Curta e barata

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Apesar de os candidatos terem apresentado orçamentos milionários, não esperem uma campanha eleitoral cara e longa em Aracaju. Os primeiros movimentos das coligações que disputam a prefeitura da capital permitem afirmar que os “times” só entrarão em campo pra valer no começo de agosto, quando se inicia o horário eleitoral gratuito. E por que isso? Além da fiscalização cada vez mais rigorosa da Justiça Eleitoral, os partidos e apoiadores dos candidatos não pretendem gastar no mesmo ritmo que fizeram em 2008. Ademais, a preocupação com a crise econômica mundial fez os empresários pisarem no freio. Alguns, inclusive, já avisaram que este ano não vão “investir” em política. Portanto, com um volume de recursos menor, os candidatos vão fazer menos barulho. Bom para a saúde e a paciência do eleitor.

Desmanche

O candidato a prefeito João Alves Filho (DEM) não se cansa de afirmar que, se eleito, vai desfazer uma série de ações da atual administração municipal. Entre elas, destaca a concorrência para o transporte coletivo. Ontem, ele disse que cancelará uma possível licitação para a construção de uma ponte ligando a avenida Tancredo Neves ao bairro Coroa do Meio. Pelo visto, João sonha com uma administração desmanche.

Royalties

A arrecadação de royalties resultante da extração de petróleo e gás em Sergipe apresentou no mês passado expansão de 12,2% no valor creditado, em relação a junho de 2011. Ao todo foram repassados para o estado e municípios produtores R$ 13,5 milhões. Carmópolis ficou com a maior fatia: R$ 3,5 milhões. Aracaju recebeu R$ 2,7 milhões, e Japaratuba, R$ 1,3 milhão

Promessa

Durante reunião almoço com os empresários do comércio varejista, João Alves Filho prometeu destinar novas funções à Guarda Municipal, que, além de proteger o patrimônio público, também vai correr atrás dos marginais que infestam o centro da cidade. Surpreendeu ao afirmar que se o bandido for morto no confronto com os guardas, estes serão promovidos pela administração municipal. Misericórdia!

Homenagens

O comando do 28º Batalhão de Caçadores homenageou ontem com Certificados de Honra ao Mérito 22 representantes de instituições que colaboraram com a Ação Cívico-Social promovida pela corporação em Estância. “O apoio dos senhores foi muito relevante para o sucesso da ação em favor de uma comunidade carente”, afirmou o coronel Roberto, comandante do 28 BC. A Faculdade Estácio FASE está entre as entidades homenageadas.

Velho chavão

Um panfleto do candidato a prefeito Almeida Lima (PPS) é intitulado com o velho chavão da política “O povo não se rende e não se vende!”. Nele, o prefeiturável alerta os eleitores para ter cuidado, pois “já vem de novo João e Valadares”. O material elenca 17 críticas aos adversários, mas não apresenta uma única proposta de governo. Homem, vôte!

Cangaço

Na madrugada do dia 28 de julho de 1938, militares alagoanos chegaram à Gruta do Angico, em Poço Redondo (SE), e fuzilaram Lampião, Maria Bonita e seu bando. Acabava ali a saga do principal e mais sanguinário cangaceiro que o Brasil já conheceu. Para lembrar aquela madrugada sangrenta, será celebrada às 10h de amanhã uma missa na Gruta do Angico. O local virou roteiro turístico e é visitado semanalmente por centenas de pessoas.

Fim de férias

Após um mês de merecido descanso, os vereadores aracajuanos retornam ao “batente” na próxima segunda-feira. Na pauta das primeiras sessões legislativas estão as emendas do Plano Diretor (PD). Até o momento, 66 emendas foram colocadas para apreciação e votação dos parlamentares. Dessas, 34 foram aprovadas, 30 adiadas e duas rejeitadas.

Eterno vice

Não tem jeito mesmo, o Vasco é o eterno vice. Vocês já notaram que até na classificação do Campeonato Brasileiro o time da cruz de malta insiste em ficar na segunda posição? E os vascaínos ainda reclamam quando o blog chama o time de Vice da Gama. Se aperreie não, galera!

Do baú político

Em março de 1990, o então presidente Fernando Collor de Melo (PMN) assustou o país com o bloqueio de todo o dinheiro depositado pelos brasileiros em contas correntes. Foi um Deus nos acuda. Quase todos os prefeitos sergipanos entraram em pânico, pois tinham depositado os recursos das prefeituras em suas contas pessoais para se beneficiar dos elevados juros pagos pelos bancos. Com o bloqueio, ficaram sem ter como honrar as dívidas do município, para desespero ainda maior dos credores. Somente após a intervenção de lideranças políticas, foi que a então ministra da Fazenda, Zélia Cardoso, permitiu o desbloqueio das contas dos prefeitos malandros para que eles transferissem o dinheiro para as prefeituras. Mesmo com seu jeito carrancudo, o deputado estadual Djenal Queiroz (PDS) provocou risos ao ser ouvido, na época, sobre o famigerado Plano Collor I. Quando o repórter quis saber o ele que achou do bloqueio das contas, recebeu uma resposta lacônica: “Não achei nada, perdi foi tudo”.

Resumo dos jornais

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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