Data Vênia

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BELIVALDO FORA DA POLÍTICA. O governador Belivaldo Chagas afirmou na última semana que sairá da política. “Não sou candidato nem a síndico”, exclamou em alto e em bom som nosso Chefe do Executivo Estadual com aquele jeitão caipira de homem do interior, em discurso para diversas autoridades locais. Disse ainda que se saísse hoje sairia feliz porque cumpriu com seu compromisso pessoal de resolver o que tinha que ser resolvido. Recuperou quase 800 km de estradas. Tirou o Estado da negatividade, mantém em dia a folha estadual, dentre outras boas notícias que fez questão de mostrar aos presentes. Saindo pela tangente, com a estratégia de sempre, disse que só falará de política no final de setembro e começo de outubro, mas já prepara o ex-adversário e atual aliado, o ex-deputado Zéca da Silva, para assumir uma Secretaria no Governo. O Governador também procura nomes para outros pontos estratégicos ocupados atualmente pelo PT, que possivelmente terá candidato próprio ao Governo. A vice-governadora Eliane Aquino já vem sentindo as perdas das suas indicações.

ULICES ANDRADE FICA NO TCE. O ex-deputado e atual Coselheiro do Tribunal de Contas Ulices Andrade, com seu baú político de maturidade, ponderação e inteligência, acumulados ao longo dos anos de vida política, analisou com a maestria que lhe é peculiar sua possível candidatura ao Governo. Depois de ponderações e conversas com seus familiares, amigos e até opositores resolveu ficar no TCE, afinal ocupa um cargo vitalício naquela Corte do qual domina os corredores. Porque mudar?

ROGÉRIO CARVALHO. Com muita cautela e apostando na “onda vermelha do PT”, o senador RC começa a visitar os prefeitos e lideranças municipais em busca de votos e apoio para o governo, entretanto precisa montar uma chapa forte que, uma vez apoiada pela situação, terá como vice o nome de Luciano Bispo. Caso contrário, seu nome pode se aliar ao de Valmir de Francisquinho de Itabaiana – sonho do senador como bem sinalizou o jornalista Pedro Valadares em um artigo publicado no último dia 18/07, intitulado Chapa Quente na Feijoada da Sucessão. Mas Walmir não pensa em ser vice.

WALMIR DE FRACISQUINHO. Walmir já analisa disputar o Governo de Sergipe por dois grandes motivos. Primeiro, o seu mentor político – Ulices Andrade não é mais candidato. Segundo, o povo sergipano merece mesmo uma mudança radical e superar os mesmos nomes que vem da “era Marcelo Déda”. WF é discreto e transita bem por todos os poderes. Tem consciência de que, com um bom candidato a vice, poderá chegar ao governo, pois graças ao seu trabalho tem apoio irrestrito dos municípios do alto, médio e baixo sertão sergipanos. Outro ponto que o gabarita para o cargo foi o excelente trabalho que fez à frente do município de Itabaiana. Na pior das hipóteses, hoje reúne pelo menos 30 prefeitos. Forte candidato!

ALESSANDRO VIEIRA. O azarão e possível candidato ao governo AV poderá ter como vice os nomes de Daniela Garcia, Emília Correia ou Dr. Emerson, sendo que os três também podem sair candidatos ao senado, porém com chances mínimas. Aquela onda que o levou ao senado não volta mais. A população que erronemente o elegeu não tem mais apreço pelo seu nome e isso é ponto pacífico em todo o Estado. Sua atuação no senado tem sido de culto ao ódio e vazia de habilidade política. Ele fala entre seus pares com prepotência e arrogância, com isso conqusitou a hostilidade do Governo Federal e Estadual. É adverso ao povo e assim está construído uma carreira política às avessas.

VALADARES PAI. O ex-senador Valadares não está morto politicamente como muitos pensam. Tem um cabedal político de causar inveja a muitos neófitos seduzidos com o poder. Em seus ensaios, mostra de forma profunda como se faz política no Estado de Sergipe. O bom “velhinho” está mais do que aceso e promete dar trabalho. Quase emplaca Valadares Filho por duas vezes a prefeito e governador. Não há dúvida que seja um bom nome para dar a sustentabilidade ao Governo que, no seu entender, nada “resolveu” a favor do Estado. Experiência e ânimo não lhe faltam em disputar mais uma vez o governo. Outro ponto que o favorece é que é um homem de grupo.

FÁBIO METIDIERI. Hoje, por falta de opção, seria o candidato a governo da situação. FM está fazendo de tudo para chegar ao Governo do Estado. Trouxe o ex-deputado André Moura para a base aliada e já visita os municípios em sua companhia. Procura arregimentar políticos de todos os naipes com a finalidade de construir um grupo forte em torno do seu nome, mas até o momento sem muito êxito. Sem experiência no executivo, está trabalhando muito, mas os resultados nas pesquisas não agradam à turma do Governo.

EDAVALDO NOGUEIRA. O predileto do Governo. Nas pesquisas sempre aparece na frente de Fábio Metidieri e uma vez saindo para encabeçar a chapa para Governo deixará a prefeitura nas mãos da vice Catarina Feitosa, a menina dos olhos de Belivaldo. Desta forma, Belivaldo teria pelo menos mais uns 33 meses de governo na prefeitura de Aracaju. O ideal para o atual Governador! Acontece que Edvaldo é mais inteligente do que o Governo pensa e não deve trocar o certo pelo duvidoso, estando descartada sua ida para a disputa ao cargo estadual. Enquanto isso distribui sorrisos e toca zabumba.

LAÉRCIO OLIVEIRA. Em Brasília, corre entre os Ministérios a notícia de que Laércio é o candidato a governador do presidente Bolsonaro e isso o faz um parlamentar importante, abrindo portas das mais diversas alas e fomentando a vinda de recursos para o Estado e Municípios. Sem falar que o deputado coordena os grupo dos “Esses” e a Fecomércio, o que lhe dá mais poder ainda. Seria um coringa caso fosse preparado com mais antecedência e/ou procurasse um grupo de oposição forte mostrando assim o que pensa, mas prefere ficar no conforto do Governo devido a alguns contratos. Precisa de coragem para disputar às eleições e com certeza poderia chegar ao Olímpio Campos, bastaria romper e conversar. Com a vinda de André Moura para a base aliada ficou de lado como um filho mais velho que perde a atenção para o caçula.

ANDRÉ MOURA. Depois da ratada das últimas eleições, procura mais uma vez a senatória, agora apoiado pela situação e ungido por Fábio Metidieri. Acontece que o tempo de AM para o senado já passou, pois há diversos prefeitos e lideranças políticas que reclamam de promessas não cumpridas. Outro ponto é que a família é contra sua candidatura ao senado, pois teria em tese uma eleição quase garantida pera a Câmara Federal. AM não viveria mais quatro anos sem mandato, ou seja, estaria indo para um suicídio político instigado pelos pretensos candidatos a deputados federais que o querem fora da batalha. Uma coisa é certa: AM não é burro e deverá levar a possível candidatura a senado até o fim e, depois, tomar uma decisão mais sensata, que seria ir para a Câmara Federal.

HENRY CLAY. Foi uma grande surpresa nas últimas eleições sendo um dos mais votados na capital depois de uma campanha de apenas 45 dias, pois demorou a tomar uma posição. HC pode ser uma surpresa para a senatória, mas como só há uma vaga, estuda a possibilidade de ir para deputado federal e nas próximas eleições tentar o senado. Nos bastidores já conversa com lideranças políticas e procura estar presente em todos os movimentos populares. É o candidato dos sindicatos que nesses últimos anos prederam força política.

VALDEVAN 90. Corajoso, foi o primeiro a dizer que vai para o senado e buscou o apoio dos prefeitos da região centro-sul, onde mantém sua base política. Conversa com todos os prefeitos do Estado. Outro ponto positivo de Noventa é a liguagem popular, ou seja, fala o que o povo quer ouvir e isso o trás para perto da população com um carisma inegável que poucos políticos têm. Nos últimos dois anos foi o deputado federal que mais trouxe emendas para os municípios e viabiliza outras nos Ministérios. Transita muito bem pelo Palácio da Alvorada graças às amizades feitas quando sindicalista em São Paulo. Sem dúvidas, seria a esperança de Sergipe no Senado. Sem falar, é óbvio, que costuma cumprir com as promenssas feitas, qualidade referenciável de um político.

DANIELA GARCIA. Neófita na política, não estava filiada a um partido político nas últimas eleições, assim perdeu o time de ser deputada federal e/ou estadual, pois naquele momento cabia-lhe o mandato. Foi candidata à prefeitura de Aracaju contra Edvaldo e perdeu. Os mais entendidos de política afirmam que a principal causa da sua derrota foi o apoio do senador Alessandro Vieira e sua estratégia política de torná-la “mulher maravilha”, levantando assim um descrédito junto à sociedade. Com certeza, deverá ser candidata a deputada federal ou estadual, sobretudo em razão dos últimos acontecimentos com a deputada Kity Lima – caso do cavalo cego – podendo herdar esses votos.

ZEZINHO JÁ NÃO PODE MAIS NADA NO PODEMOS. O PODEMOS foi entregue à delegada Daniele Garcia, inclusive Renata Abreu que não é a delagada do DAGV e sim a presidente nacional da sigla estará presente na filiação de DG. Zezinho ainda lançou uma Nota Pública sem pé nem cabeça, pois sabe muito bem que quem manda é a Nacional, principalmente em perspectivas de eleições presidenciais. Logo, perdeu uma grande chace de ficar calado. “Podemos” dizer que ZS já procura outra sigla e deve pedir sua expulsão para filiar-se à outra agremiação política.

 

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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