Por que não pensar melhor?

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“Quero poder decidir“ – frase dita por uma telespectadora no  programa de Ana Maria Braga na última quarta-feira, quando afirmava ser a favor do aborto, cuja decisão da legalização será efetivada pelo Supremo Tribunal Federal    na próxima segunda –feira.

Não é de agora que se discutem os fatos concernentes à prática abortiva, que  engloba um misto  de liberdade da mãe, pós –evolução feminina,  mais a  banalidade perante a vida humana. Fico estupefato em momentos nos quais assuntos como esses venham  à baila em pleno momento contemporâneo, infelizmente, confundida esta contemporaneidade, como ausência para assumir as responsabilidades cometidas pelos atos humanos em prol , somente, dos prazeres na primeira pessoa do singular. É complexo de assumir que , de maneira posterior, às formas de prevenção para evitar-se o ato da gravidez, existam pessoas , ainda, fazendo sexo sem nenhuma precaução, posto que ,no Brasil, são executados 1.000.000 de fetos por ano por conta do aborto indiscriminado. Amigos e queridos leitores, alunos, professores,  conjecturemos se ao invés de fetos fossem vírus nas suas mais variantes: HIV, sífilis, gonorréia, hepatite e outras pestes transmitidas sexualmente, será que teríamos a chance de possuirmos esta sociedade? 1 milhão de infectados por ano, que contaminariam outros tantos milhões. E ai, a solução seria exterminá-los, pois representariam uma ameaça ao convívio social, ou dar-lhes-iamos a possibilidade de regenerar-se para continuar vivendo? Engraçado, como se torna fácil responder essa questão, para salvaguardar os próprios direitos, egoístas, e mais fácil ainda a outra, matar o feto, para salvaguardar os interesses egoístas. Logo, egoístas ao (2).

Por favor, sou , de maneira total, a favor da liberdade sexual, das mulheres também, claro, mas , se há  abortos em série, é por que o sexo está sendo praticado de maneira trivial. Informação??? Existe sim. Os jornais noticiam, a tv brasileira é marco de presença em todos os lares, mesmo, as novelas têm um papel de , pelo menos, plantar a curiosidade de “use camisinha”, use camisinha” para não engravidar, para não contrair o vírus HIV e etc… e todos, por mais ingênuos, poupe-me, sabem que pênis mais vagina = filho, na maioria da vezes. Daí, o que falta é conscientização, que passará a não mais existir todas as vezes que, em se fazendo sexo, tenha-se como resultado um feto, tira-se como se fosse um botão incômodo na blusa. Por favor, não é por aí que se procede, procede? Assim, não duvidem, teremos como  resultado o majoramento no número de sexo sem camisinha, de doenças perigosas sendo geradas e de um comportamento que não respeita o momento de explosão , positiva, do encontro do esperma com o óvulo para , na mágica da natureza, gerar uma vida; mulheres….. seus úteros encubando, naturalmente , vida. Quando pus a palavra vida, sempre havida falado, mas não observado a mesma, recorri  a Aurélio para averiguar o sentido e lá estava “  conjunto  das funções que mantém o ser humano em completa atividade para estabelecer a existência”. Exatamente. Existência.

Dentro deste conceito, discute-se se o feto só passará a sê-lo no ato da fecundação, na formatação do sistema nervoso, na construção do cérebro ou no estabelecimento dos pulmões. Tanto faz. Nenhum prédio começa da cobertura para a base, nenhuma planta da copa para a semente. Só mesmo em filme de extraterrestre vemos, a fecundação ser feita e gerar-se o feto em tempo recorde. O nosso problema é este. O tempo. E quantos de nós não foram gerados assim: o encontro do espermatozóide com o óvulo, a paciência dos pais, a consideração dos pais, o respeito dos pais, depois a formação  do sistema nervoso, o cérebro, a paciência do pais, o respeito dos pais, os pulmões, ainda a paciência dos pais e, por fim , o milagre da vida: cada um de nós. Assim, o nosso problema é , de maneira fácil, tirar o que nos incomoda a té não vermos quanto precioso é gerar um filho.

Este assunto deve ser discutido sem culpa, mas com responsabilidades. O que , na verdade, a sociedade precisa é  começar a assumir , repito, responsabilidades.  Inserto nessas, sem tendências religiosas, todavia , para um país que possui 70% que seguem uma religião, católica, e os preceitos que afirmam ser o aborto um ato indiscutível, com a vinda do Papa, onde está a religiosidade, verdadeira, dos católicos? É sempre momento para se pensar, claro que respeitando os casos previstos em justiça: estupro, risco de morte à mãe e criança anencéfala. Posto isto,  não adianta elevarem o espírito no pensamento se não o fazem na prática. Este é um breve detalhe, pois a preferência da discussão segue conceitos de caráter social e de racionalidade quanto à importância da vida humana. Que , através dos manifestos, passemos aos mais novos  a lei da razão em anexo às liberdades de expressão. Que se descubram precocemente, não cabem julgamentos preconceituosos, no entanto, estabeleça-se que qualquer liberdade e ato humanos possuem um preço, que nem sempre pode ser desviado como um cheque desprovido de fundos. A vida humana é preciosa, independentemente, de sua pré-concepção, de seus viés  e conceitos. Não há crescimento sem base. Respeitemos a base. Usem camisinha, cubram o pinto, vistam a casinha, mas não descubram os alicerces de bondade e respeito à vida , pois dignidade , caráter e autenticidade com o outro não se encontram em lixeiras. O ser humano não é lixo e não deve ter atitudes que fedem em benefício , somente, do que eles intitulam de MEU prazer pelo MEU prazer.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.