse no TJ

O Tribunal de Justiça de Sergipe ganha hoje um novo desembargador. É o magistrado Ruy Pinheiro, promovido pelo critério de antiguidade para substituir o desembargador aposentado Netônio Machado. A solenidade de posse está marcada para as 17h, no auditório do Palácio da Justiça, localizado na praça Fausto Cardoso, centro de Aracaju.

Ato Médico

O Senado aprovou ontem o projeto do Ato Médico, que regulamenta o exercício da medicina e estabelece atividades que serão privativas destes profissionais. O projeto estabelece como atividades exclusivas dos médicos a formulação de diagnósticos, prescrição terapêutica, intubação traqueral, sedação profunda e anestesia geral, entre outras. A matéria segue agora para sanção presidencial.

Vacilão

O líder do governo na Assembleia, deputado Gustinho Ribeiro (PSD), irritou a oposição ao chamá-la de arrogante. Majoritária no legislativo, a bancada oposicionista decidiu trancar a pauta de votações até que seja anunciado o aumento salarial dos servidores. “Arrogante e prepotente é o governo dele, que não respeita a data base do reajuste”, reagiu o deputado Venâncio Fonseca (PP).

Do baú político

Em 2006, o então governador João Alves Filho (DEM) cometeu, talvez, a maior gafe de sua vida pública e quase provoca um incidente diplomático. Patrono de um evento para recepcionar várias estrangeiras, trazidas a Aracaju por Deise Kustra, presidente da Organização Mundial da Família, o demista já chegou distribuindo beijos e abraços com as ilustres visitantes. Era só Deise apresentar a convidada, que ele começava a beijá-la nas bochechas, enquanto desejava boas vindas. Chegou, então, a vez da representante do Irã, usando o tradicional xador preto, aquele traje persa antigo. Quando o demista a segurou pelos ombros para beijá-la, a moça tentou evitar, suas assessoras começaram a falar alto para alertá-lo, mas não adiantou: o homem tascou o beijo. Sem saber, João Alves violou a Sharia, código de leis imposto no Irã após a revolução islâmica de 1979, que estabelece punições com chibatadas, multa e prisão ao homem que fizer um contato físico com uma mulher estranha, mesmo que seja um inocente beijinho de boas vindas, como o dado pelo ex-governador.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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