Demagogia barata

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Demagogia barata

Formada em sua grande maioria por desempregados, a classe dos mototaxistas tem servido de moeda eleitoral a muitos políticos. Na campanha passada, o candidato derrotado ao governo, João Alves Filho (DEM), prometeu liberar o IPVA das motos que transportam pessoas como se fossem mercadorias. Uma demagogia barata, pois o governo não tem poderes para isentar tal tributo, já que parte do que é pago pertence às prefeituras. Ademais, o Executivo não pode legalmente dispensar o pagamento total de impostos. Passada a eleição, surge um novo canto da sereia na direção aos mototaxistas. O vereador aracajuano Fábio Mitidieri (PDT) representou um projeto liberando o transporte de pessoas em motocicletas, mesmo sabendo que a propositura é inconstitucional, pois só a Prefeitura pode apresentar esse tipo de matéria. Assim como João Alves, o pedetista age demagogicamente, ao alimentar a esperança daqueles que ganham o pão, ilegalmente, arriscando suas vidas e das pessoas que transportam.

Aracaju é oposição

Com o título acima, a coluna publicou no dia 5 passado não ser “preciso estudos minuciosos para descobrir porque o governador Marcelo Déda (PT) perdeu em Aracaju. A cidade tem tradição de votar na oposição e pronto”. Foi o bastante para dezenas de internautas caírem de pau contra a coluna, chamando-a de tendenciosa e coisa e tal. Pois bem, hoje o Jornal da Cidade publica um artigo muito bem embasado do professor e escritor Ibarê Dantas com o seguinte título: “A tendência oposicionista de Aracaju 1945/2010”. Nele, o estudioso mostra que, desde a primeira metade do século passado, o eleitor aracajuano sempre preferiu votar contra o governo. E agora?

Apego ao cargo

Mesmo o governador reeleito Marcelo Déda (PT) já tendo afirmado que só vai pensar no novo secretariado depois do 2º turno das eleições presidenciais, neguinho e branquinho não se cansam de fazer lobby para se manter nos cargos, ou mudar de um pra outro, desde que continue ‘mamando’ nas tetas públicas. Diariamente, aparecem nos jornais informações dando conta que Fulano vai para tal Secretaria, que Beltrano está realizando um trabalho maravilho, ou que Cicrano é tido como certo para comandar área tal. Sabe-se, inclusive, que até empresários de peso da construção civil estão trabalhando nos bastidores para encaixar seus afilhados. Abra o olho, Déda!

Vai na marra

Pouco afeito a se relacionar com o Legislativo municipal, o secretário da Saúde de Aracaju, Antônio Samarone, pode ser obrigado a comparecer na Câmara para debater o projeto de saúde da capital. É que tramita na Casa um requerimento do vereador Jailton Santana (PSC) convocando Samarone. Caso seja aprovado, o auxiliar do prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) não poderá deixar de comparecer à Câmara, como fez quando foi, gentilmente, convidado para discutir a saúde com os representantes dos aracajuanos.

Quase lá

É grande a possibilidade de o governador Marcelo Déda (PT) escolher o promotor Orlando Rochadel como o novo procurador geral do Ministério Público Estadual. É que ele foi o mais votado na eleição para compor a lista tríplice da qual sairá o substituto de Maria Cristina Foz e Silva Mendonça na Procuradora Geral. Das vezes anteriores em que teve que escolher alguém em lista tríplice, Déda sempre optou pelo mais votado. Além de Rochadel, compõem a relação enviada ao petista os promotores Elias Pinho e Deijaniro Jonas.

Fogo amigo

Vejam o que publica hoje o Jornal da Cidade em sua coluna Periscópio: “O pessoal mais próximo do prefeito Edvaldo Nogueira (PC do B) não esconde a ninguém a insatisfação com os petistas que estão em sua administração e que votaram no projeto de reeleição da deputada Conceição Vieira (PT), esquecendo de fazer campanha para a candidata comunista Tânia Soares. Ouve-se comentários sobre o assunto em tudo que é lugar. Dizem que cabeças vão rolar”. Danou-se, sô!

Baixo nível

De uns dias pra cá, alguns políticos passaram a fazer uso de gírias para se dirigir aos adversários. Primeiro foi o vice-governador eleito Jackson Barreto (PMDB), que prometeu cortar o rabo do ex-governador João Alves Filho (DEM). Agora, o deputado federal José Carlos Machado (DEM) afirma que Marcelo Déda “não tem saco para governar”. Para manter o nível do debate, só falta alguém mandar o adversário tomar no monossilábico, onde as costas mudam de nome. Aqui pra nós, tá Flórida!

Juízes reunidos

Aracaju vai sediar, de 11 a 13 de novembro, o IV Encontro Nacional de Juízes Estaduais, o Enaje 2010, considerado o maior evento da magistratura estadual do Brasil.

Para 2010, o tema do Encontro será Justiça e Desenvolvimento Sustentável. A organização acredita que mais de 800 pessoas participem do Enaje 2010. “Já temos presença confirmada de participantes de todos os estados brasileiros, além da participação de autoridades do poder judiciário de outros países, tais como Estados Unidos e Canadá”, revela o juiz Paulo Macedo.

Nas feiras

Os aliados de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PT) em Sergipe aproveitam as feiras livres no interior para pedir votos. Ontem, partidários dos dois presidenciáveis passaram parte do dia em Lagarto. A estratégia é manter a campanha até o próximo sábado, principalmente nas cidades do interior. Na capital, a movimentação é pequena. Aqui e ali ouve-se um carro de som com mensagens em favor de Dilma e de Serra e, no fim da tarde, alguns gatos pingados agitam bandeiras nos cruzamentos. No fundo, todos torcem que domingo cheque logo para acabar com essa agonia.

Do baú político

As más línguas não se cansam de afirmar que se comprou tantos votos nas últimas eleições em Sergipe que, por pouco, alguns candidatos não jogaram dinheiro de avião. Tivessem feito isso, não estariam inovando. Na eleição de 1966, o então deputado estadual Fernando Prado Leite (PR) candidatou-se à Câmara Federal e resolveu fazer uma campanha diferente. Além de contratar artistas famosos para animar seus comícios, fez uso do rádio para divulgar as propostas políticas, coisa inédita no Estado. Achando pouco, alugou um pequeno avião para dar rasantes e jogar dinheiro nas feiras do interior. “Eu conseguia nos bancos cédulas novinhas de um cruzeiro e jogava para a meninada. Era uma festa”, lembra. Apesar de ter feito até ‘chover dinheiro’, Fernando Leite não se elegeu porque, segundo conta, a Justiça Eleitoral impugnou boa parte dos votos que teve em Aracaju. Motivo: os eleitores escreveram na cédula eleitoral “o Brasa”, que era seu apelido político, coisa que a legislação casuística do golpe militar não permitia em hipótese alguma.

Resumo dos jornais

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