Desatando o nó

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Desatando o nó
A Justiça eleitoral deu um passo importante para desatar o nó cego que é a coligação entre o PSDB e o DEM. Por unanimidade, o Pleno do TRE entendeu que o “acordo forçado” entre os dois partidos ocorreu após o final do prazo previsto para alianças. Isso significa que o candidato a governador João Alves Filho (DEM) perde boa parte do tempo que teria no horário eleitoral gratuito, e que estão mantidas a candidatura de Albano Franco (PSDB) para o Senado e a coligação dos tucanos com o PV. O nó, porém, não foi desfeito com a decisão do TRE, pois ontem mesmo, o Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação da aliança do PSDB com o PV, sob s alegação que o acordo foi feito depois de 30 de junho, último dia para se oficializar os entendimentos políticos. Ademais, o PSDB nacional poderá recorrer contra a decisão do TRE para tentar manter o ‘casamento forçado’ com o DEM. Tudo isso mostra como é difícil desfazer um nó cego.

A ficha caiu
Ao que parece, o senador Almeida Lima (PMDB) percebeu, finalmente, que tomou uma baita rasteira eleitoral. Ele demonstrou isso ao ser entrevistado pelo jornal Estado de São Paulo. “Eu sobrei. Acho que o PMDB poderia ter sido mais correto comigo”. A queixa de Almeidinha não procede. Ele demorou um século para se definir politicamente e ainda chegou no território governista ameaçando chutar o pau da barraca se não fosse candidato à reeleição. As ameaças não coloram e só lhe arranjaram uma candidatura a deputado federal com falsas promessas de apoio eleitoral. 

Festa vermelha
O PT e partidos aliados fizeram ontem à noite, uma grande festa para inaugurar o comitê central da campanha do governador Marcelo Déda (PT). Foi no cruzamento da avenida Barão de Maruim com a rua Lagarto. Muitos fogos e discursos inflamados deram o ponta-pé inicial da maratona petista para manter Déda no governo de Sergipe por mais quatro anos. Entusiasmadas, algumas lideranças prometiam fazer cabelo e barba, elegendo o governador e os dois candidatos ao Senado. Garantiram ainda que, de quebra, farão a totalidade dos deputados federais e a maioria absoluta da Assembléia. Calma, gente! 

Boca torta
Faça o que digo, não faça o que faço. A frase se encaixa como uma luva para o PT. Crítico mordaz dos partidos ditos burgueses, que no poder exigem fidelidade canina aos comissionados, o PT hoje faz a mesma coisa. Todos os ocupantes de cargos em comissão no Estado foram convocados para ‘prestigiar’ o lançamento da campanha do governador Marcelo Déda à reeleição. Em alguns órgãos públicos, o ‘chefe’ chegou a ameaçar fazer chamada no local da festa. É, o uso do cachimbo põe a boca torta!

Sem esperança
O candidato a presidente da República pelo PCB, Ivan Pinheiro, pode não ter um mar de votos como José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), mas é sincero. Ao desembarcar ontem em Aracaju, o comunista reconheceu que dificilmente chegará ao 2º turno, se houver, pois a campanha será polarizada entre o tucano e a petista. E por que entrar na disputa se as chances são mínimas? Pinheiro tem a resposta na ponta da língua: “Não fazemos campanha para dizer aquilo que dá votos, mas para falar o que pensamos”. Segundo ele, muito mais do que eleitoral, a sua candidatura é política. Então, tá!

Fique por dentro
Está no ar o hotsite “Urna Eletrônica”, desenvolvido pela Justiça Eleitoral visando esclarecer as dúvidas mais frequentes dos eleitores sobre o sistema eletrônico de votação. A página pode ser acessada por meio de link disponível no Portal do TSE, ou diretamente no endereço www.tse.jus.br/urnaeletronica. Com linguagem bastante acessível, o site oferece aos eleitores todas as informações sobre a história do sistema eletrônico de votação e as peculiaridades da urna que será usada nas eleições gerais de 2010.

Compra de votos
Nota veiculada hoje pelo Jornal da Cidade mostra que para se eleger é preciso ter muita bala na agulha. Segundo o JC, “a maioria dos candidatos proporcionais está assustada com os vultosos valores gastos por uma meia dúzia de concorrentes. Segundo alguns, a disputa, do ponto de vista financeiro, é altamente desleal e desequilibrada. Há quem diga que tem ‘líder’ no interior, com potencial de pouco mais de 200 votos, pedindo cerca de R$ 100 mil em troca de apoio. É para quem pode!”.

Barulho feio
Veja que confusão: o Conselho Nacional de Justiça definiu que quase 40% de todos os cartórios precisarão mudar de dono. Pela decisão, a partir de agora, a titularidade de 5.561 cartórios em todo o país está vaga e concursos públicos deverão ser feitos para preencher os cargos. Em sua decisão, o CNJ também vetou que as pessoas que estão à frente dos cartórios enquanto novos concursos não são feitos recebam mais que o teto salarial do serviço público estadual, que é de cerca de R$ 24 mil. A partir de agora, o valor que ultrapassar o teto deve ser recolhido aos cofres públicos.

Impugnações
Até ontem, a Procuradoria Eleitoral já tinha feito 13 pedidos de impugnação. O mais interessante deles é o do candidato a deputado estadual Rubens Oliveira Bastos (PT do B). Condenado por homicídio, ele juntou ao pedido de registro de candidatura uma certidão negativa criminal. Para consegui-la, Rubens mudou a grafia de seu sobrenome no documento para “Oliveria”. Além de ser impedido de concorrer, o moço ainda pode ser processado por crime de falsidade ideológica.

Do baú político
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o início da década de 70, o município sergipano de Carira teve um prefeito que não sabia fazer um “o” com um copo. João de Jesus, o saudoso João Carira, havia sido eleito vice na chapa do prefeito Aroaldo Chagas, que morreu num acidente de carro seis meses após da posse. Nada contra entregar a prefeitura ao vice, que era gente boa demais e honesto até a alma, porém João Carira não sabia ler e, portanto, não tinha como assinar a papelada. Foi aí que alguém deu a idéia: “Pede para ele riscar alguma coisa num papel e mande fazer um carimbo em Aracaju.” Assim foi feito e seu João cumpriu todo o mandato carimbando tudo que lhe pediam.

O texto acima se trata da opinião do autor e não representa o pensamento do Portal Infonet.
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